21 abril 2012

Apatia (Pelo Espírito Joanna De Ângelis. Psicografia: Divaldo Pereira Franco)





















Se a atitude violenta, precipitada, pode levar a desastres de conseqüências lamentáveis, a apatia é sempre fator de desconserto e atraso na máquina do progresso.

Quase sempre a apatia tem origem no programa cármico do Espírito em prova.

É decorrência de graves aflições e erros que não foram necessariamente corrigidos pelo Espírito e ressumam do imo dalma como expressão deprimente, paralisante.

O apático é alguém que perde a batalha antes de enfrentá-la...

Encontra-se em processo de evolução com o objetivo de vencer as injunções penosas, devendo investir grandes esforços para superá-las.

No estado de debilidade de forças a que se entrega e no qual se deixa paralisar,
aprisionado nas teias de intolerância, deve e pode romper todos os vínculos e reorganizar-se, iniciando o esforço, a princípio mentalmente, para depois tornar em ações a programática a que se deve submeter, engajando-se no compromisso reabilitador.

Facilmente, aquele que padece a constrição da apatia acomoda-se à situação, e, apesar de penosa, constitui-lhe uma forma de bem-estar, que leva à inércia, no desequilíbrio.

Vida é ação.

Ação é movimento a ser empreendido para o bem e o progresso, de cujo esforço resultam as conquistas que impulsionam à felicidade.

Elimina do teu vocabulário as frases pessimistas habituais, substituindo-as por equivalentes ideais.

Não digas: "Não posso", "Não suporto mais", "Desisto".

Faze uma mudança de paisagem mental e corrige-a por outras: "Tudo posso, quando quero", "Suporto tudo quanto é para o meu bem" e "Prosseguirei ao preço do sacrifício, para a vitória que persigo".

O homem transita pelos caminhos que elege, nos quais se compraz.

A apatia é doença da alma, que a todos cumpre combater com as melhores
disposições.

Na luta competitiva da vida terrestre, não há lugar para o apático.

Receando o labor bendito ou dele fugindo, mediante mecanismos de evasão
inconsciente, a criatura se deixa envenenar pela psicosfera mórbida da
autopiedade, procurando inspirar compaixão antes que despertar e motivar o amor.

Nos estados apáticos, dão-se início os processos de auto-obsessão quanto da submissão obsessiva a Espíritos inconseqüentes, que se comprazem em explorar, psíquica, emocional e organicamente os que se lhes fazem vítimas espontâneas...

Reage com vigor à urdidura da apatia, do desinteresse.

Ora e vence o adversário sutil, que em ti procura alojamento, utilizando-se de justificativas falsas.

A lei do trabalho é impositivo das leis naturais que promovem o progresso e fomentam a vida.

Não é por outra razão que a tradição evangélica nos informa: "Ajuda-te e o céu te ajudará", conclamando-nos à luta contra a apatia e os seus sequazes, que se fazem conhecidos como desencanto, depressão, cansaço e equivalentes.

20 abril 2012

Para Refletir (Salmo 6)

















1.Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Em oitava. Salmo de Davi.

2.Senhor, em Vossa cólera não me repreendais, em Vosso furor não me castigueis.

3.Tende piedade de mim, Senhor, porque desfaleço; sarai-me, pois sinto abalados os meus ossos.

4.Minha alma está muito perturbada; Vós, porém, Senhor, até quando?...

5.Voltai, Senhor, livrai minha alma; salvai-me, pela Vossa bondade.

6.Porque no seio da morte não há quem de Vós se lembre; quem Vos glorificará na habitação dos mortos?

7.Eu me esgoto gemendo; todas as noites banho de pranto minha cama, com lágrimas inundo o meu leito.

8.De amargura meus olhos se turvam, esmorecem por causa dos que me oprimem.

9.Apartai-vos de mim, vós todos que praticais o mal, porque o Senhor atendeu às minhas lágrimas.

10.O Senhor escutou a minha oração, o Senhor acolheu a minha súplica.

11.Que todos os meus inimigos sejam envergonhados e aterrados; recuem imediatamente, cobertos de confusão!

19 abril 2012

Aula de Compaixão (Pelo Espírito Meimei. Psicografia: Chico Xavier)


















E o mentor, finalizando a aula valiosa, falou com simplicidade:

- Para auxiliar com segurança nas trilhas humanas, é necessário que a compaixão se nos faça base em qualquer atitude.

Nenhuma exasperação conduz à beneficência.

Qualquer apontamento destrutivo é agente perturbador no campo das boas obras.

Entreguemo-nos à sementeira do amor, sem aguardar qualquer tributo de gratidão.

Os espíritos reencarnados trazem por si pesada carga de tribulações, para que nos seja lícito atormentá-los com admoestações e censuras.

Quase sempre, todos eles sofrem e choram...

Esse apresenta alto nível de vigor, no entanto, carrega as desvantagens da precipitação; aquele atingiu a segurança econômica, mas transporta enfermidade oculta a frenar-lhe os movimentos; outro acumulou enorme fortuna, contudo, lastima o desequilíbrio dos descendentes; outros muitos que ontem se mostravam despreocupados, hoje lamentam a perda de criaturas inesquecíveis; esse conquistou a fama, entretanto, se vê relegado à solidão; aquele que obteve influência e poder sobre milhares de pessoas, todavia, precisa apoiar-se em algum coração amigo, a fim de não cair sob o peso das próprias obrigações; outro é sábio, mas necessita escorar-se em alguém, de modo a não sucumbir ante as exigências da vida comunitária; e outros muitos se destacam em campeonatos de beleza e inteligência, no entanto, acalentam consigo os impulsos negativos que os aproximam da doença e da morte.

Misericórdia para todos é o que nos pede o Senhor da vida.

O instrutor dera por terminada as elucidações, mas um companheiro abeirou-se dele e perguntou:

- Professor, existirá, porventura, algum processo pelo qual possamos instalar facilmente a compaixão por dentro de nós?

O interpelado sorriu com bondade e rematou:

- Amigo, a compaixão é fruto do discernimento. Quantos de nós, que nos achamos neste recinto, já atravessamos as estradas humanas, e, por isso, conhecemos quanto custa trabalhar pelo bem nos constrangimentos e dificuldades do plano físico? Em razão disso, recordemos a lição de Jesus: aquele de nós que houver passado pelo caminho dos homens, com a grandeza dos anjos, atire a primeira pedra.

17 abril 2012

Oração do Aprendiz (Pelo Espírito André Luiz. Livro: "Aulas da Vida". Psicografia: Chico Xavier)



















Senhor!

Em tudo quanto eu te peça, conquanto agradeça a infinita bondade com que me atendes,

Não consideres o que eu te rogue, mas aquilo de que eu mais necessite.

E quando me concederes aquilo de que eu mais precise, ensina-me a usar a Tua concessão não só em meu proveito, mas em benefício dos outros, a fim de que eu seja feliz com a Tua dádiva, sem prejudicar a ninguém.

Amém.

16 abril 2012

Nem Todos os Aflitos (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Reconforto". Psicografia: Chico Xavier)






















A provação é um desafio que poucos suportam, lição que raros aprendem.

Depois de regulares períodos de paz e ordem, a alma é visitada pela provação que, em nome da Sabedoria Divina, lhe afere os valores e conquistas.

Raros, porém, são aqueles que a recebem dignamente.

O impulsivo, quase sempre, converte-a em falta grave.

O impaciente faz dela a escura paisagem do desespero, onde perde as melhores oportunidades de servir.

O triste desvaloriza-lhe as sugestões e dorme sobre as probabilidades de auto-superação, em longas e pesadas horas de choro e desalento.

O ingrato transforma-a em calhau com que apedreja o nome e o serviço de companheiros e vizinhos.

O indiferente foge-lhe aos avisos como quem escapa impensadamente da orientadora que lhe renovaria os destinos.

O leviano esquece-lhe os ensinamentos e perde o ensejo de elevar-se, por sua influência, a planos mais altos.

O espírito prudente, entretanto, recebe a provação qual o oleiro que encontra no fogo o único recurso para imprimir solidez e beleza ao vaso que o gênio idealiza.

Se a tempestade purifica a atmosfera e se o fel, por vezes, é o exclusivo medicamento da cura, a provação é a porta de acesso ao engrandecimento espiritual.

Só aqueles que a recebem por esmeril renovador conseguem extrair-lhe as preciosidades.

É por isso que nem todos os aflitos podem ser bem-aventurados, de vez que, somente aproveitando a dor para a materialização consistente de nossos ideais e de nossos sonhos, é que se nos fará possível encontrar a alegria triunfante do aprimoramento em nós mesmos, a que somos todos chamados pela vida comum, nas lutas de cada dia.

15 abril 2012

Oitava da Páscoa, Domingo In Albis: Pascoela ou Quasímodo Dia da Misericórdia de Deus


















19 Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.

20 Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.

21 Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.

22 E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo.

23 A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.

24 Tomé,chamado Dídimo,que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio.

25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!”. Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.

26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.

27 Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”.

28 Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!”

29 Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

30 Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro.

31 Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em Seu Nome.

14 abril 2012

Oitava da Páscoa ( Marcos 16, 9-15) Sábado



























9 Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios.

10 Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando.

11 Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar.

12 Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo.

13 Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito.

14 Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado.

15 E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”

13 abril 2012

Oitava da Páscoa ( João 21,1-14) Sexta-Feira


















Naquele tempo, 1 Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim:

2 Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus.

3 Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”. Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite.

4 Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus.

5 Então Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”.

6 Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e achareis”. Lançaram pois a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes.

7 Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar.

8 Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros.

9 Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão.

10 Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”.

11 Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu.

12 Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor.

13 Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe.

14 Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.

12 abril 2012

Oitava da Páscoa ( Lucas 24,35-48) Quinta-Feira




















Naquele tempo, 35 os discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

36 Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!”

37 Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma.

38 Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração?

39 Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”.

40 E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés.

41 Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?”

42 Deram-lhe um pedaço de peixe assado.

43 Ele o tomou e comeu diante deles.

44 Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava con­vosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”.

45 Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras,

46 e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia

47 e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.

48 Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

11 abril 2012

Oitava da Páscoa (Lucas 24,13-35) Quarta-Feira




















13 Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém.

14 Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido.

15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles.

16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram.

17 Então Jesus perguntou: “Que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste,

18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?

19 Ele perguntou: “Que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Naza­reno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo.

20 Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.

21 Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram!

22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo

23 e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo.

24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”.

25 Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram!

26 Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?”

27 E,começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.

28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante.

29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem che­gando!” Jesus entrou para ficar com eles.

30 Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.

31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles.

32 Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?”

33 Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros.

34 E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!”

35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

10 abril 2012

Oitava da Páscoa ( João 20, 11-18) Terça-Feira


























Naquele tempo, 11 Maria tinha ficado perto do túmulo, do lado de fora, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se para olhar dentro do túmulo.

12 Ela enxergou dois anjos, vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.

13 Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?”. Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”.

14 Dizendo isto, Maria virou-se para trás e enxergou Jesus, de pé, mas ela não sabia que era Jesus.

15 Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? Quem procuras?” Pensando que fosse o jardineiro, ela disse: “Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu irei buscá-lo”.

16 Então, Jesus falou: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabûni!” (que quer dizer: Mestre).

17 Jesus disse: “Não me segures, pois ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”.

18 Então, Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor”, e contou o que Ele lhe tinha dito.

09 abril 2012

Oitava da Páscoa (Mateus 28, 8-15) Segunda-Feira

























Naquele tempo, 8 Elas se afastaram prontamente do túmulo com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria, e correram a dar a boa nova aos discípulos.

9 Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: Salve! - Aproximaram-se elas e, prostradas diante Dele, beijaram-lhe os pés.

10 Disse-lhes Jesus: Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galiléia, pois é lá que eles me verão.

11 Enquanto elas voltavam, alguns homens da guarda já estavam na cidade para anunciar o acontecimento aos príncipes dos sacerdotes.

12 Reuniram-se estes em conselho com os anciãos. Deram aos soldados uma importante soma de dinheiro, ordenando-lhes:

13 Vós direis que seus discípulos vieram retirá-lo à noite, enquanto dormíeis.

14 Se o governador vier a sabê-lo, nós o acalmaremos e vos tiraremos de dificuldades.

15 Os soldados receberam o dinheiro e seguiram suas instruções. E esta versão é ainda hoje espalhada entre os judeus.

08 abril 2012

A Ressurreição de Jesus


















1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo.

2 Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.

3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo.

4 Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo.

5 Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.

6 Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão

7 e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.

8 Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.

9 De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

07 abril 2012

Sábado de Aleluia


















1 Quando passou o sábado, Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, e Salomé, compraram perfumes para ungir o corpo de Jesus.

2 E bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, elas foram ao túmulo.

3 E diziam entre si: “Quem rolará para nós a pedra da entrada do túmulo?”

4 Era uma pedra muito grande. Mas, quando olharam, viram que a pedra já tinha sido retirada.

5 Entraram, então, no túmulo e viram um jovem, sentado ao lado direito, vestido de branco.

6 Mas o jovem lhes disse: “Não vos assusteis! Vós procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado? Ele ressuscitou. Não está aqui.

7 Vede o lugar onde o puseram. Ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele irá à vossa frente, na Galileia. Lá vós o vereis, como Ele mesmo tinha dito”.

06 abril 2012

Paixão do Senhor

















Evangelho (João 18,1—19,42)

Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João.

Naquele tempo, 1 Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos.

2 Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos.

3 Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas.

4 Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:

Pres.: “A quem procurais?”

Narrador 1:

5 Responderam:

Ass.: “A Jesus, o Nazareno”.

Narrador 1: Ele disse:

Pres.: “Sou eu”.

Narrador 1: Judas, o traidor, estava junto com eles.

6 Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra.

7 De novo lhes perguntou:

Pres.: “A quem procurais?”

Narrador 1: Eles responderam:

Ass.: “A Jesus, o Nazareno”.

Narrador 1:

8 Jesus respondeu:

Pres.: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.

Narrador 1:

9 Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:

Pres.: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”.

Narrador 2:

10 Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco.

11 Então Jesus disse a Pedro:

Pres.: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”

Narrador 1:

12 Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram.

13 Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano.

14 Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:

Leitor 1: “É preferível que um só morra pelo povo”.

Narrador 2:

15 Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote.

16 Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro.

17 A criada que guardava a porta disse a Pedro:

Ass.: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?”

Narrador 2: Ele respondeu:

Leitor 2: “Não”.

Narrador 2:

18 Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se.

19 Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento.

20 Jesus lhe respondeu:

Pres.: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas.

21 Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”.

Narrador 2:

22 Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:

Leitor 1: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?”

Narrador 2:

23 Respondeu-lhe Jesus:

Pres.: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”


Narrador 1:

24 Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote.

25 Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:

Leitor 2: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?”

Narrador 1: Pedro negou:

Leitor 1: “Não!”

Narrador 1:

26 Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:

Leitor 2: “Será que não te vi no jardim com ele?”

Narrador 2:

27 Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou.

28 De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa.

29 Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:

Leitor 1: “Que acusação apresentais contra este homem?”

Narrador 2:

30 Eles responderam:

Ass.: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”

Narrador 2:

31 Pilatos disse:

Leitor 2: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”.

Narrador 2: Os judeus lhe responderam:

Ass.: “Nós não podemos condenar ninguém à morte”.

Narrador 1:

32 Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer.

33 Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:

Leitor 1: “Tu és o rei dos judeus?”

Narrador 1:

34 Jesus respondeu:

Pres.: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”

Narrador 1:

35 Pilatos falou:

Leitor 2: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”.

Narrador 1: 36 Jesus respondeu:

Pres.: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.

Narrador 1:

37 Pilatos disse a Jesus:

Leitor 1: “Então, tu és rei?”

Narrador 1: Jesus respondeu:

Pres.: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.

Narrador 1:

38 Pilatos disse a Jesus:

Leitor 2: “O que é a verdade?”

Narrador 2: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:

Leitor 1: “Eu não encontro nenhuma culpa nele.

39 Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?”

Narrador 2:

40 Então, começaram a gritar de novo:

Ass.: “Este não, mas Barrabás!”

Narrador 2: Barrabás era um bandido.

19,1 Então Pilatos mandou flagelar Jesus.

Ass.: 2 Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus.

Narrador 2: Vestiram-no com um manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam:

Ass.: “Viva o rei dos judeus!”

Narrador 1: E davam-lhe bofetadas.

4 Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:

Leitor 1: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”.

Narrador 2:

5 Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:

Ass.: “Eis o homem!”

Narrador 2:

6 Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:

Ass.: “Crucifica-o! Crucifica-o!”

Narrador 2: Pilatos respondeu:

Leitor 1: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”.

Narrador 2:

7 Os judeus responderam:

Ass.: “Nós temos uma Lei, e, segundo essa Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”.

Narrador 1:

8 Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda.

9 Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:

Leitor 2: “De onde és tu?”

Narrador 1: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse:

Leitor 1: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?”

Narrador 1:

11 Jesus respondeu:

Pres.: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”.

Narrador 1: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:

Ass.: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”.

Narrador 1:

13 Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico “Gábata”.

14 Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:

Leitor 2: “Eis o vosso rei!”

Narrador 1:

15 Eles, porém, gritavam:

Ass.: “Fora! Fora! Crucifica-o!”

Narrador 1: Pilatos disse:

Leitor 1: “Hei de crucificar o vosso rei?”

Narrador 1: Os sumos sacerdotes responderam:

Ass.: “Não temos outro rei senão César”.

Narrador 2:

16 Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram.

17 Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado “Calvário”, em hebraico “Gólgota”.

18 Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio.

19 Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:

Ass.: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.

Narrador 2:

20 Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego.

21 Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:

Ass.: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”.

Narrador 2:

22 Pilatos respondeu:

Ass.: “O que escrevi, está escrito”.

Narrador 2:

23 Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo.

24 Disseram então entre si:

Ass.: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”.

Narrador 2: Assim se cumpria a Escritura que diz:

Ass.: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.

Narrador 1: Assim procederam os soldados.

25 Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.

26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:

Pres.: “Mulher, este é o teu filho”.

Narrador 1:

27 Depois disse ao discípulo:

Pres.: “Esta é a tua mãe”.

Narrador 1: Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.

28 Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:

Pres.: “Tenho sede”.

Narrador 1:

29 Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus.

30Ele tomou o vinagre e disse:

Pres.: “Tudo está consumado”.

Narrador 1: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

(Todos se ajoelham.)

Narrador 2:

31 Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz.

32 Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus.

33 Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas;

34 mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

Ass.:

35 Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro;

Narrador 2: e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis.

36 Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz:

Ass.: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”.

Narrador 2: 37E outra Escritura ainda diz:

Ass.: “Olharão para aquele que transpassaram”.

Narrador 1:

38 Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus – mas às escondidas, por medo dos judeus – pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus.

39 Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés.

40 Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar.

Narrador 2:

41 No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado.

42 Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.


- Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.