06 agosto 2014

Para Refletir (Buda)



















 “A lei da mente é implacável.
O que você pensa,  você cria;
O que você sente, você atrai;
O que você acredita
Torna-se Realidade.” 



05 agosto 2014

Esplendor (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: Amor e Luz. Psicografia: Chico Xavier)




 Não desanimes.

Segue...

 Vives na luz de Deus.

A Terra que te abriga

 É um jardim ante o Sol.

Contempla a vida, em torno...

Tudo é cor e beleza.

O fruto que consomes

É flor que amadurece.

 A própria dor que sofras

 É impulso para os cimos.

Deus te conduz aos Céus,

De esplendor a esplendor.

04 agosto 2014

Indicações (Pelo Espírito Souza Lobo. Livro: Encontro de Paz. Psicografia: Chico Xavier)






Depois do prazer, a dor,
Depois da dor, o prazer.
Por estas regras da vida,
É que se aprende a viver.

Lição de sabedoria,
Em qualquer tempo e lugar:
Coração que não perdoa
Está mais perto de errar.

Trabalha sempre. Não vivas
De espírito desatento.
A folha solta no ar
Segue os caprichos do vento.

Qualquer pessoa vê fatos,
Julgando, a senso comum,
No entanto, só Deus enxerga
Por dentro de cada um.

Ilusão, - mel em vinagre, -
Remédio que o céu nos fez
Para que a gente na Terra
Não morra de uma só vez.


03 agosto 2014

No Livro D'Alma (Pelo Espírito Auta de Souza. Livro: Cartas do Coração. Psicografia: Chico Xavier)




 OBS: Este livro foi ditado por Diversos Espíritos.




 Se tens fé, não te aflija a noite escura.

 Ao coração que a lágrima domina,

 Ele estende, amoroso, a mão divina

 E abre as portas da paz, risonha e pura.



Alivia a aspereza da amargura

 E sobre as trevas de miséria e ruína,

Acende nova estrela matutina

Na esperança sublime que perdura.



Se a crença viva te dirige os passos,

Sob a carícia de celestes braços

 Receberás o pão, a luz, o abrigo...



 Ama a cruz que te ampara e regenera

 E, envolvendo-te em santa primavera,

 O Mestre Amado seguirá contigo.




02 agosto 2014

Paciência e Natureza (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: Linha Duzentos. Psicografia: Chico Xavier)


















Quem se proponha a entesourar paciência, observe o livro da natureza.

As nossas anotações podem parecer sinônimos do óbvio, no entanto, o óbvio, por ser simples, é aquilo que se faz, habitualmente, mais difícil de ser pesquisado e revisto.

Ao Sol, por exemplo, dentro da noite, em determinado hemisfério, por mais se lhe peça luz plena e imediata, há que se lhe aguardar o reaparecimento, depois de algumas horas.

Inútil rogar o fruto de certa árvore até o momento em que lhe será lícito surgir.

Uma estrada, entre duas cidades razoavelmente distanciadas uma da outra, não se constrói a toques de mágica.

Sabe-se que o carbono puro suporta séculos e séculos de transformações lentas, no subsolo, antes de converter-se em brilhante.

Considerando que o espírito de sequência assinala todas as criações da vida, a impaciência, muitas vezes suscitando irritação e inquietude, cólera e delinquência, decorre de nossa própria incapacidade de entendimento acerca de situações e pessoas.

Não solicitarás atitudes de elevação daqueles que ainda não assimilaram os ingredientes espirituais indispensáveis para constituí-las, e nem pedirás alto comportamento nesse ou aquele companheiro que ainda não se habilitaram para isso.

Onde estiveres e com quem estiveres, não permitas que as tuas esperanças se façam exigências.

Ama e trabalha, serve e auxilia sempre, sem reclamar, e acabarás compreendendo que a paciência construtiva, fonte de serenidade e tolerância, em qualquer tempo e lugar, para cada um de nós é simples obrigação.


01 agosto 2014

Nunca Te Isoles (Pelo Espírito Marta. Livro: Parnaso de Além-Túmulo. Psicografia: Chico Xavier)

















Nunca te isoles entre os mananciais da vida;

A vida é o eterno bem que nos foi dado,

Para que o multiplicássemos indefinidamente...

E a alma que se abandona,

Ao sofrimento ou ao bem-estar,

É um deserto sem oásis,

Onde outras almas sentem fome e sede.



Multiplicar a vida

É amar sem restrições

A flor, a ave, os corações,

Tudo o que nos rodeia.

Atenuar a dor alheia,

Sorrir aos infelizes,

Bendizer o caminho que nos leva

Da treva para luz;

Agradecer a Deus, que é Pai bondoso,

O firmamento, o luar, as alvoradas,


Ler a sua epopéia feita de astros,

Ter a bondade ingênua das crianças,

Tecer o fio eterno da esperança

Por onde se sobe ao Céu;


Dar sorrisos, dar luzes, dar carícias,

Dar tudo quanto temos,

Tudo isto é amar multiplicando a vida,

Que se estende infinita no Infinito.


Dar a lição de paciência se sofremos,

Dar um pouco de gozo se gozamos,

É guardarmos a semente

Da Vida

Em leivas verdejantes,

E a qual há de nos dar

Sombras amigas para descansarmos,

Indumentos de flores perfumadas

E frutos aos milhares,

Para nutrir as nossas alegrias

Nos jardins estelares...











01 julho 2014

O Livro da Paciência (Pelo Espírito Margarida. Livro: Aceitação e Vida. Psicografia: Chico Xavier)

















- Leiamos o livro da paciência e da resignação.

As suas folhas são como a esperança, e os caracteres inscritos nas suas páginas são lindos como se (fossem) confeccionados com pequeninas gotas estelíferas, assemelhando-se aos prantos salvadores.

As suas lições são úteis e proveitosas.

Ensinam-nos tudo quando pode nobilitar a esposa, a irmão e a mãe querida, elas preparam o coração da mulher que tem uma força misteriosamente prodigiosa para vencer os sofrimentos que arrebatam os espíritos dos lamaçais da Terra para as paisagens deslumbrantes do firmamento constelado.

Sejamos, pois, resignadas aos desígnios de Deus e humildes nas provações da Terra.

Não podemos transformar tudo de um momento para outro, porém, com a Vontade Divina, conseguiremos vencer.

Onde não mais pudermos, descerá dos Céus a força precisa a nos dar esperança e amparo.







01 junho 2014

Efeitos do Livro Espírita (Pelo Espírito Albino Teixeira. Livro: Irmãos Unidos. Psicografia: Chico Xavier)
















OBS: Este livro foi ditado por Diversos Espíritos.


Alguns dos efeitos do livro espírita evangélico, lido e aplicado em diversos setores da experiência humana, tais quais sejam:

no sentimento - renovação;

no raciocínio - lógica;

na palavra - dignidade;

no trato - gentileza;

nas relações - amor fraterno;

nos compromissos - lealdade;

no lar-entendimento;

na família - amparo mutuo;

na sociedade - compreensão;

na equipe - entrosagem;

na solidão - companhia;

na ciência - responsabilidade;

na filosofia - critério;

na religião - discernimento;

na arte - elevação;

no trabalho - rendimento;

na luta-altruísmo;

na profissão - eficiência;

no estudo - orientação;

no repouso - segurança;

na distração - proveito;

na queda - reerguimento;

no remorso - reajuste;

na tentação - defesa;

na alegria - temperança;

na dor - paciência;

na prova - reconforto;

na aflição - alívio;

no abatimento - esperança;

na mocidade - guia;

na velhice - apoio;

na saúde - preservação;

na doença - remédio;

na fraqueza - força;

na angústia - socorro;

na morte - vida imperecível.


Em todas as situações, o livro espírita-crístão é caridade e serviço, e, onde estejam o serviço e a caridade, aparece o auxílio positivo, tanto aos outros quanto a nós.










01 maio 2014

Não deixe que o passado defina sua vida (Roberto Shinyashiki)















Você é o criador da maior obra do universo, sua vida.

 A única pessoa que pode dar a sua forma final é você mesmo.

No passado, seus pais o criaram com a ajuda de avós, professores e todo o contexto que foi sua infância.

Eles o criaram do jeito deles, e fizeram o melhor que puderam.

O ruim é quando você simplesmente mantém o que eles fizeram.

A maioria das pessoas é escrava do passado. Vive como se as situações e soluções do passado se repetissem todos os dias, e não se transforma como deveria.

Uma pergunta para pensar:

— Você seria diferente se tivesse tido outros pais ou outra infância?

Provavelmente, você dirá:

— Sim, Roberto, se eu tivesse tido um pai mais compreensivo, seria uma pessoa mais relaxada. Se tivesse tido uma infância mais tranquila, poderia estar vivendo em paz.

Sabe o que significa essa resposta?

Que você ainda não conseguiu se libertar do seu passado.

Está na hora de você ser você e dar um basta aos relacionamentos antigos, da infância, da adolescência, da juventude.

Você tem de ser você, independentemente de seus pais e de sua infância.

 Se você não foi amado, procure um jeito de encontrar amor.

Se você era inseguro, descubra a coragem dentro de si.

Não deixe que o passado defina sua vida!

Aliás, não permita nem que o presente defina sua vida.

Pessoas milionárias podem ficar pobres e pessoas pobres podem virar milionárias.

Você pode estar vivendo um grande amor, acomodar-se e ficar sozinho.

O presente não decide sua vida.

O que decide sua vida é seu comprometimento com seus projetos de vida.

Nesse momento, você pode estar abrindo mão de muitos de seus sonhos.

 E a grande pergunta é: “Quais desses sonhos farão falta?”

Boa parte das pessoas vive abrindo mão de sonhos.

Quer ver se isso está acontecendo com você?

Faça uma lista dos sonhos de sua juventude e escreva todos num papel.

Agora quero que você analise essa lista.

 Quais desses sonhos efetivamente estão fazendo falta para você?

Depois que tiver a resposta, corra atrás desses sonhos porque certamente são eles que darão significado à sua vida.

Talvez um de seus maiores sonhos tenha sido viver um casamento gratificante, um relacionamento em que os dois pudessem crescer, mas hoje você está sozinho.

O que é preciso fazer para que daqui a vinte anos você não se arrependa, de novo, de ter deixado esse sonho para trás?

Muitas pessoas se orgulham de sua capacidade de abrir uma empresa ou escrever um poema, mas se esquecem de criar a si próprias com o mesmo cuidado que colocam em suas metas.

São pais que querem que os filhos realizem projetos que eles não conseguiram e que não percebem que a única pessoa que realmente podemos criar somos nós mesmos.

 Você é a pessoa que você cria...

Se não está gostando do resultado, mude!

Seu crescimento lhe dará energia para continuar a percorrer o caminho e ser o grande artista da sua vida.

http://www2.uol.com.br/vyaestelar/criacao.htm



23 fevereiro 2014

A Chave de Luz (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: Linha Duzentos. Psicografia: Chico Xavier)



















Lembra-te de que ninguém avança sem companhia.

Toda obra pede auxílio e cooperação.

A árvore protege a fonte, tanto quanto a fonte alimenta a árvore.

O pão que extingue a fome é filho da compaixão do solo que nutriu a semente, da renúncia da semente que germinou para o sol, e da força do sol que amparou a terra obscura e sustentou a semente frágil.

Assim também, vida afora, nas empresas que o mundo te conferiu, não prescindirás de braços amigos que te estendam socorro e fraternidade.

Todavia, não basta exponhas a outrem as necessidades que te afligem, nem vale te desmandes na queixa, encarecendo perante alheios ouvidos a angústia de teus problemas, a fim de que a verdadeira amizade se te revele, eficiente e prestigiosa.

Indispensável saibas abrir as portas dos corações para que te não falte concurso às construções da existência.

Corações que, muitas vezes, jazem trancados na avareza, afogados no vinagre da aflição ou deprimidos nos espinheiros do sofrimento.

Corações que padecem a flagelação do egoísmo, a paralisia do orgulho, o desvario da vaidade, a chaga da ignorância e o assalto do desalento.

Não te impressione, porém, a seara da treva em que se mergulham.

Quase todos esperam apenas a chave de luz que lhes descerre a passagem da noite para o dia, para a luz da libertação.

Avizinha-te deles com ternura e bondade, sem agravar-lhes a dor.

Desvenda-lhes o próprio ser, em forma de compreensão e serviço, e todos virão ao teu encontro, sustentando-te os passos na tarefa a que te impuseste na vida, porque, em verdade, é da lei do Senhor que alma alguma resista ao toque da humildade com a chave da gentileza.


22 fevereiro 2014

Livros (Pelo Espírito Meimei. Livro: Irmãos Unidos. Psicografia: Chico Xavier)
















OBS: Este livro foi ditado por Diversos Espíritos.


Viviam os homens acomodados à floresta, quais símios ferozes, renhindo as unhas sanguinolentas.
Ergueram-se os primeiros livros de pedra, sugerindo a organização, e a barbárie passou a ser combatida.

Eram atormentados que a fome retinha em conflito incessante. Apareceram os livros de agricultura e transporte, consumindo gradativamente o flagelo.

Caíam vitimados, sem remissão, por epidemias vorazes. Os livros de medicina afloraram, vitoriosos, no mundo, e a peste foi suprimida.

Refugiavam-se em malocas humilhantes, pelo empirismo que lhes entorpecia a cabeça. Vieram os livros da indústria e usaram as mãos com inteligência e habilidade.

Sofriam atraso no entendimento recíproco. Desdobraram-se os livros de alfabetização e a escola dissipou a noite da ignorância.

Distanciavam-se uns dos outros. Formaram-se livros propagando o intercâmbio, e o consórcio mundial destruiu o insulamento.

Cultivavam a escravidão entre si, reduzindo os semelhantes à condição das bestas de carga. Multiplicaram-se os livros da justiça e o cativeiro foi abolido.

Mantinham a mulher na categoria dos animais. Espalharam-se os livros da compreensão fraterna e a mulher renteou com eles no direito de escolher o próprio caminho.

Respiravam absolutamente chumbados ao solo. Divulgaram-se os livros da navegação aérea e principiaram a conquista do espaço.

Compreendendo, porém, que os livros da libertação exterior não conseguiriam quebrar as algemas das paixões subalternas que encadeiam as criaturas nas trevas da alma, trouxe-lhes Jesus, em pessoa, o código da libertação íntima, com os livros do Evangelho, instituindo o reino de Deus em cada coração.

Ainda assim, os homens criaram facções e grupos, seitas e círculos, preconceitos e ilusões, nos quais, apesar dos séculos transcorridos, continuaram acalentando a guerra fria e quente, declarada e oculta do egoísmo e da vaidade, da opressão e do orgulho, da crueldade e da usura, do crime e da violência, da rebelião e do vício, muitas vezes em nome do próprio Cristo.

Surgiram, então, na Terra, os livros da Doutrina Espírita, revivendo o pensamento libertador do Mestre Divino, consolando e instruindo, com a exaltação do amor puro e com a fé raciocinada, demonstrando a reencarnação por instituto imprescindível do progresso e ensinando que a alma, em qualquer posição, é responsável pelos próprios destinos...

Como é fácil de observar, os livros nobres são, em todos os tempos, as forças renovadoras e educativas da Humanidade; no entanto, é imperioso reconhecer que sustentar hoje a expansão e a dignidade do livro espírita é iluminar o espírito humano, em plenitude de felicidade e emancipação, para sempre.

21 fevereiro 2014

Dinamismo (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: Escrínio de Luz. Psicografia: Chico Xavier)





















A criatura humana permanece no mundo a cercar-se por bilhões de vidas inferiores, que se lhe rendem às determinações por existências escravas.

Quem fala em trabalho reporta-se a dinamismo, e basta uma vista de olhos na esfera da natureza para observar miríades de seres que mantemos em servidão.

Comecemos pelo laboratório do corpo.

O aparelho gastrintestinal recebe o bolo alimentício, e, embora atendendo à pessoa reconhecidamente ociosa, passa, de imediato, ao esforço da digestão, sem necessidade de aviso prévio.

Os anticorpos fiscalizam os distritos orgânicos, opondo barreiras à invasão de agentes estranhos para assegurar a saúde, sem reclamarem lições de química.

Fora do carro fisiológico, vemos a Terra, o magneto gigante que, há milênios, nos serve de domicílio, girando sem repouso no espaço cósmico, a fim de equilibrar os fenômenos da vida, sem exigir sinais de trânsito.

A semente lançada ao solo, dentro de condições justas, medra e produz por si, independentemente de noções de botânica.

Não nos propomos comparar o homem ao fagócito ou ao pessegueiro. Apreciamos o dinamismo dentro da evolução.

À medida que o ser se desenvolve, transpondo as fronteiras do instinto a caminho da razão, as leis divinas integram a individualidade na luz do discernimento, através de estímulos considerados dolorosos mas necessários, para que a consciência adote a cooperação espontânea na execução dos propósitos do Senhor, a benefício dela mesma.

É assim que surpreendemos os animais superiores nas disciplinas da domesticação e as criaturas iniciantes em burilamento moral, crivadas de lutas educativas que as arranquem das carapaças da inércia para a plenitude da vida.

Se o Espiritismo te beneficia o roteiro, trazes contigo a doutrina que clareia a razão. Não desconheces, desse modo, que o dinamismo constante é a nota dos que se elevam.

Podes agir, construtivamente, por ti mesmo, quando, como, onde e quanto desejes, sem esperar por advertências dispensáveis.

Trabalha e serve sempre, porque já sabes que se na Terra somos conhecidos pelos informes exteriores, nos reinos do espírito, apenas o mérito em serviço faz a diferença de cada um.

20 fevereiro 2014

Pergunta Contra Pergunta (Pelo Espírito Hilário Silva. Livro: A Vida Escreve. Psicografia: Chico Xavier)























Acabara Leopoldo Cirne de presidir a sessão pública, interpretando certa passagem do Evangelho, quando elegante senhora se aproxima e considera, desapontada:

- Sr. Cirne, tenho buscado praticar a Doutrina Espírita por todos os meios ao meu alcance, mas é impossível. É um freio a corrigir-nos e um aguilhão a impulsionar-nos... Uma voz gritante na consciência a todo instante e uma disciplina que não acaba... Doutrina de retificações incessantes e obrigações sem limites...

E mirando os olhos claros do interlocutor, acentuou:

- Que me diz o senhor sobre isso?

E Cirne respondeu, imperturbável:

- Como é que a senhora queria que ela fosse?...



19 fevereiro 2014

Toque de Fé (Pelo Espírito Meimei. Livro: Amizade. Psicografia: Chico Xavier)
















Escuta a esperança, no silêncio da própria alma, a falar-te de futuro e de amor...

Ergue-te e caminha.

Enxuga as lágrimas e fita os Céus.

Deus, que te sustentou até ontem, sustentará hoje e sempre.

A sombra vale para destacar a luz. .

Surge a dor para aumentar a alegria.

Se provações te feriram, esquece.

Se desenganos te amargaram a existência, não esmoreças.

Escuta a esperança, no silêncio da própria alma, a falar-te de futuro e de amor, de beleza e eternidade, e transforma a bênção das horas em riqueza de trabalho.

Olvida toda sombra, à procura de mais luz, e perceberás que Deus está contigo, em teu próprio coração, a estender-te os braços abertos.



18 fevereiro 2014

De Sol A Sol (Pelo Espírito Emmanuel. Livro: Alma e Coração. Psicografia: Chico Xavier)














OBS: Este livro foi ditado por diversos Espíritos.



Dizes-te numa época de tensão, na qual os sucessos de ordem negativa surgem aos montes, compelindo-te aos mais graves testes de fortaleza moral.

Tão grande a massa de conflitos, na esfera da alma, que muitos dos nossos irmãos de jornada evolutiva se recolhem à retaguarda, buscando refazimento, quando não a cura dos nervos destrambelhados.

À vista disso, indagas, por vezes, como trabalhar eficientemente e, ao mesmo tempo, resistir com êxito ao assédio da inquietação.

Realmente, isso envolve questão muito importante no mundo íntimo de cada um de nós, porquanto nem podemos parar nos domínios da ação e nem desconhecer a necessidade de equilíbrio para suportar construtivamente as provas que venham a sobrevir.

A única solução a nosso ver, será focalizar a mente do Espírito do Senhor, e Ele, o Divino Mestre, dar-nos-á rendimento em serviço e descanso ao coração.

 Se aparecerem dificuldades imprevistas, entrega-lhe os obstáculos que te aborrecem, e prossegue no dever que te esposaste.

Se tribulações te caírem na estrada, imagina-lhe as mãos vigorosas nas tuas e procura atravessá-las, de ânimo firme, aproveitando a lição bendita do sofrimento.

 Se problemas te desafiam, transmite-lhe as tuas apreensões e atende com paciência aos encargos que a vida te reservou.

 Se amigos te desertaram, mentaliza Nele o companheiro infalível e continua fiel aos compromissos que te honorifiquem a existência.

Dividamos diariamente com Cristo de Deus a carga abençoada de trabalho que nos pese nos ombros.

Ele é o gerente de toda a empresa de elevação e sócio provedor de todas as nossas necessidades.

Deixa que o Senhor faça por ti a carga de trabalho de não consegues fazer, e segue a frente oferecendo os melhores recursos de que disponhas, no desempenho das obrigações imediatas que te compete, e observarás que quaisquer aflições se dissipam, em torno de ti, como as sombras se desfazem à luz dos Céus, a fim de que sirvas alegremente, no bem de todos, com invariável serenidade, de sol a sol.


17 fevereiro 2014

Oásis de Luz (Pelo Espírito Meimei. Livro: Ideal Espírita. Psicografia: Chico Xavier)














Suave, suavemente, belo jorro de luz desceu da Amplidão, coroando, de todo, a casa singela.

Dir-se-ia que a construção fora atingida em segundo por fulgurosa cascata de raios luminescentes.

Inflamara-se o teto de láurea rutilante.

As paredes coloridas por luminárias ocultas faziam-se transparentes, despedindo bonançosas centelhas.

De janelas e portas, fluíram de inesperado, caudais de bênçãos, qual se o ambiente interior estivesse inundado de nutriente energia.

Chama blandiciosa dissolvia as sombras, desabotoando prematura alvorada em meio às trevas noturnas e o firmamento, nos cimos parecia cálida, umbela deitando flores argenteadas sobre o anônimo ninho humano, que passara da condição de apagado recinto à ilha refulgente de alvenaria.

Os insetos da noite ciciaram com mais brandura, cães das proximidades aplacaram ladridos e os habitantes de residências vizinhas experimentaram sem perceber a intangível presença de paz profunda.

Contudo, na intimidade doméstica, acentuava-se, deslumbrante, o painel festivo, qual se varinha mágica fizesse nascer de pessoas e cousas, balsâmicas radiações de entendimento e simpatia.

Trajara-se a sala modesta de surpreendente grandeza, convertida em deleites remanso por banho lustral de amor puro que fixava sorrisos musicais de bondade em cada fisionomia.

Halos fulgurantes revestiram todas as formas alindando-lhes os traços e as cores sob o poder de ignoto cinzel.

Auréolas de esplendor tocaram os moradores, lágrimas de jubilosa esperança tremularam, furtivas, em olhos alumiados de reconforto, rostos brilharam confiantes, impregnaram-se as frontes de lume tênue, palavras ressoaram mais ternas, tonificaram-se corações em novos haustos de força e alcandorou-se a emoção a eminências desconhecidas, em transportes de irresistível candura.

Na esteira de luz em torno, transeuntes do Espaço respiraram felizes, enquanto, não longe, menestréis da Vida Maior, vocalizaram canções de bom ânimo para todo o grupo de intenso brilho.

A transfiguração arrebatadora e imprevista era Jesus, o conviva celeste em visita à casa humilde: instalara-se ali, o culto santificante do Evangelho.


16 fevereiro 2014

Anotação Em Caminho (Pelo Espírito Maria Dolores. Livro: Caminhos do Amor. Psicografia: Chico Xavier)






















Sob os riscos da jornada
Na vereda transformada
Em sombra pedindo luz,
Recorda que, em tuas mãos,
No amparo aos próprios irmãos,
Brilha o ideal de Jesus.

Age, auxilia, perdoa...
Na essência, em toda pessoa,
O Amor plantado produz:
Essa semente divina,
Se cultivada germina
Para servir com Jesus.

Dores, mágoas, desenganos
São instrumentos humanos
Formando as bênçãos da cruz
De vida, esperança e paz,
Pela qual encontrarás
A redenção com Jesus.

Coração, não vais sozinho,
Entre as pedras do caminho,
A que o serviço faz jus;
No trabalho e no perigo,
Guarda esta nota contigo:
- O companheiro é Jesus.



15 fevereiro 2014

Em Resposta (Pelo Espírito Humberto de Campos. Livro: Luz Acima. Psicografia: Chico Xavier)

















Insurge-se você, meu amigo, contra as informações do plano espiritual, relacionando as formas de que nos utilizamos. Espanta-se ao saber que temos domicílio próprio, com todo o equipamento indispensável à vida organizada de quem prossegue evolvendo e aprendendo sempre.

Assegura que materializamos excessivamente as imagens e que nossas páginas não passarão talvez de alucinações da mente mediúnica.

Não estranho sua atitude. Também eu pensaria o mesmo aí na Terra.

Imagine que eu, homem versado na experiência de ganhar e perder, via no mundo o terrível esforço do aluno de primeiras letras, gemendo na articulação do alfabeto, de modo a penetrar, passo a passo, na oficina da ciência; identificava os tremendos conflitos impostos a qualquer profissional digno, interessado em especializar-se, e, no entanto, quando se tratava da morte do corpo, acreditava piamente que a alma do defunto voaria a pleno céu, à procura do Trono de Deus.

Bastaria o passaporte de alguma religião respeitável e, a meu parecer, o “morto” entraria nos gozos do paraíso. Sabia que os tribunais humanos ministram a justiça com atenuantes e agravantes, segundo as circunstâncias prevalecentes no doloroso drama dos réus e não ignorava que a escala da educação é muito maior que as cinco linhas da pauta musical. Todavia, nunca me passou pela ideia que o nosso aprimoramento continuaria intensivo nestas paragens. Admitia que os “mortos” seriam anjos ou demônios absolutos, exceção dos que fossem detidos no purgatório pela polícia divina, na situação dos soldados que se demoram na “terra de ninguém”, porque, para os crentes em geral, o purgatório, entre este mundo e o outro, é uma espécie de Território do Cerre, entre alemães e franceses dos últimos séculos.

Como reconhece, sua concepção de hoje pertenceu-me igualmente, enquanto aí estive.

Nunca pude compreender a experiência corporal na Terra como transitório fenômeno de exteriorização do espírito imperecível; no meu modo de entender, o espírito era projeção do corpo.

Você já viu engano maior?

No entanto, era um equívoco que minha vaidade acalentava zelosamente.

Não desconhecia que sábios ilustres me haviam precedido na estrada do conhecimento, que a sandália dos heróis e dos santos havia mergulhado na poeira planetária muito antes de meus pés doentes; contudo, jamais aceitei outros pontos de vista que não fossem os meus.

O túmulo, porém, impôs-me a arte do reajustamento.

Contínuo aprendendo com a ingenuidade do grupo escolar. E rendo graças a Deus pela concepção do ensejo imprescindível.

Não se julgue nas vizinhanças do paraíso e nem nos queira mal por darmos notícias de cidades e instituições, templos e hospitais, árvores e fontes, além do sepulcro...

Quando nossos olhos imóveis recebem o tradicional emplasto de cinzas, verificamos que o céu está mais alto e o horizonte mais longínquo.

Você não aplaudiria o nudismo e acredita que os desencarnados, para serem verdadeiros, não deviam usar vestimenta alguma; estima a bênção do santuário doméstico, na doce e amorosa comunhão dos laços afetivos e admite que, para cultivarmos a realidade universal, cabe-nos a obrigação de adotar regime separatista, vagabundeando de esfera em esfera, sem objetivo e sem lar.
Agrada-lhe a ordem o grêmio doutrinário a que dedica atenção, mas exige que, em nos comunicando com os “vivos”, estejamos na condição dos bandos de vespas e passarinhos.

Não acredite que a sepultura o exonere da responsabilidade individual de prosseguir aprendendo com o bem. Deus é amor; entretanto, a harmonia é a base de suas manifestações, e um pai, a fim de ser amoroso, não deixará de ser justo.

Você sabe que o peixe, para elevar-se das profundezas abismais a que se adaptou, necessita modificar a bexiga natatória. E que fazer com milhões de mentes humanas, estacionadas em processos inferiores da inteligência, incapazes de respirar além da atmosfera densa do vale, se não lhes forem proporcionadas aqui condições de vida análogas ou profundamente análogas as da Crosta Terrestre?

Não suponha que a morte lhe venha pregar asas nos ombros.

Se, pelo metro evolutivo, ainda não possuímos perfeita estatura humana, como aguardar promoção compulsória ao reino angelical?

Assinalando-lhe os protestos, lembro-me de pequena fábula que o velho La Fontaine não escreveu.

Dizem que uma borboleta brilhante, interessada em preparar a lagarta, diante do futuro, pousou na comunidade em que nascera, com grande escândalo para todo o ninho.

– Em verdade – disse ela – sou membro da família de vocês, guardo fisiologia semelhante e apesar de ir longe, através dos ares, vendo cidades e rios, seres e plantas que vocês não conhecem, continuo sendo um lepidóptero aperfeiçoado... Em breve, vocês serão tal qual sou e, por minha vez, não me distanciarei excessivamente de nossa furna, a fim de cuidar dos interesses de nossos descendentes...

Contudo, não pôde prosseguir. As larvas, de ventre colado ao solo, debandaram sob forte susto.

Todas recusaram a mensagem e negaram a mensageira. Isto, no entanto, não impediu o trabalho da Natureza.

A borboleta, em breve, deitava ovos. Dos ovos, nasciam lagartas. As lagartas dormiram em casulos. E dos casulos surgiam borboletas...


14 fevereiro 2014

Prece do Entendimento (Pelo Espírito Meimei. Livro: Deus Aguarda. Psicografia: Chico Xavier)





Agradeço as bênçãos que me deste, sem que eu soubesse compreendê-las.

Roguei-Te paz e me enviaste as tribulações que me tumultuaram o recanto de ação, compelindo-me a lutar, por dentro de mim, para asserenar aqueles que me cercam e somente após reconhecê-los tranquilos é que notei a paz de todos eles, habitando-me o coração.

Supliquei-te defesa e determinaste que forças contrárias ao meu reconforto me atingissem o espírito e o ambiente em que me encontro, obrigando-me a longo esforço para criar refúgio e apoio para quantos me confiaste ao amor e, apenas depois de observá-los felizes, é que reconheci comigo a alegria de todos eles em forma de segurança.

Obrigado, Senhor, porque não me doaste aquilo de que eu precisava, segundo as minhas requisições e sim de acordo com as minhas necessidades.

E agradeço, ainda, porque me mostraste, sem palavras, a significação do ensino que transmitiste ao teu Apóstolo da Humildade:

- “É dando que se recebe”.


13 fevereiro 2014

O Pensamento (Pelo Espírito Joanna De Ângelis. Psicografia: Divaldo Pereira Franco)

















Página recebida na reunião mediúnica da noite de 4 de novembro de 2013, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.


Filósofos do passado e do presente, na sua grande maioria, assim como fisiologistas, anatomopatologistas de ontem e neurocientistas de hoje, informam que o pensamento é somente uma emanação cerebral que se consome com a desagregação neuronial.

Infelizmente ainda confundem a máquina em relação ao seu utilizador.

Como é compreensível, a desorganização dos equipamentos impede a correta produção de que o instrumento é capaz de oferecer, o que, no caso em pauta, implica na ausência do ser espiritual que é o agente da vida.

Sem qualquer dúvida o pensamento se exterioriza através dos veículos da mente que é atributo do Espírito.

As notáveis experiências dedicadas ao estudo da ação do pensamento além da emissão da onda inteligente, demonstraram a produção de movimentos na matéria bruta ou sensível, como nos casos da psicocinesia ou transportes sem contato humano, tanto quanto nos formidandos fenômenos de telepatia, de precognição e de retrocognição...

O pensamento é portador de uma carga de energia que o qualifica, simultaneamente, como positivo e negativo, interferindo nos relacionamentos humanos conforme as faixas vibratórias em que se expandem.

Aqueles que são de natureza doentia, pessimista, rancorosa, tanto quanto prejudicam quem os cultiva quanto produz ressonância perniciosa na pessoa contra a qual são dirigidos.

Muitas experiências de laboratório têm comprovado o seu efeito avassalador sobre plantas, animais, crianças e pessoas outras fragilizadas física e emocionalmente.

O inverso é igualmente verdadeiro.

Quando, por exemplo, uma euforia, um bem-estar, um vigor assaltam o indivíduo que recebe os influxos mentais de afetos, de respeito, de gratidão, assim o mesmo acontecendo com as plantas e os animais deixando-os mais vivazes quando amados e enriquecidos pelas incessantes ondas de simpatia e de ternura daqueles que os hospedam e cuidam.

Muitos distúrbios de comportamento psicológico procedem da aceitação da sintonia do paciente com pensamentos odientos, invejosos, perseguidores, carregados do morbo do ódio, da inveja, do despeito...

Agasalhando essas descargas que lhes são direcionadas pelos infelizes, as pessoas terminam por sentir-lhes os efeitos danosos no seu conjunto vibratório, danificando-o.

Se, por acaso, a vítima dá-se conta e reage, pior se torna o dano porque passa a retroalimentar-se dos tóxicos e vapores viciosos conduzidos pela corrente mental.

O melhor antídoto para esse mal é o envolver-se nas ondas sublimes da oração, precatando-se dessa interferência nefasta que percorre os espaços, direcionado ou não a determinados alvos.

Jamais evitar-se responder na mesma faixa de resistência, pois que se faria mais forte o intercâmbio destruidor.

No sentido oposto, o pensamento edificante, é rico de energias benéficas que sustentam os campos vibratórios de quem os capta, mas essencialmente daquele que os emite por originar-se nas Augustas Fontes do Amor Universal.

O pensamento é uma força dinâmica natural que sempre está em ação, desde que a criatura humana normal não pode viver sem o emitir.

Toda vez quando sentires inusitada emoção de empatia que te envolva, de alegria espontânea sem motivo aparente, de conjecturas otimistas, de planos edificantes, estás sob a ação de pensamentos bons e saudáveis. Procedem de mentes afetuosas que te envolvem em simpatia e afabilidade ou dos teus Guias espirituais.

Aproveita-os, concentra-te e fixa-os, a fim de que te vitalizem e permaneçam como carga de nutrição para outros momentos menos venturosos.
No sentido oposto, quando te sentires confundido, em perturbação mental ou desconforto emocional, encontras-te sob descargas negativas que deves diluir, recorrendo à prece, às leituras agradáveis, a fim de renovares as paisagens mentais.

De igual maneira, são emissões, essas porém, morbíficas de desafetos físicos ou espirituais que são inamistosos em relação a ti e comprazem-se com as tuas aflições.

Ora por eles, tem paciência, renova-te e não guardes qualquer tipo de ressentimento.

O Evangelho alude que a fé remove montanhas, o que decodificado pode significar a força do pensamento que é a saudável exteriorização do desejo mental fixado num objetivo.

Crimes hediondos são arquitetados na mente em desalinho e pervertida dos enfermos sociopatas.

Ideais de santificação e progresso da humanidade têm sua gênese na elaboração mental de quem opta por amar e servir.

O Universo é obra do pensamento do Criador, que a todos os seres humanos dotou da mesma energia neutra inicialmente, a fim de que o livre arbítrio de cada qual direcione-o conforme o seu nível moral, beneficiando-se, enquanto ajuda ou compromete-se, e fica encarcerado no mal.

Pensa e reflexiona na ideia mental perversa ou vã e a futilidade como a ausência de sentido existencial se te aninharão no imo, levando-te ao desencanto, ao tédio ou a aflições sem nome.

Pensar bem ou mal é resultado de treinamento que se transforma em hábito.

Jesus asseverou com veemência: Tudo quanto pedirdes ao Pai orando, Ele vos concederá.

Certamente, se solicitares com o pensamento em prece bênçãos, jamais deixarás de as receber.

A energia mental canalizada pela prece alcança os centros de captação universal e produz-se a ligação vigorosa entre o orante e o Supremo Ouvinte.