01 maio 2012

Além da Morte (Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia: Chico Xavier)

























O reino da vida, além da morte, não é domicílio do milagre. Passa o corpo, em trânsito para a natureza inferior que lhe atrai os componentes; entretanto, a alma continua na posição evolutiva em que se encontra.

Cada inteligência apenas consegue alcançar a periferia do círculo de valores e imagens dos quais se faz o centro gerador.

Ninguém pode viver em situação que ainda não concebe.

Dentro da nossa capacidade de autoprojeção, erguem-se os nossos limites.

Em suma, cada ser apenas atinge a vida, até onde possa chegar a onda do pensamento que lhe é próprio.

A mente primitivista de um mono, transposto o limiar da morte, continua presa aos interesses da furna que lhe consolidou os hábitos instintivos.

O índio desencarnado dificilmente ultrapassa o âmbito da floresta que lhe acariciou a existência.

Assim também, na vastíssima fauna social das nações, cada criatura dita civilizada, além do sepulcro, circunscreve-se ao círculo das concepções que, mentalmente, pode abranger.

A residência da alma permanece situada no manancial de seu próprios pensamentos.

Estamos naturalmente ligados às nossas criações.

Demoramo-nos onde supomos o centro de nossos interesses.

Facilmente explicável, assim, a continuidade dos nossos hábitos e tendências, além da morte.

A escravidão ou a liberdade residem no imo de nosso próprio ser.

Corre a fonte, sob a emanação de vapores da sua própria corrente.

Vive a árvore rodeada pelos fluidos sutis que ela mesma exterioriza, através das folhas e das resinas que lhe pendem dos galhos e do tronco.

Permanece o charco debaixo da atmosfera pestilencial que ele mesmo alimenta, e brilha o jardim, sob as vagas do perfume que produz.

Assim também a Terra, com o seu corpo ciclópico, arrasta consigo, na infinita paisagem cósmica, o ambiente espiritual de seus filhos.

Atravessado o grande umbral do túmulo, o homem deseducado prossegue reclamando aprimoramento.

A criatura viciada continua exigindo satisfação aos apetites baixos.

O cérebro desvairado, entre indagações descabidas, não foge, de imediato, ao poço de obscuridades em que se submergiu.

E a alma de boa-vontade encontra mil recursos para adiantar-se na senda evolutiva, amparando o próximo e descobrindo na felicidade dos outros a própria felicidade.

Em razão das leis que nos governam a vida, nem sempre o mensageiro que regressa do país da morte procede de planos superiores e nem a mediunidade será sinônimo de sublimação.

Determinadas inteligências desencarnadas se comunicam com determinados instrumentos mediúnicos.

Os habitantes de outras esferas buscam no mundo aqueles com os quais simpatizam, e a mente encarnada aceita a visita das entidades com as quais se afina.

A necessidade do Evangelho, portanto, como estatuto de edificação moral dos fenômenos espíritas, é impositivo inadiável. Com a Boa Nova, no mundo abençoado e fértil da nossa Doutrina de luz e amor, possuímos a estrada real para a nossa romagem de elevação.

30 abril 2012

Alguém Hoje (Pelo Espírito Meimei. Livro: "Amizade". Psicografia: Chico Xavier)


























Organiza as tuas prateleiras de bondade e serve esperança e coragem aos que te busquem apoio.

Alguém hoje ainda talvez te procure pedindo auxílio.

Alguém que provavelmente não fale, mas trará nos olhos ou nos próprios atos a súplica de amparo que a palavra nem sempre diz.

Alguém que terá errado, a rogar-te um gesto de simpatia, a fim de retificar-se; que se vê sob o frio da angústia, esmolando segurança; que haverá perdido afeições inesquecíveis no novoeiro da morte, a implorar-te reconforto; que padecerá solidão, mendigando alguns momentos de companhia...

Não te afirmes incapaz, nem te digas inútil.

Auxilia como puderes.

O Céu saberá usar-te.

Organiza as tuas prateleiras de bondade e serve esperança e coragem aos que te busquem apoio.

Oferece-te para o trabalho do bem, como te encontras e tal qual és, fazendo o melhor de tí.

NÃO TEMAS. SE DESEJAS RENOVAÇÃO E SE TENS FÉ, podes claramente entrar no serviço ao próximo, a colaborar no supermercado da luz, entregando as bênçãos de Deus.

29 abril 2012

Carma E Consciência (Pelo Espírito Joanna De Ângelis. Psicografia: Divaldo Pereira Franco)

















O carma é o efeito das ações praticadas nas diferentes etapas da existência atual como da pregressa.

Fruto da árvore plantada e cultivada, tem o sabor da espécie que tipifica o vegetal.

Quando os atos são positivos, os seus resultados caracterizam-se pela excelência da qualidade, favorecendo o ser com momentos felizes, afetividade, lucidez, progresso e novos ensejos de crescimento moral, espiritual, intelectual e humano, promovendo a sociedade, na qual se encontra.

Quando atua com insensatez, vulgaridade, perversão, rebeldia, odiosidade, recolhe padecimentos ultrizes, que propiciam provas e expiações reparadoras de complexos mecanismos de aflições, que respondem como necessidade iluminativa.

O carma está sempre em processo de alteração, conforme o comportamento da criatura.

A desdita que se alonga, o cárcere moral que desarvora, a enfermidade rigorosa que alucina, a limitação que perturba, a solidão que asfixia, o desar que amargura, podem alterar-se favoravelmente, se aquele que os experimenta resolve mudar as atitudes, aprimorando-as e desdobrando-as em prol do bem geral, no que resulta em bem próprio.

Não existe nas soberanas Leis da Vida fatalidade para o mal.

O que ao ser acontece, é resultado do que ele fez de si mesmo e nunca do que Deus lhe faz, como apraz aos pessimistas, aos derrotistas e cômodos afirmar.

Refaze, pois, a tua vida, a todo momento, para melhor, mediante os teus atos saudáveis.

Constrói e elabora novos carmas, liberando-te dos penosos que te pesam na economia moral.

A consciência não é inteligência no sentido mental, mas, a capacidade de estabelecer parâmetros para entender o bem e o mal, optando pelo primeiro e seguindo a diretriz do equilíbrio, das possibilidades latentes, desenvolvendo os recursos atuais em favor do seu vir-a-ser.

Essas possibilidade que se encontram adormecidas, são a presença de Deus em todos, aguardando o momento de desabrochar e crescer.

A consciência, nos seus variados níveis, consubstancia a programação das ocorrências futuras, através das quais conquista os patamares da evolução.

Enquanto adormecida, a consciência funciona por automatismos que se ampliam do instinto à conquista da razão.

Quando a lucidez faculta o discernimento, mais se favorecem os valores divinos que se manifestam, aumentando a capacidade de amar e servir.

O carma, que se deriva da conduta consciente, tem a qualidade do nível de percepção que a tipifica.

Amplia, desse modo, os tesouros da tua consciência, e o teu carma se aureolará de luz e paz, que te ensejarão plenitude.

Enquanto na ignorância, Maria de Magdala, com a consciência adormecida, vivia em promiscuidade moral. Ao defrontar Jesus, despertou, alterando o comportamento de tal forma, que elaborou o abençoado carma de ser a primeira pessoa a vê-lo ressuscitado.

Judas Iscariotes, consciente da missão do Mestre, intoxicou-se pelos vapores da ambição descabida, e, despertando depois, ao enforcar-se, estabeleceu o lúgubre carma de reencarnações infelizes para reparar os erros tenebrosos e recuperar-se.

O carma e a consciência seguem juntos, o primeiro como decorrência do outro.

Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, na questão de número 132, interrogou:

- Qual o objetivo da encarnação dos espíritos?

E os Mensageiros responderam:

- Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da Criação.

28 abril 2012

Necessidade de se sentir importante induz a atitudes negativas (Roberto Shinyashiki)


















Quando alguém, em qualquer lugar, tiver um comportamento que não faz parte do seu jeito de ser, ele está falando bem alto: “Estou precisando me sentir importante para você!”


Um comportamento que não é produtivo é típico de alguém que deseja receber uma carícia que lhe faz falta. Descobrir qual é essa carícia e dá-la é a melhor maneira de esvaziar esse comportamento.

Uma adolescente que briga com todo mundo em casa pode estar precisando escutar dos pais: “Filha, eu confio em você, é hora de você cuidar da sua vida. Sempre que precisar, conte conosco”.

Um trabalhador que tem atos de rebeldia pode estar precisando que o chefe lhe diga o quanto é importante para o projeto.

O marido que vive reclamando de tudo em casa pode estar precisando de um carinho na hora de dormir. Uma mulher amargurada pode estar necessitando de que a família lhe leve o café na cama com flores e bilhetes carinhosos, no domingo de manhã.

Quando alguém, em qualquer lugar, tiver um comportamento que não faz parte do seu jeito de ser, ele está falando bem alto: “Estou precisando me sentir importante para você!”

Quando ele está falando alto e não é escutado, começa a gritar. Se não recebe nada em troca, acaba ficando afônico: seu corpo perde o viço, seu olhar perde o brilho... porque não conseguiu se sentir importante para a pessoa que ama.

Nossas condutas são induzidas pela necessidade de reconhecimento. Algumas, de maneira imediata: “Ei, por que você não me cumprimentou?” Outras, a longo prazo: “Eles ainda me pagam...!” Ou ainda: “Vou ganhar muito dinheiro para dar uma casa para os meus pais”.

Toda uma série de acontecimentos pode ser motivada por um simples gesto de atenção (lembram-se das loucas histórias de paixão de adolescentes, resultado, às vezes, de simples olhares?). A vida dos seres humanos é orientada quase sempre para receber do pai um abraço que não se conseguiu quando criança, de modo incondicional, simplesmente pelo fato de ser o filho. Carreiras que poderiam ter sido brilhantes vão desmoronando por falta de estímulos.

Muitas vezes os seres humanos funcionam como burros que caminham atrás da cenoura suspensa em uma vara, na frente, sem nunca poder comê-la. São pessoas que colocam um objetivo lá na frente, sem valorizar o prazer de viver o presente. Esse objetivo longínquo pode ser uma situação na qual supõem que irão receber muito reconhecimento quando atingirem o alvo.

É importante na nossa vida que cuidemos de procurar as carícias das quais necessitamos, ao mesmo tempo que a cada momento desfrutemos do fato de estarmos vivos.

27 abril 2012

Cristãmente (Pelo Espírito André Luiz. Livro: "Ideal Espírita". Psicografia: Chico Xavier)

OBS: Esse livro foi ditado por Diversos Espíritos.






















Conheça a você mesmo.

Existem pessoas que percorrem o mundo inteiro à procura de si próprias.


Resguarde o corpo físico.

Toda indisciplina pode dar serviço aos coveiros.


Santifique a palavra.

Entre os animais da Terra, só o homem possui desenvoltura para falar.


Supere o vício.

Se você não domina o hábito, o hábito acaba dominando você.


Ajude para o bem.

A luta pela conservação da posse também cria chagas e rugas.


Esqueça o mal.

Antes da fatalidade da morte, existe a fatalidade da vida.


Entenda auxiliando.

Viva o cristão de tal modo que ninguém lhe deseje a ausência.


Não reclame.

O próprio Senhor do Universo traça leis, mas não faz exigências.

26 abril 2012

No Clima da Oração (Pelo Espírito Meimei. Psicografia: Chico Xavier)


















A oração nem sempre nos retira do sofrimento, mas sempre nos reveste de forças para suportá-lo.

Não nos afasta os problemas do cotidiano, entretanto, nos clareia o raciocínio, a fim de resolvê-los com segurança.

Não nos modifica as pessoas difíceis dos quadros de convivência, no entanto, nos ilumina os sentimentos, de modo a aceitá-los como são.

Nem sempre nos cura as enfermidades, contudo, em qualquer ocasião, nos fortalece para o tratamento preciso.

Não nos imuniza contra a tentação, mas nos multiplica as energias para que lhe evitemos a intromissão, sempre a desdobrar-se, através de influências obsessivas.

Não nos alivia da injúria e da perseguição, entretanto, se quisermos, ei-la que nos sugere o silêncio, dentro do qual deixaremos de ser instrumentos para a extensão do mal.

Não nos isenta da incompreensão alheia, porém, nos inclina à tolerância para que a sombra do desequilíbrio não nos atinja o coração.

Nem sempre nos evitará os obstáculos e as provações do caminho que nos experimentem por fora, mas sempre nos garantirá a tranqüilidade, por dentro de nós, induzindo-nos a reconhecer que, em todos os acontecimentos da vida, Deus nos faz sempre o melhor.

21 abril 2012

Apatia (Pelo Espírito Joanna De Ângelis. Psicografia: Divaldo Pereira Franco)





















Se a atitude violenta, precipitada, pode levar a desastres de conseqüências lamentáveis, a apatia é sempre fator de desconserto e atraso na máquina do progresso.

Quase sempre a apatia tem origem no programa cármico do Espírito em prova.

É decorrência de graves aflições e erros que não foram necessariamente corrigidos pelo Espírito e ressumam do imo dalma como expressão deprimente, paralisante.

O apático é alguém que perde a batalha antes de enfrentá-la...

Encontra-se em processo de evolução com o objetivo de vencer as injunções penosas, devendo investir grandes esforços para superá-las.

No estado de debilidade de forças a que se entrega e no qual se deixa paralisar,
aprisionado nas teias de intolerância, deve e pode romper todos os vínculos e reorganizar-se, iniciando o esforço, a princípio mentalmente, para depois tornar em ações a programática a que se deve submeter, engajando-se no compromisso reabilitador.

Facilmente, aquele que padece a constrição da apatia acomoda-se à situação, e, apesar de penosa, constitui-lhe uma forma de bem-estar, que leva à inércia, no desequilíbrio.

Vida é ação.

Ação é movimento a ser empreendido para o bem e o progresso, de cujo esforço resultam as conquistas que impulsionam à felicidade.

Elimina do teu vocabulário as frases pessimistas habituais, substituindo-as por equivalentes ideais.

Não digas: "Não posso", "Não suporto mais", "Desisto".

Faze uma mudança de paisagem mental e corrige-a por outras: "Tudo posso, quando quero", "Suporto tudo quanto é para o meu bem" e "Prosseguirei ao preço do sacrifício, para a vitória que persigo".

O homem transita pelos caminhos que elege, nos quais se compraz.

A apatia é doença da alma, que a todos cumpre combater com as melhores
disposições.

Na luta competitiva da vida terrestre, não há lugar para o apático.

Receando o labor bendito ou dele fugindo, mediante mecanismos de evasão
inconsciente, a criatura se deixa envenenar pela psicosfera mórbida da
autopiedade, procurando inspirar compaixão antes que despertar e motivar o amor.

Nos estados apáticos, dão-se início os processos de auto-obsessão quanto da submissão obsessiva a Espíritos inconseqüentes, que se comprazem em explorar, psíquica, emocional e organicamente os que se lhes fazem vítimas espontâneas...

Reage com vigor à urdidura da apatia, do desinteresse.

Ora e vence o adversário sutil, que em ti procura alojamento, utilizando-se de justificativas falsas.

A lei do trabalho é impositivo das leis naturais que promovem o progresso e fomentam a vida.

Não é por outra razão que a tradição evangélica nos informa: "Ajuda-te e o céu te ajudará", conclamando-nos à luta contra a apatia e os seus sequazes, que se fazem conhecidos como desencanto, depressão, cansaço e equivalentes.

20 abril 2012

Para Refletir (Salmo 6)

















1.Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Em oitava. Salmo de Davi.

2.Senhor, em Vossa cólera não me repreendais, em Vosso furor não me castigueis.

3.Tende piedade de mim, Senhor, porque desfaleço; sarai-me, pois sinto abalados os meus ossos.

4.Minha alma está muito perturbada; Vós, porém, Senhor, até quando?...

5.Voltai, Senhor, livrai minha alma; salvai-me, pela Vossa bondade.

6.Porque no seio da morte não há quem de Vós se lembre; quem Vos glorificará na habitação dos mortos?

7.Eu me esgoto gemendo; todas as noites banho de pranto minha cama, com lágrimas inundo o meu leito.

8.De amargura meus olhos se turvam, esmorecem por causa dos que me oprimem.

9.Apartai-vos de mim, vós todos que praticais o mal, porque o Senhor atendeu às minhas lágrimas.

10.O Senhor escutou a minha oração, o Senhor acolheu a minha súplica.

11.Que todos os meus inimigos sejam envergonhados e aterrados; recuem imediatamente, cobertos de confusão!

19 abril 2012

Aula de Compaixão (Pelo Espírito Meimei. Psicografia: Chico Xavier)


















E o mentor, finalizando a aula valiosa, falou com simplicidade:

- Para auxiliar com segurança nas trilhas humanas, é necessário que a compaixão se nos faça base em qualquer atitude.

Nenhuma exasperação conduz à beneficência.

Qualquer apontamento destrutivo é agente perturbador no campo das boas obras.

Entreguemo-nos à sementeira do amor, sem aguardar qualquer tributo de gratidão.

Os espíritos reencarnados trazem por si pesada carga de tribulações, para que nos seja lícito atormentá-los com admoestações e censuras.

Quase sempre, todos eles sofrem e choram...

Esse apresenta alto nível de vigor, no entanto, carrega as desvantagens da precipitação; aquele atingiu a segurança econômica, mas transporta enfermidade oculta a frenar-lhe os movimentos; outro acumulou enorme fortuna, contudo, lastima o desequilíbrio dos descendentes; outros muitos que ontem se mostravam despreocupados, hoje lamentam a perda de criaturas inesquecíveis; esse conquistou a fama, entretanto, se vê relegado à solidão; aquele que obteve influência e poder sobre milhares de pessoas, todavia, precisa apoiar-se em algum coração amigo, a fim de não cair sob o peso das próprias obrigações; outro é sábio, mas necessita escorar-se em alguém, de modo a não sucumbir ante as exigências da vida comunitária; e outros muitos se destacam em campeonatos de beleza e inteligência, no entanto, acalentam consigo os impulsos negativos que os aproximam da doença e da morte.

Misericórdia para todos é o que nos pede o Senhor da vida.

O instrutor dera por terminada as elucidações, mas um companheiro abeirou-se dele e perguntou:

- Professor, existirá, porventura, algum processo pelo qual possamos instalar facilmente a compaixão por dentro de nós?

O interpelado sorriu com bondade e rematou:

- Amigo, a compaixão é fruto do discernimento. Quantos de nós, que nos achamos neste recinto, já atravessamos as estradas humanas, e, por isso, conhecemos quanto custa trabalhar pelo bem nos constrangimentos e dificuldades do plano físico? Em razão disso, recordemos a lição de Jesus: aquele de nós que houver passado pelo caminho dos homens, com a grandeza dos anjos, atire a primeira pedra.

17 abril 2012

Oração do Aprendiz (Pelo Espírito André Luiz. Livro: "Aulas da Vida". Psicografia: Chico Xavier)



















Senhor!

Em tudo quanto eu te peça, conquanto agradeça a infinita bondade com que me atendes,

Não consideres o que eu te rogue, mas aquilo de que eu mais necessite.

E quando me concederes aquilo de que eu mais precise, ensina-me a usar a Tua concessão não só em meu proveito, mas em benefício dos outros, a fim de que eu seja feliz com a Tua dádiva, sem prejudicar a ninguém.

Amém.

16 abril 2012

Nem Todos os Aflitos (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: "Reconforto". Psicografia: Chico Xavier)






















A provação é um desafio que poucos suportam, lição que raros aprendem.

Depois de regulares períodos de paz e ordem, a alma é visitada pela provação que, em nome da Sabedoria Divina, lhe afere os valores e conquistas.

Raros, porém, são aqueles que a recebem dignamente.

O impulsivo, quase sempre, converte-a em falta grave.

O impaciente faz dela a escura paisagem do desespero, onde perde as melhores oportunidades de servir.

O triste desvaloriza-lhe as sugestões e dorme sobre as probabilidades de auto-superação, em longas e pesadas horas de choro e desalento.

O ingrato transforma-a em calhau com que apedreja o nome e o serviço de companheiros e vizinhos.

O indiferente foge-lhe aos avisos como quem escapa impensadamente da orientadora que lhe renovaria os destinos.

O leviano esquece-lhe os ensinamentos e perde o ensejo de elevar-se, por sua influência, a planos mais altos.

O espírito prudente, entretanto, recebe a provação qual o oleiro que encontra no fogo o único recurso para imprimir solidez e beleza ao vaso que o gênio idealiza.

Se a tempestade purifica a atmosfera e se o fel, por vezes, é o exclusivo medicamento da cura, a provação é a porta de acesso ao engrandecimento espiritual.

Só aqueles que a recebem por esmeril renovador conseguem extrair-lhe as preciosidades.

É por isso que nem todos os aflitos podem ser bem-aventurados, de vez que, somente aproveitando a dor para a materialização consistente de nossos ideais e de nossos sonhos, é que se nos fará possível encontrar a alegria triunfante do aprimoramento em nós mesmos, a que somos todos chamados pela vida comum, nas lutas de cada dia.

15 abril 2012

Oitava da Páscoa, Domingo In Albis: Pascoela ou Quasímodo Dia da Misericórdia de Deus


















19 Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.

20 Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.

21 Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.

22 E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo.

23 A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.

24 Tomé,chamado Dídimo,que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio.

25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!”. Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.

26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.

27 Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”.

28 Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!”

29 Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

30 Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro.

31 Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em Seu Nome.

14 abril 2012

Oitava da Páscoa ( Marcos 16, 9-15) Sábado



























9 Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios.

10 Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando.

11 Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar.

12 Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo.

13 Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito.

14 Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado.

15 E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”

13 abril 2012

Oitava da Páscoa ( João 21,1-14) Sexta-Feira


















Naquele tempo, 1 Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim:

2 Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus.

3 Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”. Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite.

4 Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus.

5 Então Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”.

6 Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e achareis”. Lançaram pois a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes.

7 Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar.

8 Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros.

9 Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão.

10 Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”.

11 Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu.

12 Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor.

13 Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe.

14 Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.