Andar com fé eu vou,que a fé não costuma faiá.Que a fé tá na mulher,a fé tá na cobra coral,num pedaço de pão.A fé tá na maré,na lâmina de um punhal,na luz,na escuridão.A fé tá na manhã,a fé tá no anoitecer,no calor do verão.A fé tá viva e sã,a fé também tá pra morrer, triste na solidão.Certo ou errado até, a fé vai onde quer que eu vá,a pé ou de avião.Mesmo a quem não tem fé,a fé costuma acompanhar.Pelo sim, pelo não.(Gilberto Gil)
A postagem Três Músicas E Suas Histórias (Gustavo Stark Resende) me lembrou essa antiga canção,composta por Paulinho Pedra Azul para a noiva,que morreu em um acidente.Com certeza,ele a eternizou; isso é Amor.
No fim dos Anos 80,assisti a um show dele na Sala Funarte,aqui em Brasília,cidade com fama de às vezes ter um público muito frio.
Nunca esquecerei a emoção do público e do artista quando ele cantou - todos cantamos,formando espontaneamente um coral de desconhecidos naquela platéia,muitos em lágrimas,porém sorrindo - Bem Te Vi.
Foi longamente aplaudido de pé,e,claro,atendeu depois ao pedido de bis - feito em uníssono pela platéia ainda emocionada - com essa mesma música.
Lícia
Bem te vi (Paulinho Pedra Azul)
Bem te vi Bem te vi Andar por um jardim em flor Chamando os bichos de amor
Sua boca pingava mel Bem te quis Bem te quis E ainda quero muito mais Maior que a imensidão da paz E bem maior que o sol
Onde estás? Voei por esse céu azul Andei estradas do além Onde estará meu bem?
Onde estás? Nas nuvens ou na insensatez? Me beije só mais uma vez Depois volte pra lá