10 dezembro 2012

Para Refletir (Martha Medeiros)



















“Estar triste é estar atento a si próprio, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.”



09 dezembro 2012

Através da Reencarnação (Pelo Espírito André Luiz. Livro: "Estude e Viva". Psicografia: Chico Xavier e Waldo Vieira)




















Fora melhor que não existissem na Terra pedintes e mendigos, na expectativa do agasalho e do pão...

Se é justo deplorar o atraso moral do Planeta que ainda acalenta privação e necessidade, examinemos a nós mesmos, quando nos inclinamos para a ambição desvairada, e verificamos que a penúria, através da reencarnação, é o ensinamento que nos corrige os excessos.

Fora melhor não víssemos mutilados e enfermos, suplicando alívio e remédio...

Se é compreensível lastimar as condições da estância física, que ainda expõe semelhantes quadros de sofrimento, observemos o pesado lastro de animalidade que conservamos no próprio ser e reconheceremos que sem as doenças do corpo, através da reencarnação, seria quase impossível aprimorar as qualidades da alma.

Fora melhor não enxergarmos crianças infelizes, suscitando angústia no lar ou piedade na via pública...

Se é natural comover-nos diante de problemas assim dolorosos, meditemos nos ódios e aversões, conflitos e contendas, que tantas vezes carregamos para além do sepulcro, transformando-nos, depois da morte, em Espíritos vingativos e obsessores, e agradeceremos às Leis Divinas que nos fazem abatidos e pequeninos, através da reencarnação, entregando-nos ao amparo e arbítrio daqueles mesmos irmãos a quem ferimos noutras épocas, afim de que nós, carecentes de tudo na infância, até mesmo da comiseração maternal que nos alimpe e conserve o organismo indefeso, venhamos, por fim, a aprender que a Eterna Sabedoria nos ergueu para o amor imperecível na Vida Triunfante.

Terra bendita! Terra, que tanta vez malsinamos nos dias de infortúnio ou nos momentos de ignorância, nós te agradecemos as dores e as aflições que nos ofereces, por espólio de nossos próprios erros, e rogamos a Deus nos fortaleça os propósitos de reajuste e aperfeiçoamento, para que, um dia, possamos retribuir-te, de algum modo, os benefícios que nos tens prodigalizado, por milênios de milênios, através da reencarnação!


08 dezembro 2012

Para Refletir (Charlie Brown Jr.)

















“Eu tenho fé em Deus pra resolver qualquer problema."




07 dezembro 2012

Sentimentos e Afetividade (Pelo Espírito Joanna De Ângelis. Psicografia: Divaldo Pereira Franco)
























OBS: Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã do dia 21 de maio de 2010, no G-10, em Zurique, Suíça.



A expressiva maioria da sociedade encontra-se desassisada, especialmente pela falta de amor.

Assevera-se que o amor não conseguiu sobreviver à época da ciência de pesquisas frias e da tecnologia, tornando-se uma vaga sensação de prazer, que se experimenta nos encontros momentâneos.

Informa-se, ainda, que a convivência consegue destruí-lo, produzindo a rotina, o desinteresse, sendo ideal, portanto, que os relacionamentos da afetividade ocorram sem a contínua convivência.

Como efeito, as pessoas que se dizem amar, residem em locais diferentes, encontrando-se, sem maiores responsabilidades para os prazeres do repasto, das festas, do teatro e do cinema, dos períodos de férias, sobretudo, para a união sexual...

A experiência vivida por Jean-Paul Sartre e Mme. Beauvoir, no século passado, amando-se e vivendo em residências separadas, influenciou toda uma geração e ressurge com características especiais, ensejando relacionamentos sem maiores compromissos, nos quais os parceiros têm a sua própria vida, sua liberdade inalterada, mantendo fidelidade ao elegido.

Essa conduta leviana proporciona uma falsa existência de gozo, na qual a amizade enriquecedora, os diálogos recheados de experiências e de permutas de bondade desaparecem, dando lugar a encontros fortuitos somente para a preservação do egoísmo. Em consequência, o isolamento das criaturas faz-se, cada dia, mais volumoso, e as distâncias tornam-se mais difíceis de ser vencidas. A desconfiança substituiu o prazer da companhia, a insensibilidade domina os sentimentos, e quando os desafios, em forma de enfermidades, de conflitos, de problemas econômicos surgem, o outro, imediatamente, desaparece, deixando ao abandono o ser com o qual se vinculava...

Dir-se-á que o mesmo ocorre nos relacionamentos convencionais, no matrimônio, na parceria no mesmo lar, o que não deixa de ser verdade, porém, em número de vezes muito menor.

O prazer sensual, como é compreensível, desaparece logo depois de um período de experiências, dando lugar à busca erótica de novas sensações, especialmente para as pessoas sem formação moral equilibrada.

Isto porque, nessas relações o amor verdadeiro é dispensável, não se tornando essencial para a perfeita identificação dos sentimentos.

O amor é uma emoção profunda, que merece considerações especiais, caracterizando-se por valores significativos.

Ele inspira a amizade sem jaça, o apoio incondicional, o respeito contínuo, a dedicação integral, porque é fator de imensurável significado para a existência humana. Mesmo entre os animais, o instinto que se transforma em afetividade no processo da evolução, é responsável pela preservação da prole e sua preparação para os enfrentamentos da sobrevivência.

Pessoas imaturas, sonhadoras e fantasistas mantêm o sentimento de amor dentro do padrão lúdico, vivendo em busca da sua alma gêmea, a fim de completar-se, como se os indivíduos fossem metades aguardando a outra parte.

As almas nascem gêmeas nos sentimentos universais, nos ideais de engrandecimento, na grande família, na qual se destacam os Espíritos mais evoluídos, capazes dos gestos nobres da renúncia e da abnegação em favor daqueles a quem ama e, por extensão, por todas as criaturas...

Desejando-se a alma gêmea, intimamente, anela-se por encontrar alguém disposto a servir e estando sempre presente nas necessidades, sem pensar-se na retribuição e nos cuidados que devem ser mantidos, por sua vez.

Os sentimentos são conquistas valiosas do curso evolutivo, que se vão aprimorando através das vivências, das longas reencarnações.

Viajando do instinto, aprimora-se e pode apresentar-se de formas variadas: a atração, que pode ser física, social, econômica, na qual o aspecto externo do outro exerce papel preponderante; a mental, que se expressa como de natureza intelectual, em razão da lucidez e da vivacidade que são detectadas noutrem e, por fim, aquela de natureza espiritual, que transcende aos interesses imediatos, facultando bem-estar, alegria na convivência, sentimento de companheirismo.

As emoções, no entanto, estão sempre variando, não raro, de acordo com as circunstâncias,as reações fisiológicas, transformando o sentimento de afeto em antipatia, após certo período de descobrimento da outra pessoa.

Essa ocorrência é comum quando o amor se manifesta numa das duas primeiras expressões a que nos referimos.

No sentimento profundo, mesmo havendo variação de emoções, o amor se torna mais significativo, capaz de resistir e superar as alterações que venham a ocorrer.

Quando se manifestam as expressões do amor, quase sempre aqueles que não têm maturidade para a vivência expressiva do sentimento enobrecido, logo pensam em adaptar-se àquele por quem se sentem atraídos, alterando a programação existencial.

O amor não necessita que ocorram mudanças de compromissos, antes, pelo contrário, é um dínamo de forças e dispensador de energias para que se levem adiante as tarefas abraçadas, impulsionando ao crescimento interior e ao desenvolvimento da sabedoria.

É compreensível que esse sentimento não atrela uma a outra pessoa, gerando dependência de qualquer matiz. Ao invés, liberta os que se envolvem, dando-lhes um encantamento especial que, na esfera física se traduz como contínuas descargas de adrenalina invadindo a corrente sanguínea e proporcionando estímulos renovados.

Por outro lado, estimula a produção equilibrada da dopamina, a denominada substância responsável pela alegria, entre outras finalidades especiais, facultando júbilo, mesmo quando sem a presença física do ser amado.

É comum dizer-se que a distância esfria o amor, apaga-o. Essa ocorrência tem lugar quando é fruto do entusiasmo, da paixão, e arde como labareda que rapidamente consome...

O amor a outrem, desse modo, é também resultado do autoamor, quando o indivíduo se pode relacionar bem consigo, sustentando-se e possuindo as valiosas energias da saúde que pode esparzir.

Normalmente, quando se fala em amor e se o confunde com sexo, o pensamento reveste-se do interesse de fruir-se, de utilizar-se do outro, de receber benefícios. E como o fenômeno é recíproco, a aparente união mantém dois solitários sob o mesmo sentimento, distante dos benefícios que devem resultar quando a afeição é verdadeira.

Indispensável, portanto, nas tentativas de aprimorar-se os sentimentos e a afetividade, investir-se no autoaprimoramento, no esforço de tornar-se melhor, dessa maneira, podendo ser feliz com aquele a quem se elege para companhia.

É necessário que o amor eleve aquele que se lhe entrega, e não se constitua uma base para segurança pessoal, para fruição, porquanto sempre se recebe conforme se doa.

Se alguém espera receber é frágil ou fragiliza-se, tornando o outro seu protetor, que também tem necessidade de beneficiar-se, e não encontrando esse concurso na pessoa com quem se relaciona, consciente ou inconscientemente parte em busca de outrem.

No enfraquecimento, as emoções inferiores aparecem e transtornam a afetividade.

Ama, portanto, deixando que os teus sentimentos nobres governem a tua existência, e poderás fruir os benefícios que defluem dessa conduta.


06 dezembro 2012

Para Refletir (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Seara dos Médiuns". Item "Eles Sabem". Psicografia: Chico Xavier)





















"Diante, pois, do irmão que caiu em remorso e rebeldia, azedume ou desespero, não lhe batas nas chagas. Se queres efetivamente reajustá-lo, deixa que o teu amor apareça e lhe tanja as cordas do coração".



05 dezembro 2012

Para Refletir (Martha Medeiros)
















"Queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão."

04 dezembro 2012

Maledicência (Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia: Chico Xavier)


















"Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz." - (TIAGO, 4:11.)


Nem todas as horas são adequadas ao rumo da ternura na esfera das conversações leais.

A palestra de esclarecimento reclama, por vezes, a energia serena em afirmativas sem indecisão; entretanto, é indispensável grande cuidado no que concerne aos comentários posteriores.

A maledicência espera a sinceridade para turvar-lhe as águas e inutilizar-lhe esforços justos.

O mal não merece a coroa das observações sérias. Atribuir-lhe grande importância nas atividades verbais é dilatar-lhe a esfera de ação. Por isso mesmo, o conselho de Tiago reveste-se de santificada sabedoria.

Quando surja o problema de solução difícil, entre um e outro aprendiz, é razoável procurem a companhia do Mestre, solucionando-o à claridade da sua luz, mas que nunca se instalem na sombra, a distância um do outro, para comentários maliciosos da situação, agravando a dor das feridas abertas.

"Falar mal", na legítima significação, será render homenagem aos instintos inferiores e renunciar ao título de cooperador de Deus para ser crítico de suas obras.

Como observamos, a maledicência é um tóxico sutil que pode conduzir o discípulo a imensos disparates.

Quem sorve semelhante veneno é, acima de tudo, servo da tolice, mas sabemos, igualmente, que muitos desses tolos estão a um passo de grandes desventuras íntimas.


03 dezembro 2012

A Palavra de Jesus (Pelo Espírito Meimei. Livro: "Vozes do Grande Além". Psicografia: Chico Xavier)

















Reunião de 6 de outubro de 1955.

Na parte final de nossas tarefas, tivemos a alegria de ouvir Meimei, a nossa abnegada irmã de sempre, que nos falou, comovida, sobre a palavra de Jesus.



Meus irmãos.

Deus nos abençoe.

A palavra do Cristo é a luz acesa para encontrarmos na sombra terrestre, em cada minuto da vida, o ensejo divino de nossa construção espiritual.

Erguendo-a, vemos o milagre do pão que, pela fraternidade, em nós se transforma, na boca faminta, em felicidade para nós mesmos.

Irradiando-a, descobrimos que a tolerância por nós exercida se converte nos semelhantes em simpatia em nosso favor.

Distribuindo-a, observamos que o consolo e a esperança, o carinho e a bondade, veiculados por nossas atitudes e por nossas mãos, no socorro aos companheiros mais ignorantes e mais fracos, neles se revelam por bênçãos de alegria, felicitando-nos a estrada.

Geme a Terra, sob o pedregulho imenso que lhe atapeta os caminhos...

Sofre o homem sob o fardo das provações que lhe aguilhoam a experiência.

E assim como a fonte nasce para estender-se, desce o dom inefável de Jesus sobre nós para crescer e multiplicar-se.

Levantemos, cada hora, essa luz sublime para reerguer os que caem, fortalecer os que vacilam, reconfortar s que choram e auxiliar os que padecem.

O mundo está repleto de braços que agridem e de vozes que amaldiçoam.

Seja a nossa presença junto dos outros algo do Senhor inspirando alegria e segurança.

Não nos esqueçamos de que o tempo é um empréstimo sagrado, e quem se refere a tempo, diz oportunidade de ajudar para ser ajudado, de suportar para ser suportado, de balsamizar as feridas alheias para que as nossas feridas encontrem remédio e sacrificarmo-nos pela vitória do bem, para que o bem nos conduza à definitiva libertação.

Nós que tantas vezes temos abusado das horas para impor, aos que nos seguem, o Reino do Senhor, à força de reprovações e advertências, saibamos edificá-lo em nós próprios, no silêncio do trabalho e da renúncia, da humildade e do amor.

Meus irmãos, no seio de todos os valores relativos e instáveis da existência humana, só uma certeza prevalece – a certeza da morte, que restitui às nossas almas os bens ou os males que semeamos nas almas dos outros.

Assim, pois, caminhemos com Jesus, aprendendo a amar sempre, repetindo com Ele, em nossas proveitosas dificuldades de cada dia: - Pai Nosso, seja feita a Vossa Vontade, assim na Terra como nos Céus.

02 dezembro 2012

Nas Mãos de Jesus (Pelo Espírito Batuíra. Livro: "Mais Luz". Psicografia: Chico Xavier)

















As mãos de Jesus guiarão nossas mãos e, quando a tormenta estiver rugindo por fora, acendamos a flama da prece e ouviremos juntos o Senhor de nossas vidas.

Calma e segurança, paciência e fé viva!

Estejamos com o Divino Mestre, tanto quanto o Divino Mestre está conosco.



01 dezembro 2012

Obterás (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Religião dos Espíritos" . Psicografia: Chico Xavier)
















"Conforme te encontras na hora da prece, assim obterás a resposta..."

Obterás o que pedes.

Não olvides, contudo, que a vida nos responde aos requerimentos, conforme a nossa conduta na petição.

- Sedento, se buscas a água do poço, vasculhando-lhe o fundo, recolherás tão-somente nauseante caldo do lodo.

- Faminto, se atiras lama ao vaso que te alimenta, engolirás a substância corrupta.

- Cansado, se procuras o leito, comunicando-lhe fogo à estrutura, deitarás numa cama de cinzas.

- Doente, se injurias a medicação que se te aconselha, alterando-lhe as doses, prejudicarás o próprio organismo.

Isso acontece porque a fonte, encravada no solo, é constrangida a guardar os detritos com que lhe poluem o seio; o prato é forçado a reter os resíduos que se lhe imponham à face; o colchão é impelido a desintegrar-se ao calor do incêndio, e o remédio, aplicado com desrespeito, pode exercer ação contrária a seus fins.

Ocorre o mesmo, em plena analogia de circunstâncias, na esfera ilimitada do espírito.

Desesperado ou infeliz, desanimado ou descrente, não te valhas do irmão de que te socorres, tentando convertê-lo em cobaia para teus caprichos, porque toda alma é um espelho para outra alma, e teremos nos outros o reflexo de nós mesmos.

- Sombra projetada significa sombra de volta.

- Negação cultivada pressagia a colheita de negação.

Se aspiras a desembaraçar-te das trevas, não desajustes a tomada humilde, capaz de trazer-te a força da usina.

- Oferece-lhe meios simples para o trabalho certo, e a luz se fará correta na lâmpada.

- Clareia para que te clareiem.

- Auxilia para que te auxiliem.

- Estuda, servindo, para que o cérebro hipertrofiado não te resseque o coração distraído.

- Indaga edificando, para que a inércia te não confunda.

Fortaleçamos o bem para que o bem nos encoraje.

Compreendamos a luta do próximo, a fim de que o próximo nos entenda igualmente a luta.

Lembra-te, pois, da eficácia da prece e ora, fazendo o melhor, para que o melhor se te faça, sem te esqueceres jamais de que toda rogativa alcança resposta segundo o nosso justo merecimento...

30 novembro 2012

Decálogo para Estudos Evangélicos (Pelo Espírito André Luiz. Livro: "Juntos Venceremos". Psicografia: Chico Xavier)


















OBS: Esse livro foi ditado por Diversos Espíritos.




1 -- Peça a inspiração divina e escolha o tema evangélico destinado aos estudos e comentários da noite.

2 - Não fuja ao espírito do texto lido.

3 - Fale com naturalidade.

4 - Não critique, a fim de que a sua palavra possa construir para o bem.

5 - Não pronuncie palavras reprováveis ou inoportunas, suscetíveis de criar imagens mentais de tristeza, ironia, revolta ou desconfiança.

6 - Não faça leitura, em voz alta, além de cinco minutos, para não cansar aos ouvintes.

7 - Converse ajudando aos companheiros, usando caridade e compreensão.

8 - Não faça comparações, a fim de que seu verbo não venha a ferir alguém.

9 - Guarde tolerância e ponderação.

10 - Não retenha indefinidamente a palavra; outros companheiros precisam falar na sementeira do bem.


29 novembro 2012

No Aprendizado (Pelo Espírito Meimei. Livro: "Cartas do Coração". Psicografia: Chico Xavier)



















Quase sempre falamos, acerca do Evangelho, como quem se reporta a maravilhoso país que nossos pés jamais pisarão...

Destacamos o ensinamento do Cristo para os outros com facilidade assombrosa e acreditamos que somente aos nossos companheiros de ideal e de luta competem os testemunhos mais importantes de fé e aplicação com o Senhor, entretanto, o curso do aperfeiçoamento espiritual atinge-nos a todos e aparece, invariavelmente, a hora de nossas demonstrações práticas, no desdobramento das lições recebidas.

Nenhum aprendiz é olvidado e quanto maior o progresso no conhecimento, mais rápida é a conscrição ao serviço, em que será conduzido à integração com o Mestre.

Caminha, assim, para diante, conduzindo o Amor por lâmpada acesa, plantando a alegria e a fraternidade por onde transites, porque o Amor é a chave do céu e o teu dia de marchar, sob a cruz da redenção, igualmente chegará.


28 novembro 2012

Só o Amor (Pelo Espírito Meimei. Livro: "Sentinelas da Alma". Psicografia: Chico Xavier)

















Só o amor atravessa as paredes compactas do cárcere em que a ignorância se aguilhoa à penúria de espírito, conduzindo os antros sombrios de nossos débitos à santificante claridade da libertação.

27 novembro 2012

Depende de Nós (Pelo Espírito Cléia Rocha. Psicografia: Raul Teixeira)


















O movimento da mãe natureza é de extraordinária beleza, quando conseguimos desenvolver o olhar capaz de percebê-lo.

A árvore sobranceira, ornada de flores ou apinhada de frutos, cuja copa abundante tornou-se abrigo de animais e de caminhantes humanos, ainda a pouco tempo não passava de singela semente, em cuja intimidade o Criador estruturou o futuro do bosque ou da floresta.

O palácio real, soberbo, que alberga nobres famílias ou que serve de palco de diversas decisões para comunidades, confortável e seguro, foi erguido tijolo a tijolo, pouco a pouco, até que se alcançasse as dimensões projetadas. Até pouco tempo antes, toda a alvenaria que o compõe se encontrava desfeita no barro informe, no corpo planetário, portando, potencialmente, as condições para tornar-se útil, sob o comando da humana inteligência.

A peça valiosa de linho, que veste indivíduos e que enfeita ambientes, emprestando-lhes elegância, requinte e frescor, ainda a pouco tremulava ao vento, verdejante, num formoso e ágil bailado. Não passaria de erva ressecada e abandonada, sem valor, se a inteligência do homem não a tivesse identificado, manufaturado e posto ao alcance de todos, transformando-a em valioso tecido.

Assim também, vemos que a criatura de bem, generosa e digna, ordeira e operosa, que engrandece a vida, onde quer que esteja, do mesmo modo que o delinqüente atormentado e violento, calculista e frio, alvo da lamentação e do pavor onde se apresente, não são outros senão as crianças que cresceram sob os auspícios do amor e da liberdade ou sob a pressão do infortúnio e das limitações morais, respectivamente, levadas que foram por mãos devotadas e atenciosas ou por outras, displicentes e viciosas. Por seu turno essas mãos pertenceram a adultos malformados, que passaram adiante o seu despreparo, ou foram próprias de outros indivíduos bem estruturados, que multiplicaram sua grandeza.

É tempo de atentarmos para o fato de que o futuro do nosso planeta, no que diz respeito aos campos da ética e da moral quanto da ciência e da arte, será feliz ou desditoso, conforme se ache sob a governança de almas moralmente sadias ou espiritualmente doentes, em função dos direcionamentos por nós impressos no trabalho educacional.

Efetivamente, os que temos sob nossos cuidados o conduzimento da educação infanto-juvenil, estejamos certos de que esses tempos bem aprumados do mundo ou os dias de desestruturação planetária estarão na dependência da nossa mentalidade e da nossa sensibilidade. Dependerá de nós a ventura ou a desventura da humanidade porvindoura, inquestionavelmente.

A luz que coroará o mundo ou a sombra que o poderá toldar, estão sendo, desde agora, elaborados por todos os que temos o dever de orientar e bem educar, a começar pelos pais e pelos professores, até estender-se à mais ampla sociedade.


26 novembro 2012

Cooperação (Pelo Espírito Rodrigues de Abreu. Livro: "Cartas do Coração". Psicografia: Chico Xavier)



















OBS: Esse livro foi ditado por Diversos Espíritos.



Meu amigo, repara!
Tudo é cooperação
No berço que te embala.

O sol conserva o mundo
Em seus braços de luz
E a terra guarda a vida
Com carinho extremado...

A nuvem desce ao solo
E espalha a chuva amiga.
O chão abre-se em fontes
Que sustentam, felizes,
O campo aberto em flor...

O tronco viridente
É, mais tarde, agasalho;
A erva frágil de agora
Será repasto à mesa...

A abelha pequenina
É operária do mel...
A simples gota dágua
É benção no deserto.
A rocha guarda o vale,
Garantindo-lhe o bosque...

O vale é a casa amiga
De sementes e frutos.
Em toda parte, tudo
É concurso e bondade.

Que fazes para o mundo
No concerto das cousas?
Que dás à natureza?
Que ofereces de bom?

Foge ao frio da inércia
E ajuda sem cessar,
Porque o tempo que passa
É o cobrador de Deus;

E amanhã sem tardança
Dar-te-á com mãos cheias
A resposta da vida
Àquilo que semeias.

25 novembro 2012

Paciência e Natureza (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Linha Duzentos". Psicografia: Chico Xavier)





















Quem se proponha a entesourar paciência, observe o livro da natureza.

As nossas anotações podem parecer sinônimos do óbvio, no entanto, o óbvio, por ser simples, é aquilo que se faz, habitualmente, mais difícil de ser pesquisado e revisto.

Ao Sol, por exemplo, dentro da noite, em determinado hemisfério, por mais se lhe peça luz plena e imediata, há que se lhe aguardar o reaparecimento, depois de algumas horas.

Inútil rogar o fruto de certa árvore até o momento em que lhe será lícito surgir.

Uma estrada, entre duas cidades razoavelmente distanciadas uma da outra não se constrói a toques de mágica.

Sabe-se que o carbono puro suporta séculos e séculos de transformações lentas, no sub-solo, antes de converter-se em brilhante.

Considerando que o espírito de seqüência assinala todas as criações da vida, a impaciência, muitas vezes suscitando irritação e inquietude, cólera e delinqüência, decorre de nossa própria incapacidade de entendimento, acerca de situações e pessoas.

Não solicitarás atitudes de elevação daqueles que ainda não assimilaram os ingredientes espirituais indispensáveis para constituí-las e nem pedirás alto comportamento nesse ou naquele companheiro que ainda não se habilitaram para isso.

Onde estiveres e com quem estiveres, não permitas que as tuas esperanças se façam exigências.

Ama e trabalha, serve e auxilia sempre sem reclamar, e acabarás compreendendo que a paciência construtiva, fonte de serenidade e tolerância, em qualquer tempo e lugar, para cada um de nós é simples obrigação.

24 novembro 2012

Um Tanto Mais (Pelo Espírito André Luiz. Livro: "Ideal Espírita". Psicografia: Chico Xavier)



















OBS: Esse livro foi ditado por Diversos Espíritos.


Você guarda a impressão de haver esgotado o estoque de todos os seus recursos, em determinada tarefa de amor, mas se você perseverar um tanto mais no devotamento, ninguém pode prever os louros de luz que brilharão em seu passo.

Você está doente e pretende obter licenças de longo prazo, mas se você continuar um tanto mais em serviço, ninguém pode prever o tesouro de forças novas que lhe aparecerá no caminho.

Você encontrou imensas dificuldades no exercício das boas obras e anseia fugir delas, mas se você persistir um tanto mais na construção da beneficência, ninguém pode prever o triunfo que as suas horas recolherão, nas fontes vivas da caridade.

Você acredita que não pode tolerar o amigo importuno, o filho teimoso, o irmão inconsciente, a esposa inconstante ou o marido insensato, mas se você suportar um tanto mais a luta em família, ninguém pode prever a extensão do júbilo provindouro em seu ninho doméstico.

Você supõe que o azar é o clima e chora na bica do desespero, mas se você cultivar um tanto mais de fidelidade às próprias obrigações, ninguém pode prever a amplitude do seu êxito, no amanhã que vem perto.

Você experimenta enorme cansaço e não quer dar ouvidos ao companheiro de longa conversa, mas se você esticar um tanto mais o seu sacrifício, ninguém pode prever os prodígios da colheita de bênção que surgirão dos seus breves minutos de gentileza.

Observe que você mesmo para realizar isso ou aquilo, exige incessantemente dos semelhantes um tanto mais de bondade, um tanto mais de cooperação, um tanto mais de tempo, um tanto mais de carinho...

O gênio é a paciência que não se acaba.

É justo que você deseje um tanto mais de felicidade, mas para isso, é necessário que você ajude um tanto mais a felicidade dos outros.

Repare você as lições da vida e compreenderá que a vitória no bem é sempre trabalhar conforme o dever e servir um tanto mais.


23 novembro 2012

Virtude Sobre Virtude (Pelo Espírito Augusto Cezar. Livro: "Fotos da Vida". Psicografia: Chico Xavier)



















... E o mentor amigo nos contou com alegria e espontaneidade.

Tendo Jesus terminado uma de suas preleções, ao entardecer, junto às águas do lago, entrou em conversação com os discípulos, perguntando a eles qual seria a virtude que avançasse além dela própria.

-É a paciência...- replicou Bartolomeu.

E o diálogo prosseguiu.

- Bartolomeu – elucidou o Divino Mestre – a paciência é integra. Não se elastece.

- É o amor ao próximo – aventou Simão Pedro.

- O amor ao próximo é um dever inarredável. Não se modifica.

- É o espírito de serviço - aventurou Mateus.

Jesus sorriu e explicou:

- Entretanto, o espírito de serviço expressando boa vontade e benevolência, é uma obrigação que não se altera.

- É o perdão das ofensas – disse João, acanhado.

- João, já aprendemos que o perdão das ofensas deve ser repetido setenta e sete vezes.

- É a fé – adiantou Tiago.

- A fé, porém, é um estado de sublimação da alma que não se desloca.

- É a brandura no trato com os nossos semelhantes – sugeriu André com timidez.

-A brandura pra nós, no entanto, é uma atitude compulsória.

O silêncio caiu sobre a turma, qual se os acompanhantes do Mestre estivessem confessando a própria impossibilidade para formular uma resposta à altura da indagação.

Depois de alguns minutos de expectação, o Cristo lançou compassivo olhar sobre os presentes e arrematou.

- Meus amigos, a virtude que se desdobra além de si mesma será sempre o ato de perdoar aos bons, quando os bons aceitam a infelicidade de errar...

22 novembro 2012

Para Refletir (Arnaldo Jabor)

















Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.

E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro.

Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?

Gostar dói?.



21 novembro 2012

Para Refletir (Marguerite Yourcenar)



















Há mais do que uma sabedoria, e todas elas são necessárias ao mundo, não é mau que elas se vão alternando.