09 dezembro 2011

Os Minutos de Deus (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Escrínio de Luz". Psicografia: Chico Xavier)


















Se é imperioso reconhecer a nossa obrigação de dar a César o que é de César, somos constrangidos a observar que a experiência material reclama excessivamente da criatura.

O homem, quando integrado em suas funções habituais, é convidado a obrigações mil a cada dia.

Preocupações, ansiedades, exigências e ilusões obscurecem a visão da alma encarnada que, pouco a pouco, quase sempre, desce devagar ao abismo largo da tristeza e do desencanto, quando não dispõe dos recursos da fé.

Isso, contudo, acontece vulgarmente, porque raros são os homens que se lembram dos minutos de Deus, no círculo das horas.

Não nos esqueçamos de que o poder humano, seja qual for a sua origem, procede do Eterno Pai, e, se é justo pagar os tributos que nos competem na esfera densa, quando nos envolvemos nos fluidos carnais, ninguém está impedido de libertar-se, em espírito, a fim de procurar o Senhor e fruir-Lhe a bondade infinita.

Inicia a tua obra de auto-libertação, concedendo alguns instantes ao Criador em suas criaturas e em suas edificações, cada dia, distribuindo algo de ti mesmo em amor, em generosidade, em paz, cooperação, bom ânimo e alegria e observarás que o espaço e o tempo do Senhor, em tua vida, crescerão gradativamente, exonerando-te de pesados impostos para com a experiência comum.

Entrega a César o que a ele pertence, mas não olvides as obrigações que nos ligam ao Alto, porque, assim, nos adiantaremos para as Celestes Moradias, confiando os nossos melhores sentimentos ao culto da fraternidade, com trabalho espontâneo a benefício dos nossos semelhantes, em toda parte.

Ninguém permanece inibido de cultivar a verdadeira felicidade, que somente floresce e frutifica no santuário do coração.

Consagramos, pois, a Deus, os minutos de bondade e harmonia que devemos improvisar em Seu Nome, em favor da comunidade, dentro da qual evoluímos na luta cotidiana, e o Senhor, em Sua magnanimidade imensurável, nos entregará a Eternidade com libertação imperecível.

08 dezembro 2011

Desprendimento (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Hora Certa". Psicografia: Chico Xavier)
























Se alguém dissesse aos nossos antepassados, na Vida Física, que eles não eram donos absolutos das posses que usufruíam, responderiam com a revolta e a zombaria assinalando-lhes as palavras.

E se acrescentássemos que eram eles simplesmente usufrutuários das propriedades de que se supunham senhores, não acreditariam, prosseguindo na mesma atitude de negação.

Isso, porém, não invalidaria a realidade, porquanto eles todos em momento certo, foram compelidos a transferir patrimônios que retinham a outras mãos.

A reflexão em torno disso, pode auxiliar extensamente aos nossos companheiros atuais em estágio no mundo, porquanto estariam razoavelmente acordados para as Leis que regem a vida.

Admitamos ou não a força desses fatos, a verdade é que todos nós – os espíritos em evolução na Terra – quando no regime da reencarnação, recebemos os bens de que nos servimos, por empréstimos da Providência Divina, que, através deles, não somente nos propicia os benefícios da experiência nos aprendizados do cotidiano, mas também deles se vale para examinar a altura de nossos sentimentos, a nossa criatividade no trabalho, o nosso amor ao desprendimento, em auxílio dos outros, e a nossa capacidade de administração.

07 dezembro 2011

Petição do Servo (Pelo Espírito Des Touches. Livro:"Tempo e Amor". Psicografia: Chico Xavier)
























Senhor!

Em verdade, não posso ser a lâmpada que clareia o caminho, mas, se me amparas, consigo ser a candeia singela capaz de orientar o rumo de algum viajante transviado na floresta da vida.

Não posso ser a fonte que dessedenta quantos atravessem as estradas do mundo, no entanto, se me auxilias, consigo ser a concha de água limpa, suscetível de socorrer um doente relegado ao abandono.

Não posso ser a árvore benfeitora que se entrega ao faminto em plenitude de bondade, entretanto, se me ajudas, posso ser a migalha de amor que suprima a penúria de um companheiro desfalecente de angústia.

Não posso ser a casa acolhedora que albergue todos os deserdados da Terra, entregues às surpresas amargas da noite, mas, se me apóias, consigo ser a mão que se estende ao amigo menos feliz para doar-lhe o calor de Tua bênção e dizer-lhe ao coração abatido — “Deus te abençoe!”.

Senhor, reconheço-me pequenino servo de Tua causa, no entanto, Contigo, a esperança brilhará em minha alma e, com semelhante amparo, seguirei à frente, trabalhando e servindo, no bendito anonimato de minha pequenez, a fim de louvar-Te sempre e esperar, agindo e abençoando, a construção da Terra Mais Feliz.

06 dezembro 2011

Na Construção do Futuro (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Livro da Esperança". Psicografia: Chico Xavier)


























“Respondeu Jesus: O Meu Reino não é deste mundo...”

Jesus (João, 18: 36)



“Todo cristão, pois, firmemente crê na vida futura, mas a ideia que muitos fazem dela é ainda vaga, incompleta e por isso mesmo, falsa em diversos pontos.Para grande número de pessoas, não há, a tal respeito, mais de que uma crença, balda de certeza absoluta, donde as dúvidas e mesmo a incredulidade, O Espiritismo veio completar, nesse ponto, como em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o, quando os homens já se mostram maduros bastante para apreenderem a verdade.”

(Cap. 11, Item 3)



Esperavas pelos irmãos do caminho a fim de te entregares à construção da Terra melhor, e quedaste, muita vez, em amargoso desalento porque tardem a vir.

Observa, porém, a estrada longa da evolução, para que o entendimento te pacifique.

Milhares deles são corações de pensamento verde que te rogam apoio, e outros muitos seguem trilha adiante, inibidos por névoas interiores que desconhecem.

Repara os que se renderam às lágrimas excessivas.

Choraram tanto que turvaram os olhos,não mais divisando os companheiros infinitamente mais desditosos a lhes suplicarem auxilio nas vascas da aflição.

Contempla os que passam vaidosos sem saberem utilizar, construtivamente, os favores da fortuna.

Habituaram-se tanto às enganosas vantagens da moeda abundante,que perderam o senso íntimo.

Enumera os que se embriagam de poder transitório.

Abusaram tanto da autoridade,que caíram na exaltação da paranóia sem darem conta disso.

Relaciona os que asseveram amar, transformando a afetividade no egoísmo envolvente.

Apaixonaram-se tanto por criaturas e coisas, cultivando exigências,que deliram positivamente sem perceber.

Anota os que avançam, hipnotizados pelas dignidades que receberam do mundo.

Fascinaram-se tanto pelas honras exteriores, que olvidaram os semelhantes a quem lhes compete o dever de servir.

Nenhum deles atrasou por maldade. Foram vítimas da ilusão que frequentemente se agiganta qual imenso nevoeiro na periferia da vida, mas regressarão depois à verdade triunfante para atenderem as tarefas que realizas.

Para todos eles que ainda não conseguiram chegar à grande renovação, é compreensível o adiamento do trabalho a fazer.

Entretanto, nada nos justificaria desânimo ou deserção na Obra do Cristo, porque embora estejamos consideravelmente distantes da sublimação necessária, transportamos conosco o raciocínio lúcido e libertado no sustento da fé.

05 dezembro 2011

Momentos de Luz (Pelo Espírito André Luiz. Livro: "Tempo de Luz”. Psicografia: Chico Xavier)











OBS: Esse livro foi ditado por diversos Espíritos.


Se você está feliz, ore sempre, rogando ao Senhor para que o equilíbrio esteja em seus passos.

Se você sofre, ore para que não lhe falte compreensão e paciência.

Se você está no caminho certo, ore para que não se desvie.

Se você está de espírito marginalizado, sob o risco de queda em despenhadeiros ou perigosos declives, ore para que o seu raciocínio retome a senda justa.

Se você está doente, ore a fim de que a saúde possível lhe seja restituída.

Se você tem o corpo robusto, ore para que as suas forças não se percam.

Se você está trabalhando, ore pedindo a Deus lhe conserve a existência no privilégio de servir.

Se você permanece ausente da atividade, ore, solicitando aos Mensageiros do Senhor lhe auxiliem a encontrar ou reencontrar a felicidade da ação para o bem.

Se você já aprendeu a perdoar as ofensas, ore para que prossiga cultivando semelhante atitude.

Se você reprova ou condena alguém, ore rogando à Divina Providência lhe ajude a entender o que faríamos nós se estivéssemos no lugar de quem caiu ou de quem errou, de modo a aprendermos discernimento e tolerância.

Se você possui conhecimentos superiores, ore para que não lhe falte a disposição de trabalhar, a fim de transmití-los a outrem, sem qualquer idéia de superioridade, reconhecendo que a luz de sua inteligência vem de Deus que no-la concede para que venhamos a fazer o melhor de nosso tempo e de nossa vida, entregando-nos, porém, à responsabilidade de nossos próprios atos.

Se você ainda ignora as verdades da vida, ore para que o seu espírito consiga assimilar as lições que o Mais Alto lhe envia.

Ore sempre.

A oração é o momento de luz, nas obscuridades e provas do caminho de aperfeiçoamento em que ainda nos achamos, para o nosso encontro íntimo com o amparo de Deus.

04 dezembro 2011

Dia de Iansã






















Saravá, Iansã, a grande guerreira,

Orixá do raio e do vento, que ajuda com sua energia vencer as lutas e as dificuldades.

Saravá, Senhora Rainha dos Ventos, proteja a todos nós.

Oyá, Deusa do rio Niger, Senhora dos Ventos e das Tempestades.

Coloco em tuas mãos, minhas ações na luz de tua luz, eu te consagro todos os minutos e horas desse dia, meus trabalhos, minhas preocupações, meus desejos, os meus lazeres são teus.

Dai–me hoje a tua luz poderosa, para que eu compreenda todo bem que preciso fazer, e tenha força para não ceder ao mal que tenta bater em minha porta.

Que eu consiga ser mais fraterno, mais irmão, mais compreensivo e capaz de perdoar.

Dirija meus passos no caminho do bem e do amor, e que hoje, mais que ontem, todos nós possamos contar com a tua orientação,com a tua benção,e com o teu amor.

Com tua espada haveremos de cortar as demandas dos invejosos, dos falsos, dos inimigos, dos olhos grandes, que necessitam enxergar a verdade.

Dando conformação àqueles que sofrem, com a força dos teus raios, nós te pedimos que acenda a chama da vida dos que estão desenganados,e dê a eles força para continuar lutando na cura de seus males.

Saravá, Iansã, Majestosa Senhora, a vossa proteção,em vosso louvor,em brado,unidos, saudamos.

Que a força de Yansã esteja com todos sempre! Amém.

Pelo Bem do Planeta

03 dezembro 2011

Marcados (Pelo Espírito Joanna De Ângelis. Livro: "Messe de Amor". Psicografia: Divaldo Pereira)

















Acerca-te dos vencidos para auxiliar. Não creias, porém, que eles sejam apenas os companheiros que tombaram na luta e se encontram caídos na estrada, tomados pelo desalento e o pessimismo.

Concentra a tua atenção e com os olhos do espírito surpreenderás muitos deles ao teu lado, guardando aparência robusta e provocando ruído para esconderem as marcas da infelicidade.

Todavia, é imprescindível amar para ajudar com eficiência.

Alguns são amigos assinalados por desastres e acidentes morais, que o ferrete da Lei Divina atingiu, expungindo, recalcados, os pesados débitos...

Outros são irmãos marcados por enfermidades cruéis, que lhes desorganizam o aparelho digestivo, desviando-lhes o tubo excretor...

Vários são companheiros vitimados por heranças físicas, que os olhos do mundo não alcançam, guardadas em tecidos caros, recuperando o pretérito...

Diversos são os corações solitários, que se reajustam aos impositivos de afeições angustiosas, renovando o panorama da mente enferma...

Outros tantos são espíritos de procedências várias, perturbados por sinais vigorosos que os prostram, no silêncio, aniquilando-lhes a esperança...

Todos eles necessitam de ungüento para as marcas dolorosas, que funcionam como corretivos santificantes.

Quando os encontres, não os atormentes mais com indagações desnecessárias, ferindo-lhes as úlceras com estiletes de curiosidade negativa.

Viajores do tempo, nas estações da Terra, possuímos nossos sinais e marcas que nos dilaceram as fibras íntimas.

Antes que desfaleçam esses marcados, podes fazer algo em benefício deles.

Mais tarde surgirá novo dia, oportunidade nova de caminhar e, embora sejas convidado a ajudar, orando, não poderás prever se, de um para outro momento, será convidado pela Lei a carregar mais vigorosa marca...

02 dezembro 2011

A Parentela Corporal e a Parentela Espiritual (Allan Kardec. Livro: "O Evangelho Segundo O Espiritismo")
























Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências (Capitulo IV, no.13).

Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente expressa em a narração de São Marcos, que diz terem eles o propósito de se apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este perdera o espírito. Informado da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era natural que Jesus dissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: "Eis aqui meus verdadeiros irmãos." Embora na companhia daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma implica haja pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como Espírito, que só indiferença lhe merecia. Provou suficientemente o contrário em várias outras circunstâncias.

01 dezembro 2011

A Grande Pergunta (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Caminho,Verdade e Vida". Psicografia: Chico Xavier)

















E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que Eu digo?
- Jesus. (LUCAS, 6:46)


Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.

Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em Seu Evangelho de Amor e Luz.

É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.

Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.

Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em Seu Verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.

Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.

É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o Nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do Seu Verbo sublime.

30 novembro 2011

A Bênção do Trabalho (Pelo Espírito Meimei. Livro: "Pai Nosso". Psicografia: Chico Xavier)





















É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.

Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.

Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.

Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a humanidade e nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de mãe.

O trabalho é uma instituição de Deus.

É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.

Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.

Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.

Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a humanidade e nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de mãe.

O trabalho é uma instituição de Deus.

SENDA DE PERFEIÇÃO

Quem move as mãos no serviço,
Foge à treva e à tentação.
Trabalho de cada dia
É senda de perfeição.

29 novembro 2011

Na Presença do Cristo (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Livro da Esperança". Psicografia: Chico Xavier)











“Em verdade vos digo que o Céu e a Terra não passarão sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único jota e um único ponto.”
Jesus (Mateus, 5:18)


“O Cristo foi o Iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico Cristã, que há-de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos; que há de fazer brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma perfeita moral, enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam.”

(Cap. 1, item: 9)



A ciência dos homens vem liquidando todos os problemas, alusivos ao reconforto da Humanidade.

Observou a escravidão do homem pelo próprio homem e dignificou o trabalho, através de leis compassivas e justas.

Reconheceu o martírio social da mulher que as civilizações mantinham em multimilenário regime de cativeiro e conferiu-lhe acesso às universidades e profissões.

Inventariou os desastres morais do analfabetismo e criou a grande imprensa.

Viu que a criatura humana tombava prematuramente na morte, esmagada em actividade excessiva pela própria sustentação e deu-lhe a força motriz.

Examinou o insulamento dos cegos e administrou-lhes instrução adequada.

Catalogou os delinquentes por enfermos transformou prisões em penitenciárias escolas.

Comoveu-se, diante das moléstias contagiosas, e fabricou a vacina.

Emocionou-se, perante os feridos e doentes desesperados, e inventou a anestesia.

Anotou os prejuízos da solidão e construiu máquinas poderosas que interligassem os continentes.

Analisou o desentendimento sistemático que oprimia as nações e ofereceu-lhes o livro e o telégrafo, o rádio e a televisão que as aproxima na direção de um mundo só.

Entretanto, os vencidos da angústia aglomeram-se na Terra de hoje como enxameavam na Terra de ontem...

Articulam-se todas as formas e despontam de todas as direções.

Perderam o emprego, que lhes garantia a estabilidade familiar e desorientam-se abatidos; à procura de pão, foram despejados de teto, hipotecado a solução de constringentes necessidades e vagueiam sem rumo.

Encontram-se despojados de esperança pela deserção dos afectos mais caros e abeiram-se do suicídio.

Caíram em perigosos conflitos da consciência e aguardam leve sorriso que os reconforte.

Envelheceram sacrificados pelas exigências de filhos queridos que lhes renegaram a convivência nos dias da provação e amargam doloroso abandono.

Adoeceram gravemente e viram-se transferidos da equipe domestica para os azares da mendicância.

Transviaram-se no pretérito e renasceram, trazendo no próprio corpo os sinais aflitivos das culpas que resgatam, pedindo cooperação.

Despediram-se dos que mais amavam no frio portal do túmulo e carregam os últimos sonhos da existência cadaverizados agora no esquife do próprio peito.

Abraçaram tarefas de bondade e ternura e são mulheres supliciadas de fadiga e de pranto, conduzindo os filhinhos que alimentam à custa das próprias lágrimas.

Gemem, discretos, e surgem na forma de crianças, desprezadas, à maneira de flores que a ventania quebrou, desapiedada, no instante do amanhecer.

Para eles, os que tombaram no sofrimento moral, a ciência dos homens não dispõe de recursos.

É por isso que Jesus, ao reuni-los em multidão, no topo do monte, desfraldou a bandeira da caridade, e proclamando as bem-aventuranças eternas, no-los entregou por filhos do coração...

Companheiro da Terra, quando estendes uma palavra consoladora ou um abraço fraterno, uma gota de bálsamo ou uma concha de sopa, aliviando os que choram, estás diante deles, na presença do Cristo, com quem aprendemos que o único remédio capaz de curar as angústias da vida nasce do amor, que derrama, sublime, da ciência de Deus.

28 novembro 2011

Bagatelas (Pelo Espírito André Luiz. Livro: "Doutrina E Aplicação". Psicografia: Chico Xavier)























O século é fruto dos dias.
O rio nasce da fonte oculta.
A árvore procede do embrião.
A linha é uma sucessão de pontos minúsculos.
A jornada de cem léguas origina de um passo.
O discurso mais nobre principia numa palavra.
O livro inicia-se com uma letra.
A mais bela sinfonia começa numa nota.
A seda mais delicada é uma congregação de fios.

De bagatelas é constituída a hora do homem.

Todavia, sem que venhamos a executar os pequeninos deveres, quais se fossem grandes, jamais alcançaremos as grandes realizações com a simplicidade que nos deve assinalar o caminho.

26 novembro 2011

Comece Hoje Mesmo (Pelo Espírito Agar. Livro: "Nosso Livro". Psicografia: Chico Xavier)






















Meu amigo,se a dor lhe bate à porta,lembre-se dos benefícios de que é portador e não desfaleça.

A Bondade Divina não articula pensamentos para o mal.

A ferida que dilacera ou o desgosto que perturba, temporariamente, costuma encerrar incalculáveis recursos de elevação.

Tenha paciência e não esmoreça no bem.

Se a desorientação lhe entrava os passos, use a prece. A oração realiza milagres.

Se possível, reúna aqueles que você ama, dentro da mesma vibração de confiança no culto do Pai Celestial.

Se está doente e desalentado, peça a bênção do Senhor para o copo de água fria que lhe atende à sede, porque da Fonte Divina fluem substâncias de paz e restauração para quantos lhe pedem socorro ao sublime poder.

Se você permanece em desespero, não permita que a sua desventura culmine em gestos de suprema revolta.

Espere mais tempo, antes de qualquer resolução inapelável e injusta.

Amanhã, o dia renascerá transformado.

As circunstâncias se modificam, de minuto a minuto, e os reveses de agora serão alegrias no porvir.

Teça, com serenidade, a sua auréola de ventura porvindoura, aproveitando os ensinamentos que a dor lhe trouxe ao coração.

Não tema as dificuldades e prossiga com Jesus para a frente.

Busque a presença do Divino Amigo, em seus pensamentos e, na própria luta, encontrará infinitos motivos de reconforto e beleza, bom ânimo e paz.

Inicie o abençoado serviço da oração, hoje mesmo, e amanhã, provavelmente, você começará a rejubilar-se na colheita de luz.

Icebergs Rajados (Desconheço O Autor)



















25 novembro 2011

Auto-Doação (Pelo Espírito Joanna De Ângelis. Livro: "Espírito E Vida". Psicografia: Divaldo Pereira)
























"893. Qual a mais meritória de todas as virtudes? "Toda virtude tem seu mérito próprio porque todas indicam progresso na senda do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores. A sublimidade da virtude, porém, está no sacrifício do interesse pessoal, pelo bem do próximo, sem pensamento oculto. A mais meritória é a que assenta na mais desinteressada caridade". O LIVRO DOS ESPÍRITOS




Aprende a doar-te, se desejas atingir a prática legítima do Evangelho. Pregador que se alça à tribuna dourada, derramando conceitos brilhantes mas não se gasta nos labores que propõe é apenas máquina de falar, inconsciente e inconsequente.

O verdadeiro aprendiz da Boa Nova está sempre a postos.

Se convidado a dar algo, abre a bolsa humilde, e, recordando-se da parábola da viúva pobre, oferta o seu óbulo sem constrangimento.

Se chamado a dar-se, empenha-se no trabalho, gastando-se em amor, consumindo as energias recordando o Mestre na carpintaria nobre.

Há muita gente nas fileiras do Cristianismo que ensina com facilidade, utilizando linguagem escorreita, falando ou escrevendo, mas logo que é convocada a dar ou doar-se recua apressadamente ferida no amor próprio.

Prefere as posições superiores de mando, distante das honrosas situações do serviço.

Pode ser comparada a parasitas em alta posição na árvore de que se nutrem, inúteis.

Em comezinhos exemplos, encontrarás, no quotidiano, o ajudar-gastando-se.

A pedra que afia a lâmina, consome-se no mister.

A grafite que escreve, desaparece enquanto registra.

O sabão que higieniza, dissolve-se, atendendo ao objetivo.

Em razão disso, não receies sofrer nas tarefas a que te propões.

São os maus que te necessitam. Os enfermos te aguardam e os infelizes confiam em ti.

Pede a ti mesmo, algo por ele, e embora o teu verbo não tenha calor nem a tua pena seja portadora da fraseologia retumbante, haverá sempre muita beleza em teus atos e muita bondade em teus gestos quando dirigidos àqueles para quem, afinal, a Boa Nova está no mundo, recordando que Jesus, após cada pregação sublime, dava-se a si mesmo para a felicidade geral.

A estes oferecia a palavra de alento e paz.

Àqueles ministrava, compassivo, lições de vida e gestos de amor.

A uns abria os olhos fechados ou os ouvidos moucos.

A outros lavava as mazelas em forma de pústulas ou recuperava a paz, afastando os Espíritos infelizes.

E a todos se doava, sem cessar, cantando a Boa Nova e vivendo-a entre os sofredores até a Cruz, que transformou em ponte de luz na direção da Vida Imperecível.

24 novembro 2011

Caminhos (Pelo Espírito Meimei. Livro: "Visão Nova". Psicografia: Chico Xavier)




















Quem te definiu por benfeitor daqueles a quem desataste as cadeias de sofrimento, quando estendias a mão para auxiliar?

Não olvides que ajudavas também a ti mesmo, construindo os caminhos da própria libertação.

Esses corações enregelados no frio do desencanto, que trazes de novo ao sol da vida, brilharão amanhã por luzeiros de consolo para teus olhos, quando a sombra te enevoar a visão e essas almas atormentadas, que arrebatas ao incêndio de transes arrasadores, para mitigar-lhes a sede na taça de teu carinho, ser-te-ão, de futuro, quais fontes de água fresca, quando as provas do mundo te descerrarem aos pés o trilho de sarça ardente.

Essas crianças famintas que conchegas de encontro ao peito, surgirão mais tarde, por vasos de luz para a tua esperança e esses amigos desfalecentes, que o mundo situa agora nos vales da enfermidade e da prostração, erguidos por teus braços, serão como pontes providenciais, facilitando-te a passagem, quando pedras e espinhos te dificultarem a marcha.

Cada ouvido a que chegue tua mensagem de entendimento será uma voz, que falará aos ouvidos do mundo, em favor de teu ideal.

Segue amando e servindo sempre.

Muitos estacionarão para sorrir ante a história da víbora que o inverno entorpecera... Encontrada por um devoto foi por ele piedosamente reaquecida, mas eis que, voltando ao calor e ao movimento, mordeu-lhe as mãos de amigo, inoculando-lhes peçonha mortal.

Essa lenda, no entanto, foi inventada pela imaginação do pessimismo para os lazeres da indiferença.

Procurarás, no entanto, por tua vez, o Mestre Divino e contar-te-á o Senhor a apoteose da cruz, que, recebida por Ele entre o silêncio do perdão e as preces de amor, se converteu numa escada de triunfo e ressurreição, para que se lhe expandisse a vitória nos Céus.

23 novembro 2011

Felizes e Infelizes (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Opinião Espírita". Psicografia: Chico Xavier e Waldo Vieira)


















O conceito espírita da Felicidade nem sempre enxerga os felizes onde o mundo os coloca.

Há pessoas que requisitam conforto demasiado, na preocupação de serem felizes, e acabam infelizes, estiradas no tédio.

Criaturas aparecem, pleiteando destaque e, em se crendo ditosas por obtê-lo, confessam-se infortunadas depois, quando se reconhecem inabilitadas para os encargos que receberam.

Há felizes nas mesas lautas, comprando enfermidades com os excessos a que se afeiçoam e infelizes, na carência material, entesourando valores imperecíveis, no proveito das lições que o mundo lhes reservou.

Em toda parte, surpreendemos os felizes de saúde, que abusam da rubustez, caindo na desencarnação prematura, e os infelizes de doença, que senhoreiam longa vida pelo respeito que dedicam ao corpo.

Em todos os lugares, os contrastes aparentemente chocantes... Situações risonhas, muitas vezes, geram suplícios porvindouros, por não saber quem as possui, empregar criteriosamente a felicidade que lhes foi emprestada. Aqui e além, surgem, sem conta, os felizes-infelizes nos enganos a que se arrojam e os infelizes-felizes, nas provações em que se elevam.

Sócrates, considerado infeliz, é o pai da filosofia.

Anytos, imaginado feliz, ainda hoje, no conceito do mundo, é o carrasco.

Jesus, suposto infeliz, é o renovador do mundo.

Barrabás, julgado feliz, até agora, na memória dos homens, é o malfeitor.

Apliquemos o entendimento espírita aos acontecimentos cotidianos e verificaremos que os felizes e os infelizes não estão qualificados pela abastança ou pela indigência que entremostrem nos quadros exteriores. São e serão sempre aqueles que, em qualquer circunstância, edificam a felicidade para os outros, de vez que as leis da vida determinam seja a criatura medida pelas outras criaturas, especificando que a felicidade ou a infelicidade articuladas por alguém, nos caminhos alheios, se voltem, matematicamente, para quem os formou.

22 novembro 2011

A Arrogância da Força (Paulo Coelho)

























A aldeia estava ameaçada por uma tribo de bárbaros. Os habitantes foram abandonando suas casas, e fugindo para um local mais seguro. No final de um ano, todos haviam partido – exceto um grupo de jesuítas.

O exército bárbaro entrou na cidade sem resistência, e fizeram uma grande festa para comemorar a vitória.

No meio do jantar, um padre apareceu. “Vocês entraram aqui, e afastaram a paz do lugar. Peço, por favor, que partam sem demora”.

“Por que você ainda não fugiu?”, gritou o chefe bárbaro. “Não vê que eu posso atravessá-lo com minha espada, sem piscar um olho?”

O padre respondeu calmamente: “não vê que eu posso ser atravessado por uma espada, sem piscar um olho?”.

Surpreso pela serenidade diante da morte, o chefe bárbaro e sua tribo abandonaram o lugar no dia seguinte.

21 novembro 2011

Mensagem (Pelo Espírito Maria João de Deus. Livro: "Tempo e Amor". Psicografia: Chico Xavier)

























Minhas irmãs em Cristo


Elevo meu sincero voto à Mãe Excelsa de Jesus para todos vossos corações experimentem o orvalho de seu amor desvelado e constante.

Nós, hoje, estudamos o Evangelho com lágrimas, no labor de nossa tenda humilde. Nossas lágrimas, contudo, não são as do mundo, que varrem as almas, como tempestades de fogo, no torvelinho das paixões. Foram para o nosso espírito a chuva benéfica que fecunda a terra dos sentimentos. Sentimentos a união das esperanças em torno do Mestre Divino e recordamos a Sua infinita misericórdia. É o nosso regresso ao Seu aprisco de amor inesgotável; é a ânsia de integração na substância de Sua exemplificação imortal.

A igreja doméstica erige-se novamente no íntimo santuário dos nossos corações. As mulheres modernas, nossas pobres irmãs em humanidade, costumam perder-se na imitação falsa dos labores que Deus destinou aos homens, na constituição de seus deveres sagrados.

Em todos os lugares, há um apelo criminoso e uma sugestão infeliz para que o coração feminino perca as suas características de ternura. Em toda a parte, falsas ideologias concitam a mulher a realizações desesperadas. Generaliza-se o esquecimento de que elas foi confiada a missão da vida, que, muitas vezes se executa em silêncio, como o trabalho do Todo-Poderoso, que todas as criaturas parecem ignorar.

Todas as edificações grandiosas do mundo pertencem a Deus e, apesar disso, somente os nomes transitórios de homens falíveis surgem, na publicidade de cada dia, quando todas as boas dádivas representam uma real dispensão dos céus.

Em todos os tempos os homens fizeram as batalhas, destruindo os caminhos da vida, destruindo instituições ou intoxicando patrimônios, porém, a mulher, na excelsitude de sua tarefa, foi sempre a jardineira de Jesus, plantando as flores da vida sobre as devastações dos movimentos destruidores, como a primavera que enfeita de rosas uma casa desprezada, em dolosas ruínas...

Irmãs muito amigas, nos espaços mais próximos da Terra, também existem colégios de preparação e de amor das almas femininas para revelação permanente das glórias de Deus. Procuremos saturar o coração da prece e da vigilância Daquela que, em Nazaré, soube esperar os desígnios santos do Céu a Seu respeito.

Seu manto constelado de toda as virtudes se abre generosamente para nós como um pálio divino. Saibamos compreendê-la, desde a Manjedoura até o Calvário. Seu exemplo é a luz de todos os séculos para a missionária do Cristo no seu esforço de redenção.

Transformemos o lar no templo de cada hora, onde a fé seja um ensino de todos os instantes, a dor um motivo de resgate venturoso, a esperança uma aurora perene e o amor uma fonte daquela Água viva que dessedenta toda sede coração.

Que outras criaturas frágeis e pobres se façam ao mar revolto das ilusões e das amarguras que lhe são conseqüentes, que outras desfraldem bandeiras novas na estrada das experimentações inconvenientes e tristes!... Fiquemos nós com Jesus, colocando bem alto o Seu exemplo e o Seu amor.

Esta é a pobre lembrança de vossa irmã e serva muito humilde.