17 dezembro 2011

Árvores (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Levantar e Seguir". Psicografia: Chico Xavier)



















"E levantando ele os olhos,disse: Vejo os homens,pois os vejo como árvores que andam" (Marcos 8:24)




O cego de Bethsaida, retomando os dons sagrados da vista, proferiu observações de grande interesse.

Sua comparação é das mais belas.

O reino das árvores apresenta silenciosas mensagens aos que saibam ouvi-lo.

Qual acontece, no caminho das criaturas, existem árvores de todos os feitios.

Vêem-se as que se cobrem apenas de ramos farfalhados à maneira dos homens palavrosos; as tortuosas, copiando os seres indecisos, ensaiando passos para o ingresso nas estradas retilíneas; as de tronco espinhoso, imitando os rito'>espíritos mais ásperos e ainda envenenados; as frutíferas que auxiliam carinhosamente as criaturas, não obstante os golpes e incompreensões recebidos, dando a idéia das almas santificadas, que servem ao Bem e à Verdade, no silencio divino.

Nessa flora, como os seres ignorantes e grosseiros que ainda não chegaram a ser homens espirituais, não obstante a sua forma física, existem igualmente as plantas invasoras e parasitarias que não chegaram a ser árvores, apesar da forma verde de suas folhas.

Quem não terá visto, alguma vez, a erva daninha, tentando sufocar a laranjeira, imitando as lutas da estrada humana?

Quem não terá observado a trepadeira fascinante, florindo na coroa de uma árvore centenária, dando a impressão de ser tão alta e de tronco tão robusto, quanto ela?

Que homem não terá reconhecido o ataque das plantas minúsculas que costumam esconder as estradas e invadir as propriedades ao abandono?

O plano dos vegetais oferece às criaturas lições de profundo valor.

Se já podes ver, como aquele cego feliz de Bethsaida, procura ser um elemento útil e digno, entre as árvores que andam.

16 dezembro 2011

A Quem Mais Tem (Pelo Espírito Batuíra. Livro: "Mais Luz". Psicografia: Chico Xavier)


















Meus Filhos:

Deus nos inspire sempre.

Estudemos o ensinamento de Jesus: “A quem mais tem, mais se dará.”

Vejamos:

Mais caridade – mais bêncão.

Mais tolerância – mais compreensão.

Mais esperança – mais fé.

Mais esforço – mais experiência.

Mais paciência – mais realização.

Mais obediência – mais liberdade.

Mais estudo – mais discernimento.

Mais gentileza – mais cooperação.

Mais fraternidade – mais alegria.

Mais abnegação – mais luz.

Mais sacrifício – mais conquista.

Mais desprendimento – mais posse espiritual.

Mais atenção – mais respeito.

Mais serenidade – mais visão.

Mais utilidade – mais auxílio.

Mais boa vontade – mais triunfo.

Mais resignação – mais entendimento.

Mais conhecimento – mais responsabilidade.

Mais correção – mais encargos.

Mais vigilância – mais acerto.

Mais perdão – mais apoio.

Mais disciplina – mais eficiência.

Mais humildade – mais força.

Em suma, é imperioso reconhecer que quanto mais serviço ao próximo – mais vizinhança do Cristo, e quanto mais trabalho – mais crédito.

Observemos, assim, que onde se encontre a criatura humana, em marcha ascendente para a vida superior, surgem problemas e problemas.

E para que venhamos alcançar as devidas soluções será necessário trabalhar e trabalhar cada vez mais.

15 dezembro 2011

Piedade (Pelo Espírito André Luiz. Livro: "Sol na Alma". Psicografia: Chico Xavier)

























Piedade,na maior parte dos modos com que nos acostumamos a cultivá-la, exige revisão.

Usamo-la, por vezes, como se desenrolássemos a frase em forma de chibata, vergastando a quem nos aguarda o consolo ou qual se entregássemos a moeda beneficente aquecida em ponto de brasa, queimando as mãos que a recebem.

"Graças a Deus, nunca sofri penúria", dizemos, de escantilhão, a companheiros que esmolam socorro material, dando a entender que Deus lhes seria perseguidor e não Pai.

"Dou sempre o que posso, embora saiba que há malandros em toda parte", proclamamos com altivez diante do irmão que nos solicita o concurso, esquecidos de que assim falando estamos a situá-lo nos meandros de vadiagem.

Visitamos uma viúva e perguntamos de chofre se o marido desencarnado lhe deixou montepio, indiferentes à dor da mulher que se vê solitária, aspirando recolher palavras de fé ao invés de comentários sobre dinheiro.

Em algumas ocasiões, ingressamos num hospital a título de fazer assistência e levamos lenço ao nariz ou recuamos perante o doente que a enfermidade carcome, sem considerar a posição vexatória com que lhe rebaixamos os sentimentos.

Piedade não é alguém supor reconfortar a outro alguém, ilhando-se em virtude hipotética.

Em muitos casos, a compaixão que deitamos assemelha-se à soda cáustica: branca na aplicação e corrosiva no efeito.

A golpes de orgulho presumimos animar e desencorajamos, cremos suprir dificuldades e agravamos problemas, por ausência de tato e delicadeza.

Piedade é caridade,e caridade é amor.

O amor coloca-se na posição dos que sofrem para servir.

Imaginemo-nos na luta dos outros e reflitamos na maneira ideal com que estimaríamos recolher-lhes o auxílio.

Não raro, os que se encontram nas sombras da provação não mais precisam de nossas dádivas, nem de nossas meras palavras; esperam tão-somente por nosso coração com a ansiedade e o enternecimento de quem aguarda uma luz...

14 dezembro 2011

Agradece (Pelo Espírito Meimei. Psicografia: Chico Xavier)




















Agradece as mãos que te constróem a existência, decorando-a com as tintas da alegria e da esperança, mas endereça os teus pensamentos de gratidão àquelas outras que te ferem com os espinhos da incompreensão, ensinando-te a conviver e a servir.

Agradece as vozes que te embalam os anseios, entretecendo hinos de paz e amor com que te inspiram as melhores realizações, no entanto, envia as tuas vibrações de reconhecimento àquelas outras que te exageram essa ou aquela falha, induzindo-te a compreender e a perdoar.

Agradece aos amigos que te proporcionam mesa farta, impulsionando-te a pensar na abastança da Terra, mas não recuses respeito àqueles que, em algum tempo, te sonegaram o pão, levando-te a prestigiar a fraternidade e a beneficência.

Agradece aos irmãos que te reconhecem a nobreza de sentimentos, louvando-te o trabalho, entretanto, não olvides o apreço que se deve àqueles outros que te menosprezam, auxiliando-te a descobrir os tesouros da humildade e da tolerância.

Certa feita, um pedaço de carbono sumido no monturo pediu a Deus o levasse para a superfície da Terra, a fim de ser mais útil. O Supremo Senhor ouviu-lhe a súplica e determinou fosse ele detido no subsolo para a devida maturação.

O minério humilde aceitou a resposta e permaneceu na clausura, por séculos e séculos, suportando a química da natureza com o assalto constante dos vermes que habitavam o chão.

Chegou, por fim, o tempo em que o Criador mandou arrancá-lo para atender-lhe aos ideais. Instrumentos de perfuração exumaram-no a golpes desapiedados e o lapidário cortou-lhe o corpo, de vários modos, em minucioso burilamento.

Mas quando o carbono sublimado surgiu, de todo, aos olhos do mundo, Deus o havia transformado no brilhante, que passou a brilhar, entre os homens, parecendo uma flor do arco-íris com o fulgor das estrelas.

13 dezembro 2011

Louvada Sejas (Pelo Espírito Auta de Souza. Livro: "Auta de Souza". Psicografia: Chico Xavier)



















Louvada sejas, mão que a penúria suprimes
E espalhas sem cessar a Divina Presença!
És caridade - a luz em que o Céu se condensa.
Entre bênçãos de paz e júbilos sublimes!...

Mão que socorres, dás, amparas desoprimes,
Afagas, Curas, Crês, serves sem recompensa.
Fazes.te sol de amor na escuridão mais densa!...
Incontáveis na estrada as dores que redimes!...

Mão que constróis, apóias, iluminas.
Em ti a Terra sobe às amplidões divinas.
Por ti Deus fala ao mundo em todas as igreja!...

Inda que o mal te zurra, escarneça ou degrade.
Seja onde seja, em tudo, és sempre caridade!...
Mão que lembras Jesus, engrandecida sejas!...

12 dezembro 2011

A Sós Com Os Outros (Pelo Espírito Joanna De Ângelis. Livro: "Dimensões da Verdade". Psicografia: Divaldo Pereira Franco)
























Não te creias a sós,embrulhando os sonhos que acalentavas nos pesados tecidos da revolta.

Há tantos solitários que não se resolvem a arrebentar as amarras do egoísmo para serem úteis a alguém!

Sê tudo quem consiga esse fanal.

O lago plácido e sonhador, que reflete o céu de astros pulverizado qual espelho precioso, desfaz-se ante o batráquio que nele se arremessa, apagando a ilusão da beleza.

Desejarias felicidade contemplativa cercado de carinhos, inútil, refletindo sonhos impossíveis.

No entanto, enquanto te crês solitário e triste, frustrado nos anseios que acalentavas, perdes os olhos nas tintas carregadas do pessimismo e não vês aqueles olhos que te fitam inquietos, desejando acercar-se de ti, sem oportunidade de fazê-lo.

A semente, que se sente desventurada numa arca de mogno e bronze valiosos, desdobra-se em bênçãos para muitos quando acolhida pelo solo que lhe oferece destino.

A água morta entre sombras alimenta a vida, se vai depurada.

O monturo desprezível enriquece-se de perfume quando agasalho os bulbos do lírio.

O coração ao teu lado, na vida diária, é a sublime meta da tua oportunidade no corpo.

Mata a solidão, asfixiando-a nos tecidos leves da cordialidade para com os outros.

Não creias que haja um abismo entre ti e os outros.

Se o vês ou o sentes, lança a ponte da afabilidade e atapeta-a da doçura.

Escorregarão muitos seres imersos no personalismo atormentado das vacuidades da Terra, que se aconchegarão ao país da tua alma, sedentos, necessitados e amigos teus, dando carinho também.

Compreenderás que o receber é efeito do dar, tanto quanto o colher é o resultado do plantar.

A lagarta que teme a metamorfose jamais plainará como borboleta leve, no azul do ar.

A flor que receia o desgaste nunca atingirá a semente que a perpetua.

O amor que se enclausura não amadurecerá em dádivas renovadoras.

Aparecendo à pecadora de Magdala, após a Ressurreição, o Mestre premiou o esforço de quem tanto deu à causa da Mensagem Viva da Fé, a ponto de, vencendo-se a si mesma, oferecer-se entre tormentos íntimos de paixões sem nome que sublimou, para renascer dos escombros qual Circe de luz... E Maria o mereceu, pois que, esquecida do próprio eu, cindiu a casca da autopiedade e da falsa solidão a que muitos a si se impõe, para atirar-se à glória do serviço ao próximo sem fronteira nem limite por amor a Ele.

11 dezembro 2011

Ao Alcance de Todos (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Hora Certa". Psicografia: Chico Xavier)






















Simbolicamente, a paciência é um sedativo da melhor qualidade.

Usando-a, nessa condição, ei-la fazendo prodígios.

Antes de tudo, é vacina contra a irritação, acalmando-nos a vida íntima.

E surge a seqüência de abençoadas derivações.

Resguardando-a conosco, os familiares encontram segurança e tranqüilidade.

Os vizinhos permanecem isentos de inquietações.

Os amigos descansam em nosso convívio.

Discussões negativas e diálogos inconvenientes surpreendem a estação terminal.

Conservando-a, retemos em nós o clima favorável ao cultivo da esperança.

Ao alcance de todos, é por isso que a paciência na farmácia da vida, é o específico da paz.

10 dezembro 2011

A Salvação Inesperada (Pelo Espírito Meimei. Psicografia: Chico Xavier)

























Num país europeu, certa tarde, muito chuvosa, um maquinista, cheio de fé em Deus, começando a acionar a locomotiva com o trem repleto de passageiros para longa viagem, fixou o céu escuro e repetiu, com sentimento, a Oração Dominical.

O comboio percorreu léguas e léguas, dentro das trevas densas, quando, alta noite, ele viu, à luz do farol aceso, alguns sinais que lhe pareceram feitos pela sombra de dois braços angustiados a lhe pedirem socorro.

Emocionado, fez o trem parar de repente, e, seguido de muitos viajantes, correu pelos trilhos de ferro, procurando verificar se estavam ameaçados de algum perigo.

Depois de alguns passos, foram surpreendidos por gigantesca inundação que, invadindo a terra com violência, destruíra a ponte que o comboio deveria atravessar.

O trem fora salvo, milagrosamente.

Tomados de infinita alegria, o maquinista e os viajores procuraram a pessoa que lhes fornecera o aviso salvador, mas ninguém aparecia. Intrigados, continuaram na busca, quando encontraram no chão um grande morcego agonizante. O enorme voador batera as asas, á frente do farol, em forma de dois braços agitados, e caíra sob as engrenagens.

O maquinista retirou-o com cuidado e carinho, mostrou-o aos passageiros assombrados e contou como orara, ardentemente, invocando a proteção de Deus, antes de partir. E, ali mesmo, ajoelhou-se, ante o morcego que acabava antes de morrer, exclamando em alta voz:

Pai Nosso, que estás no céu, santificado seja o Teu nome, venha a nós o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu: o pão nosso de cada dia dá-nos hoje, perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos os nossos devedores, não nos deixes cair em tentação e livra-nos do mal, porque Teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Assim seja.

Quando acabou de orar, grande quietude reinava na paisagem.

Todos os passageiros, crentes e descrentes, estavam ajoelhados, repetindo a prece com amoroso respeito. Alguns choravam de emoção e reconhecimento, agradecendo ao Pai Celestial, que lhes salvara a vida, por intermédio de um animal que infunde tanto pavor às criaturas humanas.

E até a chuva parara de cair, como se o céu silencioso estivesse igualmente acompanhado a sublime oração.

09 dezembro 2011

Os Minutos de Deus (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Escrínio de Luz". Psicografia: Chico Xavier)


















Se é imperioso reconhecer a nossa obrigação de dar a César o que é de César, somos constrangidos a observar que a experiência material reclama excessivamente da criatura.

O homem, quando integrado em suas funções habituais, é convidado a obrigações mil a cada dia.

Preocupações, ansiedades, exigências e ilusões obscurecem a visão da alma encarnada que, pouco a pouco, quase sempre, desce devagar ao abismo largo da tristeza e do desencanto, quando não dispõe dos recursos da fé.

Isso, contudo, acontece vulgarmente, porque raros são os homens que se lembram dos minutos de Deus, no círculo das horas.

Não nos esqueçamos de que o poder humano, seja qual for a sua origem, procede do Eterno Pai, e, se é justo pagar os tributos que nos competem na esfera densa, quando nos envolvemos nos fluidos carnais, ninguém está impedido de libertar-se, em espírito, a fim de procurar o Senhor e fruir-Lhe a bondade infinita.

Inicia a tua obra de auto-libertação, concedendo alguns instantes ao Criador em suas criaturas e em suas edificações, cada dia, distribuindo algo de ti mesmo em amor, em generosidade, em paz, cooperação, bom ânimo e alegria e observarás que o espaço e o tempo do Senhor, em tua vida, crescerão gradativamente, exonerando-te de pesados impostos para com a experiência comum.

Entrega a César o que a ele pertence, mas não olvides as obrigações que nos ligam ao Alto, porque, assim, nos adiantaremos para as Celestes Moradias, confiando os nossos melhores sentimentos ao culto da fraternidade, com trabalho espontâneo a benefício dos nossos semelhantes, em toda parte.

Ninguém permanece inibido de cultivar a verdadeira felicidade, que somente floresce e frutifica no santuário do coração.

Consagramos, pois, a Deus, os minutos de bondade e harmonia que devemos improvisar em Seu Nome, em favor da comunidade, dentro da qual evoluímos na luta cotidiana, e o Senhor, em Sua magnanimidade imensurável, nos entregará a Eternidade com libertação imperecível.

08 dezembro 2011

Desprendimento (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Hora Certa". Psicografia: Chico Xavier)
























Se alguém dissesse aos nossos antepassados, na Vida Física, que eles não eram donos absolutos das posses que usufruíam, responderiam com a revolta e a zombaria assinalando-lhes as palavras.

E se acrescentássemos que eram eles simplesmente usufrutuários das propriedades de que se supunham senhores, não acreditariam, prosseguindo na mesma atitude de negação.

Isso, porém, não invalidaria a realidade, porquanto eles todos em momento certo, foram compelidos a transferir patrimônios que retinham a outras mãos.

A reflexão em torno disso, pode auxiliar extensamente aos nossos companheiros atuais em estágio no mundo, porquanto estariam razoavelmente acordados para as Leis que regem a vida.

Admitamos ou não a força desses fatos, a verdade é que todos nós – os espíritos em evolução na Terra – quando no regime da reencarnação, recebemos os bens de que nos servimos, por empréstimos da Providência Divina, que, através deles, não somente nos propicia os benefícios da experiência nos aprendizados do cotidiano, mas também deles se vale para examinar a altura de nossos sentimentos, a nossa criatividade no trabalho, o nosso amor ao desprendimento, em auxílio dos outros, e a nossa capacidade de administração.

07 dezembro 2011

Petição do Servo (Pelo Espírito Des Touches. Livro:"Tempo e Amor". Psicografia: Chico Xavier)
























Senhor!

Em verdade, não posso ser a lâmpada que clareia o caminho, mas, se me amparas, consigo ser a candeia singela capaz de orientar o rumo de algum viajante transviado na floresta da vida.

Não posso ser a fonte que dessedenta quantos atravessem as estradas do mundo, no entanto, se me auxilias, consigo ser a concha de água limpa, suscetível de socorrer um doente relegado ao abandono.

Não posso ser a árvore benfeitora que se entrega ao faminto em plenitude de bondade, entretanto, se me ajudas, posso ser a migalha de amor que suprima a penúria de um companheiro desfalecente de angústia.

Não posso ser a casa acolhedora que albergue todos os deserdados da Terra, entregues às surpresas amargas da noite, mas, se me apóias, consigo ser a mão que se estende ao amigo menos feliz para doar-lhe o calor de Tua bênção e dizer-lhe ao coração abatido — “Deus te abençoe!”.

Senhor, reconheço-me pequenino servo de Tua causa, no entanto, Contigo, a esperança brilhará em minha alma e, com semelhante amparo, seguirei à frente, trabalhando e servindo, no bendito anonimato de minha pequenez, a fim de louvar-Te sempre e esperar, agindo e abençoando, a construção da Terra Mais Feliz.

06 dezembro 2011

Na Construção do Futuro (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Livro da Esperança". Psicografia: Chico Xavier)


























“Respondeu Jesus: O Meu Reino não é deste mundo...”

Jesus (João, 18: 36)



“Todo cristão, pois, firmemente crê na vida futura, mas a ideia que muitos fazem dela é ainda vaga, incompleta e por isso mesmo, falsa em diversos pontos.Para grande número de pessoas, não há, a tal respeito, mais de que uma crença, balda de certeza absoluta, donde as dúvidas e mesmo a incredulidade, O Espiritismo veio completar, nesse ponto, como em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o, quando os homens já se mostram maduros bastante para apreenderem a verdade.”

(Cap. 11, Item 3)



Esperavas pelos irmãos do caminho a fim de te entregares à construção da Terra melhor, e quedaste, muita vez, em amargoso desalento porque tardem a vir.

Observa, porém, a estrada longa da evolução, para que o entendimento te pacifique.

Milhares deles são corações de pensamento verde que te rogam apoio, e outros muitos seguem trilha adiante, inibidos por névoas interiores que desconhecem.

Repara os que se renderam às lágrimas excessivas.

Choraram tanto que turvaram os olhos,não mais divisando os companheiros infinitamente mais desditosos a lhes suplicarem auxilio nas vascas da aflição.

Contempla os que passam vaidosos sem saberem utilizar, construtivamente, os favores da fortuna.

Habituaram-se tanto às enganosas vantagens da moeda abundante,que perderam o senso íntimo.

Enumera os que se embriagam de poder transitório.

Abusaram tanto da autoridade,que caíram na exaltação da paranóia sem darem conta disso.

Relaciona os que asseveram amar, transformando a afetividade no egoísmo envolvente.

Apaixonaram-se tanto por criaturas e coisas, cultivando exigências,que deliram positivamente sem perceber.

Anota os que avançam, hipnotizados pelas dignidades que receberam do mundo.

Fascinaram-se tanto pelas honras exteriores, que olvidaram os semelhantes a quem lhes compete o dever de servir.

Nenhum deles atrasou por maldade. Foram vítimas da ilusão que frequentemente se agiganta qual imenso nevoeiro na periferia da vida, mas regressarão depois à verdade triunfante para atenderem as tarefas que realizas.

Para todos eles que ainda não conseguiram chegar à grande renovação, é compreensível o adiamento do trabalho a fazer.

Entretanto, nada nos justificaria desânimo ou deserção na Obra do Cristo, porque embora estejamos consideravelmente distantes da sublimação necessária, transportamos conosco o raciocínio lúcido e libertado no sustento da fé.

05 dezembro 2011

Momentos de Luz (Pelo Espírito André Luiz. Livro: "Tempo de Luz”. Psicografia: Chico Xavier)











OBS: Esse livro foi ditado por diversos Espíritos.


Se você está feliz, ore sempre, rogando ao Senhor para que o equilíbrio esteja em seus passos.

Se você sofre, ore para que não lhe falte compreensão e paciência.

Se você está no caminho certo, ore para que não se desvie.

Se você está de espírito marginalizado, sob o risco de queda em despenhadeiros ou perigosos declives, ore para que o seu raciocínio retome a senda justa.

Se você está doente, ore a fim de que a saúde possível lhe seja restituída.

Se você tem o corpo robusto, ore para que as suas forças não se percam.

Se você está trabalhando, ore pedindo a Deus lhe conserve a existência no privilégio de servir.

Se você permanece ausente da atividade, ore, solicitando aos Mensageiros do Senhor lhe auxiliem a encontrar ou reencontrar a felicidade da ação para o bem.

Se você já aprendeu a perdoar as ofensas, ore para que prossiga cultivando semelhante atitude.

Se você reprova ou condena alguém, ore rogando à Divina Providência lhe ajude a entender o que faríamos nós se estivéssemos no lugar de quem caiu ou de quem errou, de modo a aprendermos discernimento e tolerância.

Se você possui conhecimentos superiores, ore para que não lhe falte a disposição de trabalhar, a fim de transmití-los a outrem, sem qualquer idéia de superioridade, reconhecendo que a luz de sua inteligência vem de Deus que no-la concede para que venhamos a fazer o melhor de nosso tempo e de nossa vida, entregando-nos, porém, à responsabilidade de nossos próprios atos.

Se você ainda ignora as verdades da vida, ore para que o seu espírito consiga assimilar as lições que o Mais Alto lhe envia.

Ore sempre.

A oração é o momento de luz, nas obscuridades e provas do caminho de aperfeiçoamento em que ainda nos achamos, para o nosso encontro íntimo com o amparo de Deus.

04 dezembro 2011

Dia de Iansã






















Saravá, Iansã, a grande guerreira,

Orixá do raio e do vento, que ajuda com sua energia vencer as lutas e as dificuldades.

Saravá, Senhora Rainha dos Ventos, proteja a todos nós.

Oyá, Deusa do rio Niger, Senhora dos Ventos e das Tempestades.

Coloco em tuas mãos, minhas ações na luz de tua luz, eu te consagro todos os minutos e horas desse dia, meus trabalhos, minhas preocupações, meus desejos, os meus lazeres são teus.

Dai–me hoje a tua luz poderosa, para que eu compreenda todo bem que preciso fazer, e tenha força para não ceder ao mal que tenta bater em minha porta.

Que eu consiga ser mais fraterno, mais irmão, mais compreensivo e capaz de perdoar.

Dirija meus passos no caminho do bem e do amor, e que hoje, mais que ontem, todos nós possamos contar com a tua orientação,com a tua benção,e com o teu amor.

Com tua espada haveremos de cortar as demandas dos invejosos, dos falsos, dos inimigos, dos olhos grandes, que necessitam enxergar a verdade.

Dando conformação àqueles que sofrem, com a força dos teus raios, nós te pedimos que acenda a chama da vida dos que estão desenganados,e dê a eles força para continuar lutando na cura de seus males.

Saravá, Iansã, Majestosa Senhora, a vossa proteção,em vosso louvor,em brado,unidos, saudamos.

Que a força de Yansã esteja com todos sempre! Amém.

Pelo Bem do Planeta

03 dezembro 2011

Marcados (Pelo Espírito Joanna De Ângelis. Livro: "Messe de Amor". Psicografia: Divaldo Pereira)

















Acerca-te dos vencidos para auxiliar. Não creias, porém, que eles sejam apenas os companheiros que tombaram na luta e se encontram caídos na estrada, tomados pelo desalento e o pessimismo.

Concentra a tua atenção e com os olhos do espírito surpreenderás muitos deles ao teu lado, guardando aparência robusta e provocando ruído para esconderem as marcas da infelicidade.

Todavia, é imprescindível amar para ajudar com eficiência.

Alguns são amigos assinalados por desastres e acidentes morais, que o ferrete da Lei Divina atingiu, expungindo, recalcados, os pesados débitos...

Outros são irmãos marcados por enfermidades cruéis, que lhes desorganizam o aparelho digestivo, desviando-lhes o tubo excretor...

Vários são companheiros vitimados por heranças físicas, que os olhos do mundo não alcançam, guardadas em tecidos caros, recuperando o pretérito...

Diversos são os corações solitários, que se reajustam aos impositivos de afeições angustiosas, renovando o panorama da mente enferma...

Outros tantos são espíritos de procedências várias, perturbados por sinais vigorosos que os prostram, no silêncio, aniquilando-lhes a esperança...

Todos eles necessitam de ungüento para as marcas dolorosas, que funcionam como corretivos santificantes.

Quando os encontres, não os atormentes mais com indagações desnecessárias, ferindo-lhes as úlceras com estiletes de curiosidade negativa.

Viajores do tempo, nas estações da Terra, possuímos nossos sinais e marcas que nos dilaceram as fibras íntimas.

Antes que desfaleçam esses marcados, podes fazer algo em benefício deles.

Mais tarde surgirá novo dia, oportunidade nova de caminhar e, embora sejas convidado a ajudar, orando, não poderás prever se, de um para outro momento, será convidado pela Lei a carregar mais vigorosa marca...

02 dezembro 2011

A Parentela Corporal e a Parentela Espiritual (Allan Kardec. Livro: "O Evangelho Segundo O Espiritismo")
























Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências (Capitulo IV, no.13).

Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente expressa em a narração de São Marcos, que diz terem eles o propósito de se apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este perdera o espírito. Informado da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era natural que Jesus dissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: "Eis aqui meus verdadeiros irmãos." Embora na companhia daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma implica haja pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como Espírito, que só indiferença lhe merecia. Provou suficientemente o contrário em várias outras circunstâncias.

01 dezembro 2011

A Grande Pergunta (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Caminho,Verdade e Vida". Psicografia: Chico Xavier)

















E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que Eu digo?
- Jesus. (LUCAS, 6:46)


Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.

Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em Seu Evangelho de Amor e Luz.

É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.

Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.

Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em Seu Verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.

Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.

É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o Nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do Seu Verbo sublime.

30 novembro 2011

A Bênção do Trabalho (Pelo Espírito Meimei. Livro: "Pai Nosso". Psicografia: Chico Xavier)





















É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.

Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.

Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.

Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a humanidade e nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de mãe.

O trabalho é uma instituição de Deus.

É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.

Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.

Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.

Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a humanidade e nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de mãe.

O trabalho é uma instituição de Deus.

SENDA DE PERFEIÇÃO

Quem move as mãos no serviço,
Foge à treva e à tentação.
Trabalho de cada dia
É senda de perfeição.

29 novembro 2011

Na Presença do Cristo (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Livro da Esperança". Psicografia: Chico Xavier)











“Em verdade vos digo que o Céu e a Terra não passarão sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único jota e um único ponto.”
Jesus (Mateus, 5:18)


“O Cristo foi o Iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico Cristã, que há-de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos; que há de fazer brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma perfeita moral, enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam.”

(Cap. 1, item: 9)



A ciência dos homens vem liquidando todos os problemas, alusivos ao reconforto da Humanidade.

Observou a escravidão do homem pelo próprio homem e dignificou o trabalho, através de leis compassivas e justas.

Reconheceu o martírio social da mulher que as civilizações mantinham em multimilenário regime de cativeiro e conferiu-lhe acesso às universidades e profissões.

Inventariou os desastres morais do analfabetismo e criou a grande imprensa.

Viu que a criatura humana tombava prematuramente na morte, esmagada em actividade excessiva pela própria sustentação e deu-lhe a força motriz.

Examinou o insulamento dos cegos e administrou-lhes instrução adequada.

Catalogou os delinquentes por enfermos transformou prisões em penitenciárias escolas.

Comoveu-se, diante das moléstias contagiosas, e fabricou a vacina.

Emocionou-se, perante os feridos e doentes desesperados, e inventou a anestesia.

Anotou os prejuízos da solidão e construiu máquinas poderosas que interligassem os continentes.

Analisou o desentendimento sistemático que oprimia as nações e ofereceu-lhes o livro e o telégrafo, o rádio e a televisão que as aproxima na direção de um mundo só.

Entretanto, os vencidos da angústia aglomeram-se na Terra de hoje como enxameavam na Terra de ontem...

Articulam-se todas as formas e despontam de todas as direções.

Perderam o emprego, que lhes garantia a estabilidade familiar e desorientam-se abatidos; à procura de pão, foram despejados de teto, hipotecado a solução de constringentes necessidades e vagueiam sem rumo.

Encontram-se despojados de esperança pela deserção dos afectos mais caros e abeiram-se do suicídio.

Caíram em perigosos conflitos da consciência e aguardam leve sorriso que os reconforte.

Envelheceram sacrificados pelas exigências de filhos queridos que lhes renegaram a convivência nos dias da provação e amargam doloroso abandono.

Adoeceram gravemente e viram-se transferidos da equipe domestica para os azares da mendicância.

Transviaram-se no pretérito e renasceram, trazendo no próprio corpo os sinais aflitivos das culpas que resgatam, pedindo cooperação.

Despediram-se dos que mais amavam no frio portal do túmulo e carregam os últimos sonhos da existência cadaverizados agora no esquife do próprio peito.

Abraçaram tarefas de bondade e ternura e são mulheres supliciadas de fadiga e de pranto, conduzindo os filhinhos que alimentam à custa das próprias lágrimas.

Gemem, discretos, e surgem na forma de crianças, desprezadas, à maneira de flores que a ventania quebrou, desapiedada, no instante do amanhecer.

Para eles, os que tombaram no sofrimento moral, a ciência dos homens não dispõe de recursos.

É por isso que Jesus, ao reuni-los em multidão, no topo do monte, desfraldou a bandeira da caridade, e proclamando as bem-aventuranças eternas, no-los entregou por filhos do coração...

Companheiro da Terra, quando estendes uma palavra consoladora ou um abraço fraterno, uma gota de bálsamo ou uma concha de sopa, aliviando os que choram, estás diante deles, na presença do Cristo, com quem aprendemos que o único remédio capaz de curar as angústias da vida nasce do amor, que derrama, sublime, da ciência de Deus.