21 março 2012

Mortos Amados (Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia: Chico Xavier)


















Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados, ante a visitação da morte sentimo-nos como se nos arrancassem o coração para que se faça alvejado fora do peito.

Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram.

E bastas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão pelas fontes dos olhos.

Compreendemos, sim, neste Outro Lado da Vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando porquê...

Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior.

Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no Plano Físico, não por pessoa que desapareceu para sempre, e sim à feição de criatura invisível, mas não de todo ausente.

Os que rumaram para outros caminhos, além das fronteiras que marcam a desencarnação, também lutam e amam, sofrem e se renovam.

Enfeita-lhes a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar,e busca tranqulizá-los com o apoio de tua conformidade e de teu amor.

Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a imagem, sempre que se vejam em sintonia mental contigo, ei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as próprias aflições sobretaxadas com as tuas.

Compadece-te dos entes amados que te precederam na romagem da Grande Renovação.

Chora, quando não possas evitar o pranto que se te derrama da alma; no entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento, à procura do amor sem adeus.

18 março 2012

Para Refletir (Salmo 102)

















(Oração do aflito, vendo-se desfalecido, e derramando a sua queixa perante a Face do Senhor)

1. Senhor, ouve a minha oração, e chegue a Ti o meu clamor.

2. Não escondas de mim o Teu Rosto no dia da minha angústia, inclina para mim os Teus Ouvidos; no dia em que eu clamar, ouve-me depressa.

3. Porque os meus dias se consomem como a fumaça, e os meus ossos ardem como lenha.

4. O meu coração está ferido e seco como a erva, por isso me esqueço de comer o meu pão.

5. Por causa da voz do meu gemido os meus ossos se apegam à minha pele.

6. Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como um mocho nas solidões.

7. Vigio, sou como o pardal solitário no telhado.

8. Os meus inimigos me afrontam todo o dia; os que se enfurecem contra mim têm jurado contra mim.

9. Pois tenho comido cinza como pão, e misturado com lágrimas a minha bebida,

10. Por causa da Tua ira e da Tua indignação, pois Tu me levantaste e me arremessaste.

11. Os meus dias são como a sombra que declina, e como a erva me vou secando.

12. Mas tu, Senhor, permanecerás para sempre, a Tua memória de geração em geração.

13. Tu te levantarás e terás piedade de Sião; pois o tempo de Te compadeceres dela, o tempo determinado, já chegou.

14. Porque os Teus servos têm prazer nas suas pedras, e se compadecem do seu pó.

15. Então os gentios temerão o nome do Senhor, e todos os reis da terra a Tua glória.

16. Quando o Senhor edificar a Sião, aparecerá na Sua glória.

17. Ele atenderá à oração do desamparado, e não desprezará a sua oração.

18. Isto se escreverá para a geração futura; e o povo que se criar louvará ao Senhor.

19. Pois olhou desde o alto do seu santuário, desde os céus o Senhor contemplou a terra,

20. Para ouvir o gemido dos presos, para soltar os sentenciados à morte;

21. Para anunciarem o nome do Senhor em Sião, e o seu louvor em Jerusalém,

22. Quando os povos se ajuntarem, e os reinos, para servirem ao Senhor.

23. Abateu a minha força no caminho; abreviou os meus dias.

24. Dizia eu: Meu Deus, não me leves no meio dos meus dias, os Teus anos são por todas as gerações.

25. Desde a antiguidade fundaste a Terra, e os céus são obra das Tuas Mãos.

26. Eles perecerão, mas Tu permanecerás; todos eles se envelhecerão como um vestido; como roupa os mudarás, e ficarão mudados.

27. Porém Tu és o mesmo, e os Teus anos nunca terão fim.

28. Os filhos dos Teus servos continuarão, e a sua semente ficará firmada perante Ti.

17 março 2012

We Are The World

USA FOR AFRICA








HAITI 2010


16 março 2012

A Lenda da Caridade (Pelo Espírito Meimei. Livro: "Seara de Fé". Psicografia: Chico Xavier)

























Diz interessante lenda do Plano Espiritual que, a princípio, no mundo se espalharam milhares de grupos humanos, nas extensas povoações da Terra.

O Senhor endereçava incessantes mensagens de paz e bondade às criaturas, entretanto, a maioria se desgarrou no egoísmo e no orgulho.

A crueldade agravava-se, o ódio explodia...

Diligenciando solução ao problema, o Celeste Amigo chamou o Anjo Justiça,que entrou em campo,e,de imediato,inventou o sofrimento.

Os culpados passaram a resgatar os próprios delitos, a preço de enormes padecimentos.

O Senhor aprovou os métodos da Justiça, que reconheceu indispensáveis ao equilíbrio da Lei; no entanto, desejava encontrar um caminho menos espinhoso para a transformação dos espíritos sediados na Terra, já que a dor deixava comumente um rescaldo de angústia a gerar novos e pesados conflitos.

O Divino Companheiro solicitou concurso ao Anjo Verdade, que estabeleceu, para logo, os princípios da advertência.

Tribunas foram erguidas, por toda parte, e os estudiosos do relacionamento humano começaram a pregar sobre os efeitos do mal e do bem, compelindo os ouvintes à aceitação da realidade.

Ainda assim, conquanto a excelência das lições propagadas repontavam dúvidas em torno dos ensinamentos de virtude, suscitando atrasos altamente prejudiciais aos mecanismos da elevação espiritual.

O Senhor apoiou a execução dos planos ideados pelo Anjo da Verdade, observando que as multidões terrestres não deveriam viver ignorando o próprio destino.

No entanto, a compadecer-se dos homens que necessitavam reforma íntima sem saberem disso, solicitou cooperação do Anjo do Amor, à busca de algum recurso que facilitasse a jornada dos seus tutelados para os Cimos da Vida.

O novo emissário criou a caridade, e iniciou-se profunda transubstanciação de valores.

Nem todas as criaturas lhe admitiam o convite e permaneciam, na retaguarda, matriculados nas tarefas da Justiça e da Verdade, das quais hauriam a mudança benemérita, em mais longo prazo, mas todas aquelas criaturas que lhe atenderam as petições, passaram a ver e auxiliar doentes por obsessões, paralíticos e mutilados, cegos e infelizes, os largados à rua e os sem ninguém.

O contato recíproco gerou precioso câmbio espiritual.

Quantos conduziam alimento e agasalho, carinho e remédio para os companheiros infortunados...recebiam deles, em troca, os dons da paciência e da compreensão, da tolerância e da humildade, e, sem maiores obstáculos, descobriram a estrada para a convivência com os Céus.

O Senhor louvou a Caridade, nela reconhecendo o mais importante processo de orientação e sublimação, a benefício de quantos usufruem a escola da Terra.

Desde então, funcionam, no mundo, o sofrimento, podando as arestas dos companheiros revoltados: a doutrinação informando aos espíritos indecisos quanto as melhores sendas de ascensão às Bênçãos Divinas; e a Caridade iluminando a quantos consagram ao amor pelos semelhantes, redimindo sentimentos e elevando almas, porque, acima de todas as forças que renovam os rumos da criatura, nos caminhos humanos, a Caridade é a mais vigorosa, perante Deus, porque é a única que atravessa as barreiras da inteligência e alcança os domínios do coração.

14 março 2012

Apenas um Observador (Pelo Espírito Joanna De Ângelis. Psicografia: Divaldo Pereira Franco)



















Não és um observador distante da vida.

Estás na condição de membro do organismo universal,investido de tarefas e responsabilidades, de cujo desempenho, por ti, resultarão a ordem e o sucesso de muitas coisas.

A postura de quem observa de fora produz enfoques e conclusões equivocados.

No entanto, a participação consciente dá medida correta e propicia melhor compreensão dos dados ao alcance.

Considera-te pessoa valiosa no conjunto da Criação, tornando-te, cada dia, mais atuante na Obra do Pai; e fazendo-a melhor conhecida e mais considerada, tu és herdeiro de Deus, e o Universo, de alguma forma, te pertence.

12 março 2012

Pagar Até o Último Ceitil (Pelo Espírito Bezerra de Menezes. Psicografia: Chico Xavier)


















“Digo-te que dali não sairás enquanto não tiveres pago até o último ceitil!”

O Mestre reportava-se a resgates dolorosos, a difíceis prestações de contas e as conseqüências desastrosas de atos irrefletidos, quando assim falou. Entretanto, essas mesmas palavras se aplicam também ao recebimento de verdadeiras recompensas pelos atos bons, à prestação de contas com juros, até no campo do bem e com vistas a prêmios concedidos a trabalhadores dignos.

É isso que faz com que os nossos corações exultem de alegria e felicidade em meditar que agora somos um pouquinho mais esclarecidos na faceta do amor que tempera a justiça.

Bem sabeis que, primitivamente, a palavra justiça inspirava temor, evocava castigo e até mesmo o inferno considerado sem fim. Entretanto, agora que a luz da Terceira Revelação ilumina toda a Terra, quando não seja claramente em livros ou palestras, pelo menos no íntimo das consciências que aos poucos despertarão para a realidade da vida e da possibilidade da comunicação entre os dois planos.

Em nossa época, repetimos, é imenso o nosso regozijo, porque vemos quão blasfema era a idéia de um castigo sem remissão e como a justiça se ocupava quase que exclusivamente em maltratar e punir.

Hoje porém, temos os olhos mais abertos para o amor de Deus.

Como não cessa Ele de distribuir prêmios, bênçãos e alegria, vos pedimos que confieis nessa justiça imensa e nesse amor infinito, que não deixa passar a menor ação sem abençoar e sem conduzir para caminho reto, quando se trata de ação d’Ele desviada.

Elevemos o coração ao Pai com gratidão imensa e peçamos para que todos que não compreendem a Divina Justiça, venham fazê-lo em breve tempo.

Assim seja!

11 março 2012

Apresentações (Pelo Espírito André Luiz. Livro: "Sinal Verde". Psicografia: Chico Xavier)


















Em se vendo objeto de apresentação, não deve enunciar seus títulos e lances autobiográficos, mas se você apresenta alguém, é justo lhe decline o valor sem afetação.

Diante de algum apontamento desairoso para com os ausentes, recorde o impositivo do respeito e da generosidade para com eles.

Nunca impossível descobrir algo de bom em alguém ou em alguma situação para o comentário construtivo.

Qualquer criatura que se mostre necessitada de pedir-lhe um favor, é um teste para a sua capacidade de entendimento e para os seus dotes de educação.

Um mendigo é um companheiro no caminho a quem talvez amanhã tenhamos de solicitar apoio fraterno.

A criança desprotegida que encontramos na rua não é motivo para revolta ou exasperação, e sim um apelo para que trabalhemos com mais amor pela edificação de um mundo melhor.

Não adianta reprimenda para o irmão embriagado, de vez que ele, por si mesmo, já se sabe doente e menos feliz.

Toda vez que você destaque o mal, mesmo inconscientemente, está procurando arrasar o bem.

Não critique, auxilie.

Para qualquer espécie de sofrimento é possível dar migalha de alívio e amparo, ainda quando semelhante migalha não passe de um sorriso de simpatia e compreensão.

07 março 2012

Para Refletir (Salmo 83)
























1.[Cântico e Salmo de Asafe] Ò Deus, não estejas em silêncio; não Te cales, nem Te aquietes, ó Deus,

2. Porque eis que Teus inimigos fazem tumulto, e os que Te odeiam levantaram a cabeça.

3. Tomaram astuto conselho contra o Teu povo, e consultaram contra os Teus escondidos.

4. Disseram: Vinde, e desarraiguemo-los para que não sejam nação, nem haja mais memória do nome de Israel.

5. Porque consultaram juntos e unânimes; eles se unem contra Ti:

6. As tendas de Edom, e dos ismaelitas, de Moabe, e dos agarenos,

7. De Gebal, e de Amom, e de Amaleque, a Filístia, com os moradores de Tiro;

8. Também a Assíria se ajuntou com eles; foram ajudar aos filhos de Ló. (Selá.)

9. Faze-lhes como aos midianitas; como a Sísera, como a Jabim na ribeira de Quisom;

10. Os quais pereceram em Endor; tornaram-se como estrume para a terra.

11. Faze aos seus nobres como a Orebe, e como a Zeebe; e a todos os seus príncipes, como a Zebá e como a Zalmuna,

12. Que disseram: Tomemos para nós as casas de Deus em possessão.

13. Deus meu, faze-os como um tufão, como a aresta diante do vento.

14. Como o fogo que queima um bosque, e como a chama que incendeia as brenhas,

15. Assim os persegue com a Tua tempestade, e os assombra com o Teu torvelinho.

16. Encham-se de vergonha as suas faces, para que busquem o Teu Nome,Senhor.

17. Confundam-se e assombrem-se perpetuamente; envergonhem-se, e pereçam,

18. Para que saibam que Tu, a quem só pertence o nome de Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra.

03 março 2012

Para Refletir (Ezequiel 36:26)

















E vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne".