12 dezembro 2008

Antes da Desencarnação (Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livro: “Dimensões da Verdade”. Psicografia: Divaldo Pereira Franco)


























Não esperes os "sinais da morte" em aproximação para que penses nos programas nobilitantes da vida, que não foram executados.

Nem constranjas os outros, à hora final, com as confissões de "alívio da consciência" para que consigas uma entrada tranqüila no país do além-túmulo...

É muito generalizada a crença de que no instante da despedida se dissipam mágoas e azedumes sob o encantamento mágico da desencarnação,mediante acordos improcedentes...

Muitos moribundos que dispõem de voz, antes do grande coma, arrolam despedidas e acenam adeuses, apresentando as "últimas vontades" com as quais se vinculam, após a partida, aos que se acumpliciaram em atendê-los,alongando a enfermidade nos tecidos sutis do perispírito e gerando delicados processos de obsessão pertinaz nos que ficaram.

Alguns que não puderam expressar os pensamentos atormentantes do leito de agonias, remoem-se nos arrependimentos e tartamudeiam mentalmente o quanto gostariam de ter feito,tardiamente, porém...
.
Outros mais, ante a mensagem-aviso desencarnatório, preparam-se apressadamente,para desanuviarem a mente sombreada de remorsos, expondo os erros em que incidiram e rogando perdão...

Todavia, em recuperando a saúde por impositivo de continuação das lutas na forma física, retornam aos velhos sítios onde se compraziam, recomeçando, ávidos, o comércio com a loucura a que se reentregam...

A máquina funciona com eficiência enquanto a engrenagem se demora em harmonia.

Desengonçada, emperra,com prejuízo para a produção.

Vigorosos cabos sustentam pesos colossais ao império da estrutura bem elaborada.

Enfraquecidos pelo uso,perdem a finalidade, ameaçando a segurança.

Instrumentos sensíveis colaboram eficazmente para elaborações nobres.

Desajustados levemente,tornam-se danosos a qualquer cálculo e realização.

Todas as peças do engenho humano gozam de um período hábil de utilidade, depois do que não merecem confiança.

Algumas alongam o prazo da previsão. Outras, reparadas, servem mais demoradamente.

Nunca, porém, com o vigor de que dispunham ao ser produzidas.

Também o corpo, também a oportunidade da reencarnação.

"A nossa vida passa rapidamente", afirma o Salmista.

Produze, pois, quanto possas durante o tempo em que podes.

Amanhã serão diferentes as circunstâncias de tempo, modo e lugar...

Movimenta a máquina físico-mental sob o beneplácito da saúde fazendo o melhor ao teu alcance. Retornando da enfermidade serão menores as probabilidades de êxito.

Apazigua a consciência reparando, com o bem, os males praticados, enquanto caminhas com os ludibriados pela tua incúria.

Resolve as tuas dificuldades nos dias de vigor da experiência carnal, evitando transferir para os outros os malogros em que demorastes por imprevidência.

Mesmo que te tranqüilizes aparentemente por transferência de responsabilidade para outrem, despertarás, após a viagem, como és,com o que tens, como agiste durante o período previsto para a tua finalidade pelo Excelso Concessionário.

O Evangelista Lucas, no versículo 2 do Capítulo 16, narrando a Parábola do Mordomo infiel, refere-se ao impositivo de "dar conta da administração".

A vida física é posse transitória da Fazenda Divina,de que terás de dar conta.

Recorda que Jesus,o Operário Incansável, em chegando a hora do encontro com Deus, não arrolou, na Cruz, queixas ou recriminações, lamentos ou petitórios e, estando tranqüilo pela tarefa bem cumprida, "entregou o Espírito às mãos do Pai", serenamente, inaugurando, logo depois, com a sua Ressurreição gloriosa, após o túmulo, a Era nova do espírito imortal.

Vive com reta conduta antes da desencarnação, porque, também tu, ressuscitarás depois da morte.

Podes, Se Queres (Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livro: “Otimismo”. Psicografia: Divaldo P. Franco)
























Fracassado é aquele que abandona a luta ou nega-se a travá-la.

Dificilmente logrará vitória quem se recusa a enfrentar os desafios do cotidiano.

O homem são as suas tarefas, que devem ser enfrentadas com decisão e coragem.

Em todo cometimento multiplicam-se as dificuldades e as problemáticas se repetem.

Quedas e aparentes insucessos são experiências que, repetidas, favorecem o homem com o êxito que deve perseguir até o fim.

Desistir do empreendimento porque se apresente difícil,significa abandonar-se a contínuos insucessos.

Não recear jamais, nem ceder à tentação da desistência na luta da ascensão.

Se queres, podes.

Quando te propões realizar os labores que te dizem respeito,abres-te à vitória, que deves colmar na oportunidade própria.

Simon Bolívar, o excelente Libertador de quase metade da América do Sul não poucas vezes perdeu batalhas e esteve preso. Porque não desistiu, perseverando nos ideais e lutando, triunfou.

Benito Juarez, órfão e pobre, humilhado e sob injunções terríveis, contribuiu para a liberdade do México, mais do que qualquer outro herói.

Franklin Delano Roosevelt, paralítico, vitimado numa cadeira de rodas, não se compadeceu do próprio estado de saúde e desempenhou relevante papel no seu país, como Primeiro Mandatário, revelando-se extraordinário libertador, durante a Segunda Guerra Mundial.

Édison experimentou quase 10.000 testes para lograr o êxito da lâmpada elétrica e porque insistiu sem desânimo, ofereceu à Humanidade um valioso contributo.

Faraday,até aos 14 anos,permaneceu numa gráfica,na condição de encadernador.Lendo um dos livros em que trabalhava,interessou-se pela eletricidade,revelando-se pioneiro nesta tecnologia de grande utilidade para a Humanidade.

Cervantes sofreu incompreensões e experimentou a miséria,teve seus escritos desconsiderados,viveu em regime de mendicância para não morrer de fome,não obstante, prosseguindo,legou-nos o "Dom Quixote de la Mancha" de valor literário e filosófico inegável.

Camões,sem uma vista,fez-se cantor de "Os Lusíadas".

Confúcio,aos 55 anos,foi abandonado pelo seu mestre. Sem desânimo,prosseguiu, oferecendo extraordinária contribuição filosófica para o pensamento universal.

Maomé,na busca de fiéis,padeceu terrivelmente,até que,sem abandonar a luta,espalhou o Alcorão pela Terra.

Buda,procurando a iluminação,provou solidão e abandono,conseguindo que a mensagem da paz passasse a impregnar as vidas...

A história de Jesus é por demais conhecida para que se amplie consideração...

A galeria daqueles que não desistiram e confiaram na vitória que souberam esperar, é muito grande.

Não te abatas ante impedimentos nem persigas sucessos improvisados,imediatos,que cedem lugar a terríveis desencantos.

Se queres vencer superando quaisquer problemas,prossegue em paz,insistindo na ação operosa e confiante,assim conseguindo o fanal que é a meta essencial da tua vida.

Disse Jesus "Aquele que perseverar até o fim, este será salvo."

É necessário permanecer fiel e otimista.

Se queres,portanto, a vitória, insiste.

Ao Amanhecer (Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livro: “Episódios Diários “. Psicografia: Divaldo Franco)


















Dia novo, oportunidade renovada.

Cada amanhecer representa divina concessão, que não podes nem deves desconsiderar.

Mantém, portanto atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados; otimismo diante das ocorrências que surgirão coragem nos confrontos das lutas naturais; recomeço de tarefa interrompida; ocasião de realizar o programa planejado.

Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis.

À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.

Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente.

Dirige cada ação à finalidade específica.

Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à lição com disposição, avançando passo a passo até o momento de conclusão dos deveres planejados.

Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.

Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas.

Rumo Às Estrelas (Joanna de Ângelis. Livro: “Oferenda”.Psicografia: Divaldo P. Franco)




















Considera a vida física uma estrada quilometrada a iniciar-se no berço e encerrar-se no túmulo.

Tem em mente que após o túmulo, igualmente se alonga a vida, na condição de uma rota que se perde nas estrelas e que percorrerás...

Cada etapa representa um desafio ou vários, que te cumpre vencer.

Conquistando um trecho, outro se distende à vista, aguardando.

A vitória somente será tida como válida, após a conclusão da jornada, quando poderás fazer uma segura avaliação das conquistas e um exame das experiências.

Ultrapassada a marca de cada quilômetro, não te detenhas relacionando os insucessos, porque isso te atrasará o avanço.

O estudo das dificuldades deverá constituir-te contributo para evitar tombares noutras, identificando-as com antecipação, a fim de evitá-las.

O caminho se distende à frente.

Não te detenhas na evocação das tristezas nem na coleta dos dados deprimentes.

Viagem alguma pode ser feita sem os incidentes naturais do próprio cometimento.

Na Terra, todos se encontram em reeducação.

O que parece mal é, não raro, bênção. Colhe o melhor proveito e segue adiante.

Evita imaginar ou manter conceitos perniciosos. A tua dor é recuperação dadivosa.

Ninguém passa invulnerável a ela.

Objetivando a meta, atravessarás, na vilegiatura, vales e acumes, charcos e terreno firme, dias de claro sol e noites sombrias, clima áspero e ameno...

O importante é atingir o fim que colimas.

Se é noite na tua alma, hoje visitada pela amargura injustificável, acende a luz da esperança.

Porque teimam os fatores deprimentes em dominar-te o entusiasmo, esforça-te em face dos sublimes compromissos abraçados.

Como insiste a tristeza, unge-te de fé e bendize o aguilhão.

As alegrias do êxito compensarão todas as dificuldades que parecem impedir-te o avanço.

Estás convocado a realizar muito pelo bem.

Sem a presença do sofrimento na alma, serias somente um candidato jovial à ação edificante, com facilidade de romperes o compromisso...

Não recalcitres.

Amigos devotados marcham contigo. No silêncio da tua prece, vitalizam-te, na ansiedade dos teus sentimentos, envolvem-te em carinho.

Ganha, cada dia, um marco novo, sem olhar para trás.

Esbordoado pela pusilanimidade de um jovem militar, Jesus não revidou nem se lamentou. Interrogou-o, bondoso, pela causa do seu gesto de violência. E
porque demandava às estrelas aurifulgentes, abraçou a Cruz e tornou-se
definitivo caminho pelo qual encontraremos nossa libertação.

Considerando o Medo (Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livro: “Leis Morais da Vida”. Psicografia: Divaldo P. Franco)
















Coisa alguma se te afigure apavoradora.

A vida são as experiências vitoriosas ou não, que te ensejem aquisições para o equilíbrio e a sabedoria.

Não sofras, portanto, por antecipação, nem permitas que o fantasma do medo te perturbe o discernimento ante os cometimentos úteis, ou te assuste, gerando perturbação e receio injustificado.

Quando tememos algo, deixamo-nos dominar por forças desconhecidas da personalidade, que instalam lamentáveis processos de distonia nervosa, avançando para o desarranjo mental.

Os acontecimentos são conforme ocorrem e como tal devem ser enfrentados.

O medo avulta os contornos dos fatos, tornando-os falsos e exagerando-lhes a significação.

Predispõe mal, desgasta as forças e conduz a situação prejudicial sob qualquer aspecto se considere.

O que se teme, raramente ocorre como se espera, mesmo porque as interferências Divinas sempre atenuam as dores, até quando não são solicitadas.

O medo invalida a ação benéfica da prece, esparze pessimismo, precipita em abismos.

Um fato examinado sob a constrição do medo, descaracteriza-se, um conceito soa falso, um socorro não atinge com segurança.

A pessoa com medo, agride ou foge, exagera ou se exime da iniciativa feliz, torna-se difícil de ser ajudada e contamina, muitas vezes, outras menos robustas na convicção interna, desesperando-as, também.

O medo pode ser comparado a sombra que altera e dificulta a visão real.

Necessário combatê-lo sistematicamente, continuamente.

Doenças, problemas, notícias, viagens, revoluções, o porvir não os temas.

Nunca serão conforme supões.

Uma atitude calma, ajuda a tomada de posição para qualquer ocorrência aguardada ou que surge inesperadamente.

Não são piores umas enfermidades do que outras. Todas fazem sofrer, especialmente quando se as teme e não se encoraja a recebê-las com elevada posição de confiança em Deus.

Os problemas constituem recursos de que a vida dispõe para selecionar os valores humanos, e eleger os verdadeiros dos falsos lutadores.

As noticias trazem informes que, sejam trágicos ou lenificadores, não modificam, senão, a estrutura de uma irrealidade que se está a viver.

As viagens têm o seu final, e recear acidentes, aguardá-los, exagerar providências, certamente não impedem que o homem seja bem ou mal- sucedido.

As revoluções e guerras que alcançam bons e maus, estão em relação a violência do próprio homem que, vencido pelo egoísmo, explode em agressividade, graças aos sentimentos predominantes em a sua natureza animal.

Ninguém pode prever o imprevisto ou evadir-se à necessária conjuntura cármica para o acerto com as leis superiores da evolução.

Prudência, sim, é medida acautelatória e impostergável, para se evitar danos inecessarios.

Afinal, em face do medo, deve-se considerar que o pior que pode suceder a alguém, é advir a desencarnação. Se tal ocorrer, não há, ainda, porque temer, desde que morrer é viver.

O único cuidado que convém examinar, diz respeito a situação interior de cada um perante a consciência, ao próximo, a vida e a Deus.

Em face disso, ao invés de sistemático cultivo do medo, uma disposição de trabalho árduo e intimorato, confiança em Deus, a fim de enfrentar bem e ultimamente toda e qualquer coisa, fato, ocorrência, desdita...

Entregar-se ao fervor do bem expulsa dalma as artimanhas da inferioridade espiritual. Fazei luz íntima e os receios fundados baterão em retirada.

A responsabilidade dar-te-á motivos para preocupações, enquanto o medo minimizará as tuas probabilidades de êxito.

Jesus, culminando a tarefa de construir nos tíbios corações humanos a ventura e a paz, açodado pelos famanazes da loucura em ambos os lados da vida, inocente e pulcro, não temeu nem se afligiu, ensinando como deve ser a atitude de todos nós, em relação ao que nos acontece e de que necessitamos para atingir a glorificação interior.'

Viciação Alcoólica (Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livro: “Após a Tempestade”. Psicografia: Divaldo Pereira Franco)


















OBS: Esse livro foi publicado pela Editora LEAL.




Sob qualquer aspecto considerado, o vício - esse condicionamento pernicioso que se impõe como uma "segunda natureza" constritora e voraz - deve ser combatido sem trégua desde quando e onde se aloje.

Classificado pela leviandade de muitos de seus medos como de pequeno e grande porte, surge com feição de "hábito social" e se instala em currículo de longo tempo, que termina por deteriorar as reservas morais, anestesiando a razão e ressuscitando com vigor os instintos primevos de que se deve o homem libertar.

Insinuante, a princípio perturba os iniciantes e desperta nos mais fracos curiosa necessidade de repetição, na busca enganosa de prazeres ou emoções inusitados, conforme estridulam os aficionados que lhe padecem a irreversível dependência.

Aceito sob o acobertamento da impudica tolerância, seu contágio destrutivo supera o das mais virulentas epidemias, ceifando maior número de vidas do que o câncer, a tuberculose, as enfermidades cardiovasculares adicionados... Inclusive, mesmo na estatística obituária dessas calamidades da saúde, podem-se encontrar como causas preponderantes ou predisponentes as matrizes de muitos vícios, que se tornaram aceitos e acatados qual motivo de relevo e distinção...

Os vitimados sistemáticos pela viciação escusam-se abandoná-la, justificando que o seu é sempre um simples compromisso de fácil liberação em considerando outros de maior seriedade que, examinados, a sua vez, pelos seus sequazes, se caracterizam, igualmente, como insignificantes.

Há quem a relacione como de conseqüência secundária e de imediata potência aniquilante. Obviamente situam suas compressões como irrelevantes em face de "tantas coisas piores"... E argumentam: "antes este" , como se um mal pudesse ter sopesado, avaliada e discutidas as vantagens decorrentes da sua atuação...

Indiscutivelmente, a ausência de impulsão viciosa no homem dá-lhe valor e recursos para realizar e fruir os elevados objetivos da vida, que não podem ser devorados pela irrisão das vacuidades.

A vinculação alcoólica, por exemplo, escraviza a mente, desarmonizando-a, e envenena o corpo deteriorando-o. Tem início através do aperitivo inocente, quão dispensável, que se repete entre sorrisos e se impõe como necessidade, realizando a incursão nefasta, que logo se converte em dominação absoluta, desde que aumenta de volume na razão direta em que se consome.

Os pretextos surgem e se multiplicam para as libações: alegria, frustração, tristeza, esperança, revolta, mágoa, vingança, esquecimento... Para uns se converte em coragem, para outros em entusiasmo, invariavelmente impondo-se, dominador incoercível. Emulação para práticas que a razão repulsa, o alcoolismo faz supor que sustenta os fracos, que tombam em tais urdiduras, quando, em verdade, mais os debilita e arruína.

Não fossem tão graves, por si só, os danos sociais que dele decorrem - transformando cidadãos em párias, jovens em vergados anciãos precoces, profissionais de valor em trapos morais, moçoilas e matronas em torpes simulacros humanos, aceitos e detestados, acatados e temidos nos sítios em que se pervertem, a caminho da total sujeição, que conduz, quando se dispõe de moedas, a Sanatórios distintos e em contrário, às sarjetas hediondas, em ambos os casos avassalados por alienações dantescas -, culmina em impor os trágicos autocídios, por cujas portas buscam, tais enfermos, soluções insolváveis para os problemas que criaram espontaneamente para si próprios... Não acontecendo à queda espetacular no suicídio, este se dá por processo indireto, graças à sobrecarga destrutiva que o alcoólatra ou simples cultivador da alcoolofilia depõe sobre a tecelagem de elaboração divina, que é o corpo. E quando vem a desencarnação, o que é também doloroso, não cessa a compulsão viciosa, em que o espírito irresponsável constata que a morte não resolveu os problemas nem aniquilou a vida...

Nesse capítulo convém considerarmos que a desesperada busca ao álcool - ou substâncias outras que dilaceram a vontade, desagregam a personalidade, perturbam a mente - pode ser, às vezes, inspirada por processos obsessivos, culminando sempre, porém, por obsessões infelizes, de conseqüências imprevisíveis.

A pretexto de comemorações, festas, decisões, não te comprometa com o vício.

O oceano é feito de gotículas e as praias imensuráveis de grãos.

Liberta-te do conceito: "hoje só", quando impelido a comprometimento pernicioso e não te facultes: "apenas um pouquinho", porquanto, uma picada que injeta veneno letal, não obstante em pequena dose, produz a morte imediata,

Está-se bafejado pela felicidade, sorve-a com lucidez.

Se te encontras visitado pela dor, enfrenta-a, abstêmio e forte.

Para qualquer cometimento que exija decisão, coragem, equilíbrio, definição, valor, humildade, estoicismo, resignação, recorre à prece, mergulhando, na reflexão, o pensamento, e haurirás os recursos preciosos para a vitória em qualquer situação, sob qual seja o impositivo.

Nunca te permitas a assimilação do vício, na suposição de que dele te libertarás quando queiras, pois que se os viciados pudessem querer não estariam sob essa violenta dominação.

01 dezembro 2008

Ter E Manter (Pelo Espírito Emmanuel " O Livro da Esperança" – Psicografia:Francisco Cândido Xavier)
















“Porque ao que tem ser-lhe-á dado; e ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.” Jesus (Marcos, 4: 25)


“Não é Deus quem retira daquele que receberá; é o próprio Espírito que, por pródigo e descuidado não sabe conservar o que tem e aumentar, fecundando-o, o óbolo que lhe caiu no coração.


Aquele que não cultiva o campo que o trabalho de seu pai lhe granjeou, e que lhe coube em herança, o vê cobrir-se de ervas parasitas.


É seu pai quem lhe tira as colheitas que ele não quis preparar?” - Cap. 18,15.


Reflitamos em alguns quadros da vida:

a quem se consagra ao serviço, mantendo o trabalho, mais progresso;

a quem auxilia o próximo, mantendo a fraternidade, mais recursos;

a quem respeita o esforço alheio, mantendo a colaboração em louvor do bem, mais estima;

a quem estuda, mantendo a instrução geral, mais cultura;

a quem cultiva compreensão, mantendo a concórdia, mais clareza;

a quem confunde os outros, mantendo a obscuridade, mais sombra;

a quem se queixa, mantendo o azedume, mais desânimo;

a quem se irrita, mantendo a agressividade, mais desespero;

a quem cria dificuldades, no caminho dos semelhantes, mantendo obstáculos, mais problemas.

Na mesma diretriz, quem se empenha a compromissos, mantendo dívidas novas, mais deveres e a quem solve obrigações, mantendo novos créditos, mais direitos.

Nós todos - os espíritos em evolução - temos algo a planejar e realizar, suprimir e aperfeiçoar no mundo de nós mesmos.

A Doutrina Espírita, desenvolvendo o ensinamento do Cristo, demonstra que, em toda parte, nas realidades do espírito, daquilo que habitualmente mantemos teremos sempre mais.

O Bem É Incansável (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: ” Pão Nosso”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier)
















OBS: Publicado pela Editora FEB.


“E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” Paulo. (II Tessalonisenses, 3:13).


É muito comum encontrarmos pessoas que se declaram cansadas de praticar o bem. Estejamos, contudo, convictos de que semelhantes alegações não procedem de fonte pura.

Somente aqueles que visam determinadas vantagens aos interesses particularistas, na zona do imediatismo, adquirem o tédio vizinho da desesperação, quando não podem atender a propósitos egoísticos.

É indispensável muita prudência quando essa ou aquela circunstância nos induz a refletir nos males que nos assaltam, depois do bem que julgamos haver semeado ou nutrido.

O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o espinho de nossa ingratidão, identificando-nos o recuo aos trabalhos de nossa própria iluminação; todavia, nem mesmo verificando-nos os desvios voluntários e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando, e tolera, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade renovadora.

Se Ele nos tem suportado e esperado através de tantos séculos, porque não poderemos experimentar de ânimo firme algumas pequenas decepções durante alguns dias?

A observação de Paulo aos tessalonisenses, portanto, é justa. Se nos entediarmos na prática do bem, semelhante desastre expressará em verdade que ainda nos não foi possível a emersão do mal de nós mesmos.

29 novembro 2008

Barreiras (Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia: Francisco Cândido Xavier).

























Que há sofrimentos, em toda parte do mundo, não há negar.

Reflitamos, porém, nos sofrimentos criados por nós mesmos.

Aquele da solidão em que nos ilhamos, através de falsos conceitos, é um deles.

E dos maiores.

Constrangedoras cercas mentais em que nos gradeamos,desertando da vida comum.

Barreiras as mais diferentes.


Há os que se admitem demasiadamente envelhecidos na experiência física e se mparedam contra toda a espécie de renovação, como se a madureza não fosse o período áureo da reflexão, com as alegrias conscientizadas da vida.

Há os que vararam acidentes afetivos e entram em pessimismo sistemático,como se o amor - divina herança do Criador para todas as criaturas - devesse estar escravizado ao nível da incompreensão.

Há os que se declaram ludibriados Pelo fracasso e se encasulam no desânimo,olvidando a construção da felicidade própria.

Há os que acreditam muito mais na doença que na saúde e se estiram em desalento, rendendo culto à suposta incapacidade.


Em todos os lugares, cercas de amarguras, desalento, tristeza,deserção.

Entretanto, a vida igualmente, em toda parte, oferece a todos os seus filhos uma senha de progresso: - trabalho e participação.


Se te dispões a aprender e servir, ninguém pode avaliar o tesouro das oportunidades de elevação que se te descerrará ao caminho.

Abençoa a disciplina que nos orienta o coração com diretrizes justas,mas não te prendas a limitações imaginárias que te separem da idéia de Deus e da grandeza da vida.

Quando te encontres em dúvida, quanto à libertação espiritual a que todos nos achamos destinados pelos princípios de evolução e aperfeiçoamento, olha para o Alto.

Toda a região que nomeamos por céu não é mais que uma saída gloriosa com milhões de portas abertas para a celeste ascensão.

Ergamo-nos (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: “Fonte Viva”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier)
























“Levantar-me-ei e irei ter com meu pai...” Lucas, capítulo 15, versículo 18


Quando o filho pródigo deliberou tornar aos braços paternos,resolveu intimamente levantar-se.

Sair da cova escura da ociosidade para o campo da ação regeneradora.

Erguer-se do chão frio da inércia para o calor do movimento reconstrutivo.

Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante.

Fugir à treva e penetrar a luz.

Ausentar-se da posição negativa e absorver-se na reestruturação dos próprios ideais.

Levantou-se e partiu no rumo do Lar Paterno...

Quantos de nós, porém, filhos pródigos da Vida, depois de estragarmos as mais valiosas oportunidades, clamamos pela assistência do Senhor, de acordo com os nossos desejos menos dignos, para que sejamos satisfeitos?

Quantos de nós descemos, voluntariamente, ao abismo, e, lá dentro, atolados na sombria corrente de nossas paixões, exigimos que O Todo-Misericordioso se faça presente, ao nosso lado, através de seus divinos mensageiros, a fim de que os nossos caprichos sejam atendidos?

Se é verdade, no entanto, que nos achamos empenhados em nosso soerguimento, coloquemo-nos de pé e retiremo-nos da retaguarda que desejamos abandonar.

Aperfeiçoamento pede esforço.

Panorama dos cimos pede ascensão.

Se aspiramos ao clima da Vida Superior, adiantemo-nos para a frente,caminhando com os padrões de Jesus.

- Levantar-me-ei, disse o moço da parábola.

- Levantemo-nos, repitamos nós.

Nos Trilhos Mais Íntimos (Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia: Francisco Cândido Xavier)



















Além da beneficência que os recursos amoedados conseguem realizar,uma beneficência existe, ao alcance de todos,que pode frondejar e frutescer nos trilhos mais íntimos do cotidiano, começando por dentro do próprio lar.

É o verbo que se cala ante a maledicência ou palavra otimista, que alimenta as boas intenções, convertendo-as em obras elogiáveis.

É a gentileza que se dispensa ao vizinho, no culto do entendimento e da cordialidade que perdoa espontaneamente o gesto infeliz de algum companheiro.

É o pensamento amigo que a bondade exterioriza, em favor do necessitado de paz, ou prece que se formula em apoio aos irmãos caídos em provação e desvalimento.

É o serviço aparentemente insignificante que se pode prestar aos que nos
compartilham das experiências diárias, quais sejam a informação útil ou a condução de um fardo pequenino.

É a generosidade com que nos será justo suportar a irreflexão desse ou daquele interlocutor e a desculpa sem queixa para com as ofensas recebidas.

Dessa benemerência, às vezes, despercebida nas agitações do mundo,nascem valiosos fatores para a harmonia da existência.

Aprendamos a tolerar-nos uns aos outros, sem atrito, sem mágoa e sem lamentações.

Reconheçamos que a possível falta de alguém, tanto quanto a enfermidade de companheiro determinado poderiam ser nossas.

E não olvidemos que o nosso beneficiário de hoje poderá ser o nosso benfeitor de amanhã.

Situando o próprio coração em nossos gestos, marcando a nossa romagem com o selo da compreensão e do amor,estaremos efetivamente seguindo os exemplos do Amigo Celeste, que nos auxilia e socorre, de instante a instante, sem que venhamos a perceber.

Perdão E Nós (Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Livro “Estude e Viva". Psicografia: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)
























Habitualmente, consideramos a necessidade do perdão apenas quando alvejados por ofensas de caráter público, no intercurso das quais recebemos tantos testemunhos de solidariedade, na esfera dos amigos, que nos demoramos hipnotizados pelas manifestações afetivas, a deixar-nos em mérito duvidoso.

A ciência do perdão, todavia, tão indispensável ao equilíbrio,quanto o ar é imprescindível à existência, começa na compreensão e na bondade, perante os diminutos pesares do mundo íntimo.

Não apenas desculpar todos os prejuízos e desvantagens,insultos e desconsiderações maiores que nos atinjam a pessoa, mas suportar com paciência e esquecer completamente, mesmo nos comentários mais simples, todas as pequeninas injustiças do cotidiano, como seja:


a observação maliciosa;

a referência pejorativa;

o apelo sem resposta;

a gentileza recusada;

o benefício esquecido;

o gesto áspero;

a voz agressiva;

a palavra impensada;

o sorriso escarnecedor;

o apontamento irônico;

a indiscrição comprometedora;

o conceito deprimente;

a acusação injusta;

a omissão injustificável;

o comentário maledicente;

a desfeita inesperada;

o menosprezo em família;

a preterição sob qualquer aspecto;

o recado impiedoso...


Não nos iludamos em matérias de indulgência.


Perdão não é recurso tão somente aplicável nas grandes dores morais, à feição do traje a rigor, unicamente usado em horas de cerimônia.

Todos somos suscetíveis de erro e, por isso mesmo, perdão é serviço de todo o instante, mas assim como o compositor não obtém a sinfonia sem passar pelo solfejo, o perdão não existe, de nossa parte, ante os agravos grandes, se não aprendemos a relevar as indelicadezas pequenas.

Ante A Sombra (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: ”Escrínio de Luz”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier )



















Deixa que o sentimento puro se te derrame do coração por luz permanente
da tua alma, a fim de que as sombras exteriores te não sufoquem.

Em verdade sobram razões para conflito e mágoa, desencanto e infortúnio
te visitam a esfera de ação cada dia.

Problemas e dificuldades, provas e enigmas te perturbam a marcha...

Aqui surge o golpe inesperado, através da incompreensão dos melhores
amigos, ali, é a frustração de tuas esperanças mais elevadas à face da
gratuita perseguição com que muitos te recebem os sonhos de cooperação e bondade...

Ontem, era o temporal de suor na preparação da tarefa com que valorizes
a existência, hoje é o espinheiro de aflição, portas a dentro do próprio
lar...

Ainda assim, se o sentimento puro te garante a limpeza das intenções,
enxergarás a necessidade onde se te afigura surpreender a delinqüência,
a ignorância onde presumes encontrar a aspereza e a enfermidade onde
supões a existência da maldade e da ingratidão...

E passarás, adiante, como alguém que se vestiu à prova de fogo para
superar o domínio do incêndio e erguer-te-ás para os cismos da vida, à
maneira da flor que se levanta, sublime, vencendo o abismo do charco...

Haja o que houver, e, ainda mesmo que todas as criaturas se te revelem
desfavoráveis, que o teu amor se mantenha inalterável, aprendendo e
ajudando, edificando, e servindo sempre.

Nesse sentido, é preciso não esquecermos que o coração do Cristo, era no
último instante da cruz, desolado e sozinho, incompreendido e
dilacerado, mas suficientemente puro, a fim de soerguer a Humanidade e
abençoar o mundo inteiro.
________



Jean Jacques Rousseau em "Pensées":

Sejamos bons primeiramente, depois felizes.

Não exijamos o prêmio antes da vitória, nem o salário antes do trabalho.

Felicidade E Dever (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: “Religião dos Espíritos. Psicografia: Francisco Cândido Xavier



















OBS: Reunião pública de 13-7-59. Comentário de Emmanuel sobre a Questão 922 do Livro dos Espíritos)



A procura da felicidade assemelha-se, no fundo, a uma caçada difícil.

Taxando-se por dom facilmente apresável, há quem a procure entre os mitos do ouro, enferrujando as mais belas faculdades da alma, na fossa da usura; quem a dispute no prazer dos sentidos, acordando no catre da enfermidade; quem lhe suponha a presença na exaltação do poder terrestre, acolhendo-se à dor de extrema desilusão, e quem a busque na retenção do supérfluo, apodrecendo de tédio, em câmaras de preguiça.

Observa, pois, o dever de que a vida te incumbe.

Vê-lo-ás, hora a hora, no quadro da circunstâncias.

Na fé que te pede serviço.

No serviço que te roga compreensão.

No ideal que te pede caráter.

No caráter que te roga firmeza.

No exemplo que te pede disciplina.

Na disciplina que roga humildade.

No lar que te pede renúncia.

Na renúncia que te roga perseverança.

No caminho que te pede cooperação.

Na cooperação que te roga discernimento.

Por mais agressivos se façam os empeços da marcha, Não te desvie da obrigação que te recomenda o bem de todos, sempre que puderes e quanto puderes seja onde for.

Porque te mostre leal a ti mesmo é possível que a maioria te categorizea conta de ingrato e rebelde, fanático e louco.

A maioria, no entanto, nem sempre abraça o direito.

Não podemos esquecer que, no instante supremo da humanidade, ela,a maioria,estava com Barrabás e contra o Cristo.

Cumpre, assim, teu dever, e, tomando da terra somente o necessário à própria manutenção, de modo a que te não apropries da felicidade dos outros, estarás atingindo a verdadeira felicidade, que fulge sempre,como benção de Deus, na consciência tranqüila.

Diante da Lei (Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia: Francisco Cândido Xavier)


















O espírito consciente, criado através dos milênios, nos domínios inferiores da natureza, chega à condição de humanidade, depois de haver pago os tributos que a evolução lhe reclama.

À vista disso, é natural compreendas que o livre-arbítrio estabelece determinada posição para cada alma, porquanto cada pessoa deve a si
mesma a situação em que se coloca.

Possuis o que deste.

Granjearás o que vens dando.

Conheces o que aprendeste.

Saberás o que estudas.

Encontraste o que buscavas.

Acharás o que procuras.

Obtiveste o que pediste.

Alcançarás o que aspiras.

És hoje o que fizeste contigo ontem.

Serás amanhã o que fazes contigo hoje.

Chegamos no dia claro da razão, simples e ignorantes, diante do
aprimoramento e do progresso, mas com liberdade interior de escolher o
próprio caminho.

Todos temos, assim, na vontade a alavanca da vida, com infinitas
possibilidades de mentalizar e realizar.

O governo do Universo é a justiça que define, em toda parte, a
responsabilidade de cada um.

A glória do Universo é a sabedoria, expressando luz nas consciências.

O sustento do Universo é o trabalho que situa cada inteligência no lugar
que lhe compete

A felicidade do Universo é o amor na forma do bem de todos.

O Criador concede às criaturas, no espaço e no tempo, as experiências
que desejem, para que se ajustem, por fim, às leis de bondade e
equilíbrio que O manifestam.

Eis por que permanecer na sombra ou na luz, na dor ou na alegria, no mal ou no bem, é ação espiritual que depende de nós.

Conquista Íntima (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Rumo Certo". Psicografia: Francisco Cândido Xavier)
























OBS: Publicado pela Editora FEB.



Todos os estados enfermiços da alma se assemelham, no fundo,aos estados enfermiços do corpo, solicitando remédio adequado que lhes patrocine a cura.

E a impaciência que tantas vezes gera rixas inúteis, é um deles, pedindo o especifico da calma que a desterre do mundo íntimo.

Como, porém, obter a serenidade, quando somos impulsivos por vocação ou por hábito?

Justo lembrar que assim como nos acomodamos, obedientes, para ouvir o professor trazido a ensinar-nos, é forçoso igualmente assentar a emotividade na carteira do raciocínio, a fim de educá-la, educando-nos;e, aplicando os princípios de fraternidade e de amor que abraçamos, convidaremos os nossos próprios sentidos à necessária renovação.

Feito isso, perceberemos que todo instante de turvação ou desequilíbrio,é instrumento de teste para avaliação de nosso próprio aproveitamento.

Aprenderemos, por fim, que diante da crítica estamos convocados à demonstração de benevolência, diante da censura é preciso exercer a bondade; à frente do pessimismo, somos induzidos a cultivar esperança; ante a condenação, somos indicados à benção, e que renteando com quaisquer aparências do mal, é imperioso pensar no bem, dispondo-nos a servi-lo.

Entregando-nos com sinceridade a semelhantes exercícios de compreensão e tolerância, estaremos em aula profícua, para a aquisição de calores eternos no terreno do espírito.

É assim que, em matéria de paciência, se a paciência nos foge, urge reconhecer que, perante as circunstâncias mais constrangedoras da vida, estamos todos nós, no justo momento de conquistá-la.

Culpa (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: “Pensamento e Vida”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier)




















Quando fugimos ao dever, precipitamo-nos no sentimento de culpa, do qual se origina o remorso, com múltiplas manifestações, impondo-nos brechas de sombra aos tecidos sutis da alma.

E o arrependimento, incessantemente fortalecido pelos reflexos de nossa lembrança amarga, transforma-se num abcesso mental, envenenando-nos, pouco a pouco, e expelindo, em torno, a corrente miasmática de nossa vida íntima, intoxicando o hausto espiritual de quem nos desfruta o convívio.

À feição do imã, que possui campo magnético específico, toda criatura traz consigo o halo ou aura de forças criativas ou destrutivas que lhe marca a índole, no feixe de raios invisíveis que arroja de si mesma.

É por esse halo que estabelecemos as nossas ligações de natureza invisível nos domínios da afinidade.

Operando a onda mental em regime de circuito, por ela incorporamos, quando moralmente desalentados, os princípios corrosivos que emanam de todas as inteligências, encarnadas ou desencarnadas, que se entrosem conosco no âmbito de nossa atividade e influência.

Projetando as energias dilacerantes de nosso próprio desgosto, ante a culpa que adquirimos, quase sempre somos subitamente visitados por silenciosa argumentação interior que nos converte o pesar, inicialmente alimentado contra nós mesmos, em mágoa e irritação contra os outros.

É que os reflexos de nossa defecção, a torvelinharem junto de nós, assimilam, de imediato, as indisposições alheias, carregando para a acústica de nossa alma todas as mensagens inarticuladas de revolta e desânimo, angústia e desespero que vagueiam na atmosfera psíquica em que respiramos, metamorfoseandos-nos em autênticos rebelados sociais, famintos de insulamento ou escândalo, nos quais possamos dar pasto à imaginação virulada Pelas mórbidas sensações de nossas próprias culpas.

É nesse estado negativo que, martelados pelas vibrações de sentimentos e pensamentos doentios, atingimos o desequilíbrio parcial ou total da harmonia orgânica, enredando corpo e alma nas teias da enfermidade, com a mais complicada diagnose da patologia clássica.

A noção de culpa, com todo o séquito das perturbações que lhe são conseqüentes, agirá com os seus reflexos incessantes sobre a região do corpo ou da alma que corresponda ao tema do remorso de que sejamos portadores.

Toda deserção do dever a cumprir traz consigo o arrependimento que, alentado no espírito, se faz acompanhar de resultantes atrozes, exigindo por vezes, demoradas existências de reaprendizado e restauração.

Cair em culpa demanda, por isso mesmo, humildade viva para o reajustamento tão imediato quanto possível de nosso equilíbrio vibratório, se não desejamos o ingresso inquietante na escola das longas reparações.

É por essa razão que Jesus, não apenas como Mestre Divino mas também como Sábio Médico, nos aconselhou a reconciliação com os nossos adversários, enquanto nos achamos a caminho com eles, ensinado-nos a encontrar a verdadeira felicidade sobre o alicerce do amor puro e do perdão sem limites.

Bem-Aventurados Os Aflitos (Pelo Espírito Emmanuel).


















Problema intrincado.

Muitos companheiros disseram isso, no impedimento que te aborrece.

No entanto, o Sublime Orientador te situou à frente dele, para que lhe descubras a solução.

Serviço impraticável.

Outros proclamaram semelhante afirmativa, referindo-se ao encargo que te pesa nos ombros.

O Senhor, porém, te chamou a executá-lo, ciente da tua capacidade e da tua força.

Tentação invencível.

Vozes diferentes formularam a mesma observação, na crise interior que escalda o pensamento.

Todavia, o Eterno Amigo te permite experimentá-la para que lhe extingas o magnetismo calamitoso.

Parente difícil.

Opinião idêntica foi lançada por afeiçoados diversos, diante do coração querido que te incomoda no lar.

Entretanto, o Excelso Benfeitor te colocou na equipe doméstica, a fim de que o ampares, na provação que lhe agrava a existência.

Companheiro obsidiado.

Conceituação análoga está sendo mantida por muita gente, perante o amigo que te propele a constantes desgostos.

O Mentor Infalível, contudo, te envolveu na luta, que desgasta o companheiro em perturbação, para que lhe sustentes a reabilitação.

Todas as dificuldades no mundo, sejam grandes inquietações ou dissabores pequenos, constituem lição e trabalho simultâneos a que nos convida o Divino Semeador, para que se intensifiquem na Terra a seara da libertação de todos os valores do espírito.

“Bem-aventurados os aflitos” - disse Jesus.

Os aflitos bem-aventurados, porém, não são simplesmente aqueles que choram e sofrem, deitando críticas e queixumes, e sim aqueles que recebem as tribulações e dores transitórias da vida, por benditas e honrosas oportunidades de servir, com o Cristo de Deus, agindo com bondade operosa e paciência incansável na vitória do bem.

Para Ser Feliz (Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia:Francisco Cândido Xavier)




















Confia em Deus.

Aceita no dever de cada dia a vontade do Senhor para as horas de hoje.

Não fujas da simplicidade.

Conserva a mente interessada no trabalho edificante.

Detém-te no "lado bom" das pessoas, das situações e das coisas.

Guarda o coração sem ressentimentos.

Cria esperança e otimismo onde estiveres.

Reflete nas necessidades alheias, buscando suprimi-las ou atenuá-las.

Faze todo bem que puderes, em favor dos outros, sem pedir remuneração.

Auxilia muito.

Espera pouco.

Serve sempre.

Espalha a felicidade no caminho alheio, quanto seja possível.

Experimentemos semelhantes conceitos na vida prática

E adquiriremos a luminosa ciência de ser feliz.

Grandezas (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: “Mentores E Seareiros”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier )






















OBS: Esse livro foi ditado por Diversos Espíritos.



O Sol que nos garante a existência, no distrito do Universo em que estagiamos é, aproximadamente, um milhão e trezentas mil vezes maior que a nossa Terra, entretanto, com toda essa grandeza, não é capaz de cumprir a missão da vela na vastidão noturna, quando te dispões a socorrer um enfermo desamparado.

O antigo Palácio do Louvre, em Paris, é um dos mais amplos do mundo, porquanto a sua área cobre o espaço aproximado de duzentos mil metros quadrados, mas, apesar disso, não se desloca para desempenhar o papel do telheiro humilde em que abrigas os que jazem sem teto.

A Catarata de Paulo Afonso, no Brasil, é das mais possantes do planeta, com cerca de oitenta metros de altura e capacidade aproximada de dois milhões de cavalos-vapor, todavia, embora o imenso potencial de força em que se caracteriza, Não te substitui a energia, quando sustentas uma criança doente, na concha dos braços, acalentando-lhe os dias.

A maior bacia hidrográfica do Orbe Terrestre é a Bacia Amazônica, com cerca de sete milhões de quilômetros quadrados, apresentando o Amazonas como sendo o seu rio soberano, contudo, apesar de sua glória fluvial não é capaz de estender o copo de água pura que sentes a alegria de ofertar ao sedento que te bate à porta.

Segundo é fácil de observar, há grandezas e grandezas, no entanto, a maior de todas é a do amor com que renovas e engrandeces a vida.
Com esse recurso sublime, coloca-te sobre a majestade das próprias estrelas, de vez que, em nome de Deus, consegues aproximar-te dos irmãos do caminho, com o poder de servir e compreender, abençoar e auxiliar.

Meditemos (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: “Semeador Em Tempos Novos”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier)























Atentos à verdade de que a morte, sendo a desencarnação da alma, nem sempre é a libertação do espírito, não podemos esquecer que as portas do sepulcro geralmente não acolhem criaturas purificadas, a caminho do Céu.

Há quem parta do mundo carreando paixões que lhe devastaram a mente, quem se despeça do corpo de carne sob labaredas invisíveis de ódio, e quem se afaste da experiência física cultivando a erva brava da ignorância,
requisitando o concurso das horas para que se reajustem e se esclareçam.

Não bastará, desse modo, ouvir os desencarnados e apreciar-lhes as manifestações fenomênicas para que estejamos na estrada segura do equilíbrio e da confiança.

Se a árvore é conhecida pelo fruto, na pauta do ensinamento evangélico, e, se não podemos definir o fruto sem identificar-lhe a espécie, é indispensável regular o aproveitamento do intercâmbio entre os dois mundos pelas demonstrações de luz, que os contatos entre criaturas encarnadas e desencarnadas possam operar claramente em si.

Reverenciamos os missionários do Bem, cuja influência salvadora nos toca de perto, plasmando-lhes o exemplo de sacrifício e compreensão humana em nossas próprias vidas e esqueçamos todos aqueles companheiros de jornada terrestre que, menos felizes que nós mesmos, ainda se confiam ao menor esforço e à ociosidade, à ilusão e ao personalismo inútil, porque, acima de tudo, somos localizados na gleba do tempo para aprender e auxiliar, amar e redimir.

Essa a razão pela qual o Cristo, ainda e sempre, é o nosso mais alto padrão de Humanidade, ensinando-nos separar o trigo do joio em nosso próprio coração, para que no reino escuro e egoísta de nosso próprio "eu", saibamos procurar e abraçar, pela sublimação de nós mesmos, o Reino Imarcescível de Deus.

A Caridade Nunca Falha (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: ” Ideal Espírita”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier)




















OBS: Esse livro foi ditado por Diversos Espíritos



"A caridade nunca falha". Paulo.(I Coríntios, 13:8).


Quem escolhe intenções elevadas no desempenho de sua atividade, jamais esbarra em fracasso.

Quem perdoa de coração qualquer ofensa, não aloja o arrependimento no íntimo.

Quem se vê incompreendido ao elaborar o ato digno, recebe em seu favor a compreensão da Misericórdia de Cima.

Quem visa o interesse do próximo na obra em curso, somente descobre motivos para confiar no próprio êxito.

Quem estuda para ajudar a outrem com o facho do conhecimento, invariavelmente alcançará o aprendizado.

Quem se sacrifica para minorar o sofrimento daqueles que lhe rodeiam a marcha, demanda novos domínios da felicidade essencial.

Quem se esforça por viver o amor puro sob qualquer aspecto, acerta sempre no instante de definição.

Eis, porque, assevera o Apóstolo aos irmãos de Corinto:

"A caridade nunca falha".

Realmente, a caridade expressa a perfeição dentre as manifestações da criatura e dimana, em seus fundamentos, do Amor Infinito de Deus.

Um ato de caridade traz em si a argamassa indestrutível da Eterna Perfeição, composta de sabedoria e justiça, trabalho e solidariedade, confiança e paz.

O erro torna-se inexequível ao espírito quando o coração perdoa sem condições, estuda com dignidade ou trabalha desinteressadamente.

Assim, a luz da caridade jamais se extingue.

Onde surgem as controvérsias transformam-se em colóquios fraternais, a tristeza rende-se à alegria, o desânimo perde a razão de ser e as almas aceleram o vôo na esteira evolutiva.

Muitos aprendizes da Verdade pesquisam sofregamente a fórmula ideal para a vitória na Vida, no entanto, ela aí brilha à mão de qualquer um, estruturada na gradação infinita da caridade. Busquemos, pois, prosseguir sem falhas.

Volta o olhar para o cosmo interior e proceda à avaliação da própria conduta segundo o câmbio único da virtude sublime e estarás vivendo, em ti mesmo, a batalha sem derrotas, o itinerário sem desvio, a luta sem quedas e a luz sem sombra, sob o beneplácito d´Aquele que é Todo-Amor e Todo-Justiça.

Preparação Gradativa (Pelo Espírito Emmanuel. Livro:” Momentos de Ouro”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier).






















Melancolia, saudade, carência afetiva, solidão, angústia: palavras-chaves que designam a dor daqueles que perderam a companhia de seres queridos, arrebatados pela desencarnação.

Se essa prova te senhoreia o espírito na Terra, não configures os entes amados, transferidos para outras dimensões da vida, qual se fossem a vestimenta inútil confiada ao cofre de cinzas.

Aqueles que se desenfaixaram do envoltório físico não morreram.

Seguiram à frente, no rumo da estação a que te destinas.

E, na maioria dos casos, surpreenderam tantas exigências de renovação, a par de tantas maravilhas que, habitualmente, tudo fazem para que se te dilate a demora no Plano de Matéria Mais Densa, a fim de que não lhes sigas os passos na base da inexperiência.

Compreendemos o pesar de tantas criaturas sensíveis e afetuosas que acalentam a idéia da deserção, quando se sentem lesadas pela falta daqueles que as precederam na morte. Entretanto, da outra margem da vida volvem os que partiram, na decisão de sustar-lhes o anseio indébito, auxiliando-as na preparação necessária perante o futuro.

Se te despediste de corações queridos, agora domiciliados no Mais Além,não te creias vítima de esquecimento por parte de quantos te foram no mundo ancore de benção.

Prossegue oferecendo-lhes paz e amor, atendendo, quanto possível, a extensão do bem que estimariam continuar edificando em teu campo de ação.

E conserva a certeza de que, enquanto lhe honorificas a memória, junto dos homens, eles, igualmente continuam realizando o máximo, em teu favor, não somente sustentando-te as forças, no dever a cumprir, como também organizando, a pouco e pouco, em ti e fora de ti, o clima adequado à vida nova, que te aguarda no Mais Além, a fim de que te ajustes com segurança às bênçãos do porvir.

Imunização Espiritual (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: “Ceifa de Luz”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier)





















"Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem..." Jesus. (Mateus, 5:44.)


Temos, efetivamente, duas classes de adversários, aqueles que não concordam conosco e aqueles outros que suscitamos com a nossa própria cultura de intolerância.

Os primeiros são inevitáveis. Repontam da área de todas as existências, mormente quando a criatura se encaminha para diante nas trilhas de elevação.
Nem Jesus viveu ou vive sem eles.

Os segundos, porém, são aqueles cujo aparecimento podemos e devemos evitar. Para isso, enumeremos alguns dos prejuízos que angariaremos, na certa, criando aversões em nosso caminho:

focos de vibrações contundentes;

centros de oposição sistemática;

ameaças silenciosas;

portas fechadas ao concurso espontâneo;

opiniões quase sempre tendenciosas a nosso respeito;

suspeitas injustificáveis;

propósitos de desforço;

antipatias gratuitas;

prevenções e sarcasmos;

aborrecimentos;

sombras de espírito.


Qualquer das parcelas relacionadas nesta lista de desvantagens bastaria para amargurar larga faixa de nossa vida, aniquilando-nos possibilidades preciosas ou reduzindo-nos eficiência, tranqüilidade, realização e alegria de viver.

Fácil inferir que apenas lesamos a nós mesmos, fazendo adversários, tanto quanto é muito importante saber tolerá-los e respeitá-los, sempre que surjam contra nós.

Compreendemos, assim, que quando Jesus nos recomendou amar os inimigos estava muito longe de induzir-nos à conivência com o mal, e sim nos entregava a fórmula ideal do equilíbrio com a paz da imunização.

Perseguidos (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Religião dos Espíritos". Psicografia: Francisco Cândido Xavier)




















Batido no ideal de bem fazer, desculpa e avança à frente.

Açoitado no coração, enxuga as lágrimas e segue adiante.

A indulgência é a vitória da vítima e o olvido de todo mal é a resposta do justo.

Acúleos despontam no corpo da haste verde, mas a rosa, em silêncio, floresce, triunfante, por cima deles, enviando perfume ao céu.

Sombras da noite envolvem a paisagem terrestre na escuridão do nadir; todavia o sol, sem palavras, expulsa as trevas, cada manhã, recuperando-a para a alegria da luz.

Lembra-te dos perseguidos sem causa, que se refugiaram na paz da consciência, em todas as épocas.

Sócrates bebe a cicuta que lhe impõem à boca; entretanto, ergue-se à culminância da filosofia.

Estevão morre sob pedradas, abrindo caminho a três séculos de flagelação contra o Cristianismo nascente; contudo, faz-se o padrão do heroísmo e da resistência dos mártires que transformam o mundo.

Gutenberg é processado como devedor relapso, mas cria a imprensa, desfazendo o nevoeiro medieval.

Jan Hus é queimado vivo, mas imprime novos rumos à fé.

Colombo expira abandonado numa enxerga em Valladolid; no entanto, levanta-se, para sempre, na memória da América.

Lutero, vilipendiado, ressuscita as letras do Evangelho.

Giordano Bruno, atravessando pavoroso suplício, traça mais altos rumos ao pensamento.

Lincoln tomba assassinado, mas extingue o cativeiro no clima de sua pátria.

Pasteur é ironizado pela maioria de seus contemporâneos;no entanto, renova os métodos da ciência e converte-se em benfeitor de todos os povos.

E, ainda ontem, Gandhi cai sob golpe homicida, mas consagra o princípio de não-violência.

Entre os perseguidores, contam-se os obsequiados, os intemperantes, depravados, os infelizes, os caluniadores, os calculistas e os criminosos, que descem pelas torrentes do remorso para a necessária refundição mental nos alambiques do tempo, mas, entre os perseguidos sem razão, enumeram-se quase todos aqueles que lançam nova luz sobre as rotas da vida.

É por isso que Jesus, O Divino Governador da Terra, preferiu alinhar-se entre os escarnecidos e injuriados, aceitando a morte na cruz, de maneira a estender a glória do amor puro e a força do perdão, para que se aprimore a Humanidade inteira.

Cuidado de Si (Pelo Espírito Emmanuel. Livro:” Caminho Verdade e Vida”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier)




















"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina: persevera nestas coisas; porque, fazendo Isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem." Paulo (1ª Epístola a Timóteo, capítulo 4, versículo 16.)


Em toda parte há pelotões do exército dos pessimistas, de braços cruzados, em desalento.

Não compreendem o trabalho e a confiança, a serenidade e a fé viva, e costumam adotar frases de grande efeito, condenando situações e criaturas.

Às vezes, esses soldados negativos são pessoas que assumiram a responsabilidade de orientar.

Todavia, embora a importância de suas atribuições, permanecem enganados.

As dificuldades terrestres efetivamente são enormes e os seus obstáculos reclamam grande esforço das almas nobres em trânsito no planeta, mas é imprescindível não perder cada discípulo o cuidado consigo próprio.

É indispensável vigiar o campo interno, valorizar as disciplinas e aceitá-las, bem como examinar as necessidades do coração.

Esse procedimento conduz o espírito a horizontes mais vastos, efetuando imensa amplitude de compreensão, dentro da qual abrigamos, no íntimo, santo respeito por todos os círculos evolutivos, dilatando, assim, o patrimônio da esperança construtiva e do otimismo renovador.

Ter cuidado consigo mesmo é trabalhar na salvação própria e na redenção alheia.

Esse o caminho lógico para a aquisição de valores eternos.

Circunscrever-se o aprendiz aos excessos teóricos, furtando-se às edificações do serviço, é descansar nas margens do trabalho, situando-se, pouco a pouco, no terreno ingrato da critica satânica sobre o que não foi objeto de sua atenção e de sua experiência.

Aprendamos A Dividir (Pelo Espírito Emmanuel)


















Aprendamos a dividir a própria felicidade para que a felicidade dos outros se mutiplique.

Observemos a natureza.

O Sol divide com a terra os seus raios de amor e a Terra lhe entesoura a energia, em favor do progresso das criaturas.

A fonte divide as águas auxiliando a vegetação que, mais tarde, a protege.

A árvore divide os frutos com os homens e os homens lhe estendem a espécie, através do espaço e do tempo.

As flores dividem o próprio néctar com as abelhas e as abelhas lhe garantem abençoada fecundação.

Tuas horas e tuas forças, conhecimentos e recursos, quaisquer que sejam, são concessões do Todo-Compassivo em tuas mãos, que podes repartir com o próximo, a beneficio de ti mesmo.

Auxiliar alguém é fazer investimento da verdadeira alegria e toda alegria no exercício do bem é dom de vida e luz que nos aproxima de Deus.

Aprendamos a dividir os depósitos do Senhor, enquanto é hoje, afim de que o Amparo Divino mais intensamente nos envolva, enriquecendo-nos o espírito para que venhamos a receber com os outros e pelos outros a nossa perfeita felicidade amanhã.

Tesouro de Luz (Pelo Espírito Emmanuel Livro: “Encontro de Paz”.Psicografia: Francisco Cândido Xavier).





















Nem sempre disporás da finança precisa para solver problemas ou extinguir aflições.

Ninguém está impedido, entretanto, de acumular o tesouro de luz da esperança no próprio coração.

Ninguém que não possa engajar-se nessa empresa de investimentos divinos.

Todos necessitamos de semelhante apoio para viver e todos nos achamos habilitados a ministrá-lo, a fim de que os outros vivam.

Julgamos freqüentemente que a esperança seria providência apenas em auxílio dos últimos na retaguarda humana.

No entanto, não é assim.

As vítimas de frustração, tristeza, desequilíbrio ou desalento estão em todos os lugares.

Arma-te de compreensão e bondade para esparzir esse recurso de refazimento e renovação. Para isso, comecemos por omitir pessimismo e perturbação em todas as manifestações que nos digam respeito.

Os necessitados dessa luminosa moeda, a expressar-se por bênção de energia, se te revelam em todos os lances da experiência comum.

Emergem dos vales de penúria, onde podes estendê-lo em forma de socorro assistencial; entretanto, surgem muito mais do próprio campo de ação em que transitas e das cúpulas da organização social em que vives.

Doarás a todos os aflitos que te procurem semelhante amparo, a fim de que a força de realizar e de construir não se lhes esmoreça na vida.

Falarás de coragem aos que se fixaram no medo de servir, de perdão aos que se imobilizaram no ressentimento, de confiança aos tristes, de perseverança aos fracos, de paz aos que tombaram na discórdia e de amor aos que se reconheceram atirados à solidão.

Nem sempre lograrás ajudar com possibilidades monetárias - repitamos - mas, raciocinando com a bênção da caridade, podes ainda hoje entrar nas funções de poderosa usina distribuidora de otimismo e de fé. Não percas o ensejo de investir felicidade com esse tesouro de luz e amor porquanto, em verdade, onde não mais exista esperança desaparece o endereço da paz.

O Que For (Brihadaranyaka Upanishad)





















O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.

O que for o teu desejo, assim será tua vontade.

O que for a tua vontade, assim serão teus atos.

O que forem teus atos, assim será teu destino.

Onze Coisas Que Levamos Anos Para Aprender (Desconheço o Autor)























1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa.


2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.


3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.


4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.


5. Não confunda sua carreira com sua vida.


6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.


7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões'".


8. Há uma linha muito tênue entre 'hobby' e 'doença mental'.

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

11.Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra.'

26 novembro 2008

Correções (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: ”Pão Nosso”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier )























"Se suportais a correção, Deus vos trata como a filhos; pois que filho há a quem o pai não corrija?" Paulo (Hebreus, 12:7)


Bem-aventurado o espírito que compreende a correção do Senhor e aceita-a sem relutar.

Raras, todavia, são as criaturas que conseguem entendê-la e suportá-la.
Por vezes, a repreensão generosa do Alto - símbolo de desvelado amor - atinge o campo do homem, traduzindo advertência sagrada e silenciosa, mas, na maioria das ocasiões, a mente encarnada repele o aguilhão salvador, mergulha dentro da noite da rebeldia, elimina possibilidades preciosas e qualifica de infortúnio insuportável a influência renovadora, destinada a clarear-lhe o escuro e triste caminho.

Muita gente, em face do fenômeno regenerativo, apela para a fuga espetacular da situação difícil e entrega-se, inerme, ao suicídio lento, abandonando-se à indiferença integral pelo próprio destino.

Quem assim procede não pode ser tratado por filho, porquanto isolou a si mesmo, afastou-se da Providência Divina e ergueu compactas paredes de sombra entre o próprio coração e as Bênçãos Paternas.

Aqueles que compreendem as correções do Todo-Misericordioso, reajustam-se em círculos de vida nova e promissora.

Vencida a tempestade íntima, revalorizam as oportunidades de aprender, servir e construir, e, fundamentados nas amargas experiências de ontem, aplicam as graças da vida superior, com vistas ao amanhã.

Não te esqueças de que o mal não pode oferecer retificações a ninguém.

Quando a correção do Senhor alcançar-te o caminho, aceita-a, humildemente, convicto de que constitui verdadeira mensagem do Céu.

Bênção do Sol (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Segue-me". Psicografia: Francisco Cândido Xavier)




















"Nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, nos perturbe, e,
por meio dela, muitos sejam contaminados". Paulo (Hebreus, 12:15)

É razoável estejamos sempre cautelosos a fim de não estendermos o mal ao caminho alheio.

Os outros colhem os frutos de nossas ações a oferecem-nos, de volta, as reações conseqüentes.

Daí, o cuidado instintivo em não ferirmos a própria consciência, seja policiando atitudes ou selecionando palavras, para que vivamos em paz à frente dos semelhantes, assegurando tranqüilidade a nós mesmos.

Em muitas circunstâncias, contudo, não nos imunizamos contra os agentes tóxicos da queixa. Superestimamos nossos problemas, supomos nossas dores maiores e mais complexas que as dos vizinhos e, amimalhando o próprio egoísmo, cultivamos indesejável raiz de amargura no solo do coração.

Daí brotam espinheiros mentais, suscetíveis de golpear quantos renteiam conosco, na atividade cotidiana, envenenando-lhes a vida.

Quantas sugestões infelizes teremos coagulado no cérebro dos entes amados predispondo-os à enfermidade ou à delinqüência com as nossas frases irrefletidas!

Quantos gestos lamentáveis terão vindo à luz, arrancados da sombra por nossas observações milagrosas.

Precatemo-nos contra semelhantes calamidades que se nos instalam nas tarefas do dia-a-dia, quase sempre sem que venhamos a perceber.

Esqueçamos ofensas, discórdias, angústias e trevas, para que a raiz da amargura não encontre clima propício no campo em que atuamos.

Todos necessitamos de felicidade e paz; entretanto, felicidade e paz solicitam amor e renovação, tanto quanto o progresso e a vida pedem trabalho harmonioso e bênção de Sol.

Recuperação (Pelo Espírito Emmanuel. Livro:”Correio Fraterno”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier.)














OBS: Esse livro foi ditado por Diversos Espíritos.



Não bastará desculpar os que nos ofendem, simplesmente com os lábios.

É imprescindível que o nosso coração participe de semelhante atitude.

Não bastará, porém, que o consentimento se associe ao trabalho do perdão.

É preciso esquecer todo o mal.

Contudo, não basta, ainda, que olvidemos o assalto, a pedrada, a calúnia, o golpe, a incompreensão ou a ingratidão.

É necessário agir com o bem, auxiliando direta ou indiretamente os que nos feriram.

Através da prece que ajuda em silêncio.

Por intermédio de nova sementeira de fraternidade e simpatia.

Pelas referências amigas ou pelo estímulo edificante.

Através da compreensão.

Por intermédio da boa-vontade.

Pela demonstração de entendimento e confiança.

O inimigo, em qualquer caso, é terreno que precisamos recuperar para o plantio de nossa felicidade porvindoura.

A discórdia é espinheiro.

A desarmonia é perturbação.

O ódio é veneno.

A antipatia é delituosa displicência.

Não basta, pois, que nos desvencilhemos daqueles que nos incomodam, através da caridade fácil ou da palavra brilhante.

Ë indispensável saibamos caminhar com eles, incentivando-lhes o soerguimento ou a elevação, a fim de que estejamos efetivamente no desempenho da Vontade do Senhor, onde estivermos.

Beneficência Sempre (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Convivência”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier )


















Nem todos dispomos de telescópios para observar as estrelas, no entanto, é imperioso reconhecer que todos possuímos recursos para enxergar as crianças desvalidas no mundo, de modo a estender-lhes o amparo que se nos faça possível.

Nem todos conseguimos subordinar as palavras aos princípios gramaticais, a fim de articular uma alocução irrepreensível, do ponto de vista idiomático, ao redor de assunto determinado, todavia, a possibilidade de pronunciar essa ou aquela frase de consolo e esperança, a benefício dos companheiros que estão suportando sofrimentos e provações maiores do que os nossos não exclui a ninguém.

Nem todos penetramos os segredos da botânica em toda a extensão, contudo, todos guardamos o privilégio de plantar árvores amigas e flores diversas, por onde passemos e onde estivermos.

Nem todos movimentamos a fortuna moedada para a sustentação da beneficência, entretanto, é justo anotar que todos podemos repartir o pão que nos é destinado com alguém que necessite.

A vida não nos pede o impossível para que nos integremos nos mecanismos da caridade, extinguindo as provações que atormentam a Terra, mas, para que o mal desapareça, espera de cada um de nós essa ou aquela migalha do bem.

25 novembro 2008

Pacifica Sempre (Pelo Espírito Emmanuel . Livro: “ Palavras de Vida Eterna”. Psicografia: Francisco Cândido Xavier)




















Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus." Jesus


Por muitas sejam as dores que te aflijam a alma, asserena-te na oração e pacifica os quadros da própria luta.

Se alguém te fere, pacifica desculpando.

Se alguém te calunia, pacifica servindo.

Se alguém te menospreza, pacifica entendendo.

Se alguém te irrita, pacifica silenciando.

O perdão e o trabalho, a compreensão e a humildade são as vozes inarticuladas de tua própria defesa.

Golpes e golpes são feridas e mais feridas.

Violência com violência somam loucura.

Não ergas o braço para bater, nem abras o verbo para humilhar.

Diante de toda perturbação, cala e espera, ajudando sempre.

O tempo sazona o fruto verde, altera a feição do charco, amolece o rochedo e cobre o ramo fanado de novas flores.

Censura é clima de fel.

Azedume é princípio de maldição.

Onde estiveres, pacifica.

Seja qual for a ofensa, pacifica.

E perceberás, por fim, que a paz do mundo é dom de Deus, começando de ti.

Excesso (Pelo Espírito Emmanuel . Livro: “Palavras de Vida Eterna.” Psicografia: Francisco Cândido Xavier























Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma?" Jesus (Marcos, 8:36)



Enquanto a criatura permanecer no corpo terrestre, é natural que se preocupe com o problema da própria manutenção.

Vigilância não exclui previdência.

Mas não podemos olvidar que o apego ao supérfluo será sempre introdução à loucura.

Tudo aquilo que o homem ajunta abusivamente, no campo exterior, é motivo para aflição ou inutilidade.

Patrimônios físicos sem proveito, isca de sombra atraindo inveja e discórdia.

Alimentos guardados, valores a caminho da podridão.

Roupa em desuso, asilo de traças.

Demasiados recursos amoedados, tentações para os descendentes.

Todo excesso é parede mental isolando aqueles que o criam, em cárceres de orgulho, egoísmo, vaidade e mentira.

Observa, assim, o material que amontoas.

Tudo o que está fora de ti representa caminho em que transitas.

Agarrar-se, pois, ao efêmero, é prender-se à ilusão.

Mas todos os bens espirituais que ajuntares em ti mesmo, como sejam virtude e educação, constituem valores inalienáveis a brilharem contigo, aqui ou alhures, sublimação para a vida eterna.

Chamo-me Amor (Pelo Espírito Emmanuel)



















Quando, nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-Me: Eu sou Aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas;

Quando te julgares incompreendido pelos que te circundam e vires que em torno a indiferença recrudesce, acerca-te de Mim: eu sou a Luz, sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos;

Quando se te extinguir o ânimo, as vicissitudes da vida, e te achares na iminência de desfalecer, chama-Me: Eu sou a Força, capaz de remover-te as pedras dos caminhos de sobrepor-te às adversidades do mundo;

Quando, inclementes, te açoitarem os vendavais da sorte e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de Mim: Eu sou o Refúgio, em cujo seio encontrarás guarida para o teu corpo e tranqüilidade para o teu espírito;

Quando te faltar a calma, nos momentos de maior aflição, e te julgares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-Me: eu sou a Paciência, que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar nas situações mais difíceis;

Quando te abateres nos paroxismos da dor e tiveres a alma ulcerada Pelos abrolhos dos caminhos, grita por Mim: Eu sou o Bálsamo, que te cicatriza as chagas e te minora os padecimentos;

Quando o mundo te iludir com suas promessas falazes e perceberes que já ninguém pode inspirar-te confiança, vem a Mim: Eu sou a Sinceridade, que sabe corresponder à fraqueza de tuas atitudes e à excelsitude de teus ideais;

Quando a tristeza e a melancolia te povoarem o coração e tudo te causar aborrecimento, clama por Mim: Eu sou a Alegria, que te insufla um alento novo e te faz conhecer os encantos de teu mundo interior;

Quando, um a um, te fenecerem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela para Mim: Eu sou a Esperança,que te robustece a fé e acalenta os sonhos;

Quando a impiedade se recusar a relevar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano,procura-Me: Eu sou o Perdão,que te eleva o ânimo e promove a reabilitação de teu espírito;

Quando duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o ceticismo te avassalar a alma,recorre a Mim: Eu sou a Crença,que te inunda de luz o entendimento e te reabilita para a conquista da felicidade;

Quando já não aprovares a sublimidade de uma afeição sincera e te desiludires do sentimento de seu semelhante, aproxima-te de Mim: Eu sou a Renúncia, que te ensina a olvidar a ingratidão dos homens e a esquecer a incompreensão do mundo;

Quando, enfim, quiseres saber quem Sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta,à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda.

Eu sou a dinâmica da Vida e a harmonia da Natureza; chamo-me Amor!